CENFIM realizou um simulacro de ameaça de bomba, no qual testou a segurança do estabelecimento. Foram evacuadas 76 pessoas.

Muitos ficaram alarmados com o aparato que se montou nas imediações do CENFIM da Trofa. Alunos no exterior do estabelecimento, trânsito interrompido, bombeiros equipados com máscaras de oxigénio, polícia municipal, GNR e ainda um elemento com um equipamento de proteção verde, incluindo máscara. O motivo: ameaça de bomba.

O alerta foi dado à GNR poucos minutos passavam das 14.30 horas. Foram evacuadas 76 pessoas, duas delas feridas. A primeira foi retirada “por um socorrista do CENFIM” e a segunda estava nos balneários, não conseguiu sair por ter contraído uma fratura, obrigando à atuação dos Bombeiros Voluntários da Trofa.

Com a presença do binómio (homem/cão), foi possível detetar a bomba, em forma de livro, que tinha chegado como uma encomenda dirigida ao diretor do CENFIM, e estava no interior do gabinete do Centro Novas Oportunidades.

Depois, coube à Equipa de Inativação de Engenhos Explosivos (antiga Brigada Minas e Armadilhas) detonar a bomba, num espaço aberto à frente do CENFIM, perante o olhar dos alunos e dos condutores que estavam retidos nas várias artérias contíguas do estabelecimento.

O aparato foi grande, mas não passou de um exercício para testar a segurança do CENFIM. O simulacro, de grande envergadura, exigiu a participação de vários meios. A Guarda Nacional Republicana (GNR) da Trofa orientou a operação. Foram detetados alguns erros, o primeiro foi “humano”, já que “a pessoa que recebeu a chamada de ameaça de bomba não conseguiu acionar o alarme”, afirmou João Carvalho, comandante do posto da Trofa. “O alarme foi acionado tardiamente que, numa situação real, podia pôr em perigo as vidas de pessoas que estavam lá dentro e não só”, afirmou.

A GNR interveio, inicialmente, com dois militares, acionando os Bombeiros Voluntários da Trofa, a Polícia Municipal e pedindo a colaboração da Proteção Civil Municipal. Posteriormente, foram deslocados mais quatro elementos para “controlar o trânsito”. “Com o ferido no interior do estabelecimento, a equipa de busca verificou se era possível retirá-lo. Não podíamos mandar os Bombeiros lá para dentro, pondo em risco a vida de mais pessoas”, frisou.

Sílvia Soares, coordenadora da área da Segurança e Saúde Ocupacional do CENFIM, fez um balanço positivo do simulacro. “Detetamos alguns erros, mas é para isso que servem estes exercícios. Foram, essencialmente, de comunicação, falta de atenção, que temos que melhorar. A forma de evacuação, considero que foi de uma forma ordeira. O CENFIM já tem esta boa prática há muitos anos, hoje em dia é legislativo, portanto é obrigatório fazer simulacros”, frisou.

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