quant
Fique ligado

Edição 417

Concerto coral-sinfónico de Páscoa assinalou Ano da Fé

Publicado

em

Paróquias de Santiago e S. Martinho de Bougado, com a colaboração da Câmara Municipal da Trofa, assinalaram na quarta-feira, dia 27 de março, o Ano da Fé com um concerto coral-sinfónico de Páscoa.

 Um credo em canto gregoriano (idade média), outro em polifonia (o Credo da Missa Papae Marcelli de Palestrina, segundo as exigências do Concílio de Trento), um terceiro do Barroco composto por João Sebastião Bach (o qual faz parte da mais importante Missa de toda a história da Música: a Missa em Si menor) e o credo da Missa “Credo” de Mozart, do período Clássico.

Foi assim que o Coro da Sé Catedral do Porto, “acompanhado” pela Orquestra “Sine Domine” e sob a direção coral e instrumental do Cónego Ferreira dos Santos, apresentou “os quatro credos em quatro linguagens musicais diferentes, quer em estilos, quer em épocas”. Centenas de pessoas não quiseram faltar a esta sessão cultural e marcaram presença na Igreja Nova, em S. Martinho de Bougado.

Luciano Lagoa explicou que o concerto tinha como objetivo “contactar com a arte da música” e, dentro do Ano da Fé, potenciar a celebração da fé “nos quadro credos” que foram interpretados. “Pode dizer-se que a nossa fé foi engrandecida desde os momentos mais contemplativos do credo, em gregoriano ou do credo da Palestrina, até aos momentos mais exultativos do Credo do Mozart e do Credo do Bach. Tivemos aqui de tudo e foi um hino à fé”, acrescentou.

O pároco afirmou ter sido “bom” que o Cónego Ferreira dos Santos se tivesse “lembrado da Trofa” para acolher este concerto, que foi “uma mais-valia” para o concelho e que teve “um significado muito especial”. Para Luciano Lagoa era “importante marcar a vida cultural e litúrgica da cidade da Trofa”. “Além das outras realizações, tivemos a oportunidade de neste Ano da Fé e nesta ocasião da Semana Santa contactar com estes hinos de fé ao Criador”, salientou.

Luciano Lagoa acredita que “se houver boa vontade de algumas forças vivas (empresas)”, consegue-se fazer “coisas muito interessantes e importantes para a vida cultural” do concelho. “A igreja, mas também outras associações, devem pugnar pela vida cultural e se realmente houver uma conjugação de vontades e capacidade acho que todos saímos a ganhar”, denotou.

Na organização do concerto, as paróquias da cidade da Trofa contaram com o apoio da Câmara Municipal da Trofa. Joana Lima, presidente da autarquia, felicitou o “Coro da Sé, na pessoa do senhor Cónego Ferreira dos Santos”, pelo “grande concerto” que proporcionaram. “É uma honra para os trofenses poder assistir a um concerto com esta qualidade. É com muito gosto que nós, Câmara Municipal da Trofa, nos associamos a este grande concerto de Páscoa, para podermos assim presentear todos os trofenses com este magnífico concerto”, finalizou.

Publicidade

O Coro da Sé Catedral do Porto é constituído por “cerca de 53 elementos” e a Orquestra “Sine Domine” por 27, contando com alguns instrumentos barrocos e quatro solistas: Ana Maria Pinto (soprano), Ana Calheiros (mezzo-soprano), Hélder Bento (tenor) e Job Tomé (barítono).

Fundado pelo Cónego Ferreira dos Santos, a 1 de março de 1971, o Coro da Sé Catedral do Porto, vocacionado para a música sacra da história da cultura europeia e da atualidade, tem-se afirmado como o grande Coro de Música Sacra português, nestes últimos 42 anos, tendo apresentado, no País e no estrangeiro, algumas das mais importantes criações musicais da história da música do passado e contemporânea (europeia e portuguesa).

Recorde-se que António Ferreira dos Santos é natural da Trofa, da freguesia de Guidões, e é Cónego da Sé do Porto e comendador (de Portugal e da Alemanha), assumindo-se como uma figura carismática da diocese portuense, da igreja da Lapa e da música portuguesa. Pelo seu percurso notável no campo da Música Sacra recebeu, em novembro de 2012, nas Cerimónias do 14º Aniversário do Município da Trofa, o Galardão Municipal – Medalha de Mérito Cultural – Grau Ouro. 

Bispo do Porto vai estar em S. Martinho a 14 de abril

Luciano Lagoa declarou ainda que a Vigararia Trofa/Vila de Conde está “em caminhada” para as Jornadas Vicariais da Fé, que se realizam nos dias 13 e 14 de abril. A primeira sessão será em Mindelo, Vila de Conde, na noite do dia 13, encerrando, no dia seguinte, na Igreja Nova, em S. Martinho de Bougado, onde vão estar presentes D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, e D. Pio Alves, Bispo Auxiliar do Porto. Esta iniciativa será “um marco muito importante” para a Vigararia Trofa/Vila do Conde.

