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A “Reforma Administrativa do Poder Local” para o PCP (Partido Comunista Português) não passa de um programa de “agressão às populações e às suas condições de vida, de agravamento das assimetrias, de constrangimento ao desenvolvimento e de retrocesso democrático”. Por isso os comunistas apelam a todos os trofenses para que se manifestem perante tal medida que vai ser implementada em 2012.

O PCP acredita que “a par da redução das verbas a transferir às autarquias locais” se vai verificar também “um estrangulamento inadmissível da autonomia das autarquias”. Os comunistas não conseguem aceitar o facto de alguns “autarcas da Trofa com responsabilidades executivas terem concordado com esta reforma” que segundo eles levará a “uma mais severa redução de verbas para as autarquias; mais encerramentos de serviços públicos destinados à população; concentração de poder sem fiscalização; distanciamento entre o poder local e a população; despedimento de trabalhadores com a respetiva diminuição dos serviços prestados; um desigual desenvolvimento territorial; impedimento da construção de infraestruturas já pensadas; perda de referências históricas (só por pura ingenuidade é que se pensa que o nome das freguesias se vai manter)”.

Os comunistas trofenses não conseguem entender como é que o executivo camarário, liderado pelo partido socialista, “mantém a taxa máxima do IMI e da Derrama” enquanto que o governo “aumenta os impostos no IRS, no IVA, no imposto automóvel; aumenta os custos dos transportes públicos e da eletricidade, combustíveis, portagens, medicamentos, taxas moderadoras; rouba os trabalhadores no subsídio de Natal deste ano e os dois subsídios, para a sua grande maioria, no ano seguinte; obriga os trabalhadores a trabalhar sem receber meia hora por dia; pretende liberalizar os despedimentos sem justa causa”.

Estas medidas que Pedro Passos Coelho vai implementar no próximo ano também atingem a área da saúde com cortes nas taxas moderadoras entre outras e relativamente a este facto o PCP adianta que só na Trofa “13,3 por cento da população não tem médico de família, ou seja, atinge cerca de 5171 habitantes”

Estes são dados preocupantes para o Partido Comunista, uma vez que consideram serem gravosos para o aumento de mais desemprego. De acordo com a nota de imprensa do PCP só no concelho da Trofa existem “3569 desempregados, dados referentes a agosto”.

Mas não são apenas estas as questões que preocupam os comunistas. Também o facto do PCP ter tentado trazer o Metro para a Trofa e não ter conseguido é outro motivo que os deixa apreensivos , uma vez que a última proposta elaborada pelo partido comunista foi rejeitada com votos do PSD e do CDS, o que leva estes camaradas a subentenderem que o “PSD e o CDS estão contra a extensão da linha Verde até à Trofa”.

Por todos estes motivos a Comissão Concelhia do PCP da Trofa “apela aos trabalhadores e à população para que assumam uma forte corrente de protesto e de luta pela rejeição do pacto de agressão, desenvolvendo um vasto movimento popular e nomeadamente apela à massiva participação de todos os trabalhadores na Greve Geral do próximo dia 24 de novembro”.