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Edição 680

Concelho da Trofa: não foi fácil

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Foram muitas as gerações que sonharam e lutaram, para que fosse criado um novo Concelho, desde a década de 30 do século XIX até finais do século XX, para que a realidade homogénea, em termos geográficos, culturais, históricos e sociológicos, do conjunto de oito freguesias desagregadas da Maia, primeiro por força da Divisão Judicial, em 7 de agosto de 1835 integradas no Julgado de Santo Tirso e, pouco tempo depois, em consequência da nova Divisão Administrativa, de 6 de novembro de 1836 agregadas no então criado Concelho de Santo Tirso, se tornassem independentes.
Grande parte da região que hoje pertence ao Concelho da Maia pertenceu desde sempre à denominada Terra da Maia, que foi habitada desde os tempos pré-históricos. Nos meados do século XIII estendia-se das margens do Rio Leça ao Rio Ave, das costas do mar até às serras de Valongo e da Agrela.
Quando se deram as invasões francesas, na primeira década do século XIX, a hostilidade dos portugueses aos franceses foi uma constante ao longo do percurso por onde passavam, mas a grande oposição que as tropas gaulesas tiveram foi na Trofa. A luta contra os invasores franceses fortaleceu o espirito trofense e quando foi efetuada, a desagregação das oito freguesias da região da Trofa foram muitos os requerimentos contra a referida desagregação, subscritos por diversos habitantes das freguesias retiradas do Concelho da Maia, para serem agregadas ao então criado Concelho de Santo Tirso.
O sonho da criação do Concelho da Trofa passou de geração em geração, nunca morreu, nunca chegou a «enferrujar» e raramente esmoreceu. Demorou muitos, mas mesmo muitos anos até que a «carta de alforria» foi conseguida, eram 17h 55m, do famoso dia 19 de novembro de 1998, para gaudio da grande maioria dos trofenses.
O povo trofense tinha mandatado os elementos que constituíram a Comissão Promotora do Concelho da Trofa (os seus nomes até foram sufragados em Assembleias de Freguesia eleitas pelos trofenses), para um único objetivo: a criação do Concelho da Trofa. E conseguiram!
É por isso, que os elementos da Comissão Promotora do Concelho da Trofa podem, e devem ser considerados os «verdadeiros» pais do Concelho da Trofa. Merecidamente!
Não foi fácil a criação do Concelho da Trofa, pois em quatro décadas de democracia, só foi criado o Concelho da Amadora (1979) e no final do século XX, no mesmo ano de 1998, o Concelho de Vizela e depois os Concelhos de Odivelas e Trofa. Atente-se também ao facto, de que em duas décadas passadas da criação do Concelho da Trofa, não foi criado mais nenhum concelho em Portugal. Valeu a pena!

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Edição 680

A importância de uma pequena obra

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Não tenho por hábito elogiar qualquer buraco que se remende, qualquer passeio que se reabilite, qualquer estrada que se ajeite. Não que estas pequenas obras não tenham importância, é claro que têm, mas porque essa é uma das funções de quem se propõe governar uma freguesia ou uma autarquia, sendo devidamente remunerado, bem acima da média, para o efeito. É, portanto, a obrigação desta gente, não um favor que nos fazem.
Percebo, naturalmente, que os militantes dos partidos no poder, em particular os que procuram emprego ou a oportunidade de uma vida larga, considerando a realidade portuguesa na qual os salários tendem a ser inferiores a 1000€, sintam necessidade de fazer claque para os seus chefes partidários. Quanto mais os pompons abanam, maior a possibilidade de se conseguir um bom lugar ou um generoso ajuste directo. A malta das jotas que o diga!
Contudo, o tema que hoje vos trago diz respeito precisamente a uma dessas pequenas obras, que quem se propõe governar tem mais do que obrigação de fazer e não esperar palmadas nas costas, porque, repito, esse o seu trabalho, não um favor que nos fazem. Trata-se de um pequeno estacionamento que está a nascer na Rua Monge Pedro, que desemboca na Rua São Martinho, em frente à Igreja Matriz da Trofa, junto à residência paroquial. E sinto-me na obrigação de escrever sobre ele por ser um tema sobre o qual protestei inúmeras vezes, por motivos óbvios.
Este novo estacionamento é particularmente importante por vários motivos. Em primeiro lugar porque permitiu alargar uma rua até então demasiadamente estreita, regra geral entupida em dia de importantes cerimónias religiosas, que se sucedem na Igreja Velha e no cemitério ali ao lado. Em segundo porque o próprio piso da rua, bastante acidentado, foi também reabilitado, melhorando a circulação e a “saúde” dos veículos que por ali passam. Em terceiro lugar porque aquela zona ganhará nova vida em breve, assim que o grupo Vigent se instalar na antiga Ráfia, e necessitará de mais aparcamento.
Porém, existe um quarto aspecto, a meu ver o mais relevante, que diz respeito à balbúrdia que por ali se vive diariamente. Conheço-a bem porque vivo ali, não me afecta directamente porque tenho lugar de garagem, mas não deixa de me irritar a falta de civismo de quem por ali estaciona como quer, não raras vezes no meio da faixa de rodagem, sem que a acção da Polícia Municipal, em tempos tão activa em zonas como a Rua Conde São Bento, se faça sentir, o que de resto não admira, não tivesse este executivo corrido com a maioria deles, sobrando apenas um efectivo de três agentes.
A situação do largo no início da Rua Monge Pedro, em torno do cruzeiro que lá se encontra, é vergonhosa, perigosa e uma demonstração do pior que a falta de civismo tem. Sempre assim foi, pelo menos desde que me lembro e, garantidamente, desde que para ali me mudei há quase dez anos, e nada, absolutamente nada, foi até agora feito para minimizar o problema, apesar da quantidade de serviços públicos, e não só, que se concentram naquela zona.
Espero, sinceramente, que o aumento do estacionamento no local, proporcionado por uma obra que não acontece por acaso e que coincide com a recta final das obras nas novas instalações da casa-mãe da Brasmar e da Metalogalva, ajude a solucionar o problema do estacionamento naquela zona, apesar do natural cepticismo de quem diariamente observa o amontoar de carros no meio da estrada, em frente à conservatória, quando na Rua Engenheiro António Dias da Costa Serra sobram lugares de estacionamento. E saúdo a obra, que farto de ver os meus impostos pagarem ajustes directos suspeitos e cargos para dirigentes da JSD estou eu.

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Aviso para evitar multa e desrespeito pelo outro

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É recorrente assistir-se ao desrespeito pelo sinal rodoviário que dá estacionamento exclusivo a veículos com dístico de deficiente, principalmente em parques de estacionamento de estabelecimentos como os supermercados.
A falta de civismo e a contraordenação passa, na maior parte das vezes, por entre os pingos da chuva, não havendo nenhuma consequência pela prática, o que provoca ainda mais episódios do género.
A exceção, porém, existiu no supermercado Pingo Doce, em Santiago de Bougado, quando os responsáveis decidiram colocar um aviso em viaturas estacionadas indevidamente nos lugares reservados para deficientes.
“Ocupar o lugar dos outros é grave” podia ler-se num dos avisos colocados, que apresentava ainda as consequências da infração: menos dois pontos na carta de condução e multa que pode variar entre 60 a 300 euros.

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