Continuar a ler...
Publicidade
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Edição 417

Alunos da Forave solidários

Publicado

em

Por

forave

 

No último dia de aulas, antes das férias da Páscoa, a turma de Apoio Familiar e à Comunidade (AFC) 11/13 da Escola Profissional Forave dinamizou duas atividades inseridas no projeto de turma “AFC Saudável e Solidária”.

A iniciativa consistia numa caminhada solidária pelas ruas de Lousado. Os participantes foram “convidados a oferecer um género alimentar a uma instituição de solidariedade social de Vila Nova de Famalicão”, revelou fonte da organização.
Para além do exercício físico, o “espírito de partilha” esteve patente e todas as ofertas recolhidas já foram entregues à associação “Dar as Mãos”, que as fará chegar a quem mais precisa.

Após o exercício físico solidário, todas as turmas da Forave participaram no concurso “Mesas de Páscoa”, decorando uma mesa com “doces típicos desta festividade e partilhando-os com toda a escola”, assegurou fonte da organização.

Continuar a ler...

Edição 417

Socratinices requentadas do artista da cassete pirata

Publicado

em

Por

Uma declaração prévia da intenção de escrever sobre José Sócrates: nunca votei nele; nunca acreditei nas suas palavras agridoces de encantar os mais distraídos; não gosto dele como pessoa; não gosto do seu estilo de fazer política; vejo nos seus olhos um olhar de ódio pela vida; vi no discurso da noite da derrota eleitoral, um discurso presidenciável; é minha opinião que foi o pior primeiro-ministro que nos governou em democracia; é o grande culpado, mas não o único, do descalabro das contas públicas; é um político com uma agenda escondida. Mesmo assim, acho que tem todo o direito a defender-se publicamente daquilo que é acusado. É assim a liberdade e a democracia.

Como se não bastasse a péssima governação com que José Sócrates “brindou” o país ao longo de seis anos, deixando os portugueses a pão e água, vem agora fazer de nós uns “camelos” a atravessar o deserto da ignorância. Nas suas falinhas mansas de “carneiro mal morto”, lá teve o seu tempo de antena para justificar a sua péssima governação. Depois de dois anos sabáticos parisienses, apareceu no seu estilo, em grande forma. Foram mais de noventa longos minutos de retórica persuasiva e manipuladora.

Com constantes golpes de rins, Sócrates lá foi adulterando factos, manipulando números, mentindo e apresentando verdadeiros embustes. E foram tantos. Num facto, José Sócrates tem razão; Cavaco Silva é também culpado pela situação a que Portugal chegou. É verdade! O Presidente da República deveria ter demitido o governo socialista quando o descalabro começou a acentuar-se, não fora as eleições presidenciáveis que estavam à porta. Com essa estratégia pessoal, Cavaco Silva relegou para segundo plano o interesse nacional. Deu no que deu, com o país a afundar-se cada vez mais.

José Sócrates manipulou os números das PPP – parcerias público-privadas, afirmando que no seu governo os encargos até baixaram, quando o que aconteceu nos seis anos de governação socialista foi uma quase duplicação desses encargos, passando de 16 mil milhões de euros em 2005, para quase 33 mil milhões em 2012; aumentou sempre os funcionários públicos e em 2009, ano de eleições, os aumentos foram de 2,9%, no valor nominal mais alto desde 2001; foi o primeiro a aplicar cortes salariais à Função Pública, pois em 2011, as reduções salariais variaram entre os 3,5% e os 10% para salários acima de 1.500 euros; afirmou que a dívida subiu mais com o atual Governo, mas ignorou que foram assumidas dívidas do passado nos períodos mais recentes e alteradas as regras contabilísticas, como em 2011, quando houve alterações contabilísticas que aumentaram a dívida pública, designadamente as associadas às ex-Scut’s e ao reforço de capital do BPN.

As socratinices requentadas do verdadeiro artista da rádio, tv disco e da cassete pirata estiveram à altura do estilo com que sempre nos habituou, da sua postura manipuladora, da sua arrogância e falta de humildade para reconhecer os graves erros cometidos. Ao contrário do seu camarada António Guterres, que recentemente pediu desculpas públicas pelos erros que cometeu na governação do país. Que diferença!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

Publicidade
Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também

} a || (a = document.getElementsByTagName("head")[0] || document.getElementsByTagName("body")[0]); a.parentNode.insertBefore(c, a); })(document, window);