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Edição 716

Comunhões em Santiago agendadas para setembro

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Foram reagendadas para setembro as comunhões em Santiago de Bougado, sem, porém, estarem alheias a futuras orientações em contrário, perante o cenário de pandemia que Portugal vive atualmente.

O pároco de Santiago de Bougado, Bruno Ferreira, decidiu, depois de reunir com os catequistas da paróquia, reagendar as comunhões para o mês de setembro. O anúncio oficial foi feito na eucaristia de domingo (26 de abril), realizada na Capela de Nossa Senhora do Desterro, em Bairros, e transmitida em direto pela TrofaTv.

As comunhões que, inicialmente, estavam marcadas para início de junho foram, então, reagendadas para os dois últimos domingos de setembro. No dia 20 realiza-se a primeira comunhão, no dia 27 a profissão de fé.

“Esperamos que toda a situação se desenvolva para que assim possamos fazer”, sublinhou Bruno Ferreira, ressalvando que a efetiva realização das celebrações está dependente da evolução da pandemia no país e das orientações das autoridades de saúde e diocese.

Por outro lado, foram canceladas as festas da paróquia que ocorreriam até junho, ou seja, em honra de Nossa Senhora do Rosário, Corpo de Deus e S. Pedro da Maganha. “Tudo o que implicar celebração com aglomeração de pessoas e também manifestação pública ou procissões fica cancelado. Pedimos a compreensão de todos”, atestou o pároco.

Quanto às celebrações eucarísticas semanais, o pároco referiu que “os senhores bispos, após o término do Estado de Emergência, vão dar novas indicações sobre o regresso às reuniões, certamente com condicionamentos e cuidados a ter, para que, normalmente, possamos voltar aos ritmos de então”.

Quanto à catequese, Bruno Ferreira pediu “ajuda” aos pais para que, recorrendo aos conteúdos religiosos e plataformas que existem na internet, “deem catequese aos filhos em casa”.

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Memórias e Histórias da Trofa: A batalha do Partido Progressivo vs Partido Regenerador na Trofa

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Nos finais do século XIX e inícios do século XX quando a República ainda era uma ilusão em solo pátrio português, não impedia esse fato de suposta tranquilidade política com a continuação do regime monárquico, porém as rivalidades políticas eram constantes sobretudo entre dois partidos políticos que tentavam dominar a agenda política.

Eram os principais blocos dessa contenda política, o Partido Progressivo e o Partido Regenerador que se iam revezando no poder político e a principal diferença entre si era principalmente que o Partido Progressivo como o próprio nome indica desejava conferir uma reforma da sociedade com várias alterações por exemplo no sistema de eleição de deputados entre outras medidas.

A rivalidade entre estes dois partidos era bastante aferroada e a sociedade iria-se dividir de forma evidente e inequívoca, ao ponto de serem criadas várias associações em muitas das localidades nacionais em que os partidários de cada fação se iam reunindo.

Na Trofa essas rivalidades iriam-se fazer sentir no ano de 1900, concretamente no dia 30 de dezembro em que se iria concretizar mais umas eleições autárquicas, concretamente para a junta de paróquia e escrevia-se na imprensa que a generalidade dos paroquianos de S. Martinho de Bougado eram alinhados ao Partido Progressista.

Fazendo uma simples crítica das fontes, obviamente que à distância temporal da ocorrência destes factos poderá ser uma afirmação tendenciosa, sendo que era comum os partidos políticos terem órgãos de comunicação próximos de si, não sabendo para “que lado caia” a preferência política do Jornal de Santo Thyrso.

Alegadamente o padre local, o Padre Albino Santos era mais próximo do Partido Regenerador e subitamente iria alterar a normalidade das suas práticas religiosas ao realizar a sua habitual missa domingueira na Capela de Nossa Senhora das Dores, após ter anunciado no domingo anterior que iria realizar essa mesma missa na Igreja Matriz.

Argumentavam na imprensa os membros do Partido Regenerador que aquele ato era um ato triste do pároco, tecendo palavras bastante duras contra a sua figura, asseverando que devido a esta prática vários fiéis acabariam por ficar sem missa e também teriam ficado impedidos de votar e tudo devido a um plano para haver uma eleição mais diminuta no Partido Progressista.

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Atendendo a este tipo de argumentação podemos perceber que esquemas e jogadas de bastidores acompanham provavelmente a prática política desde tempos bastante recuados.

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Crónica Especial: Paróquia de Guidões – Fragmentos da sua génese (capítulo 5)

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Edifícios Religiosos – Primeira Igreja

O culto religioso na Península Ibérica consolida-se no século III com a divisão do território em dioceses sediadas nas grandes cidades como Bracara Augusta (Braga), cuja área de influência extravasava os actuais limites.

A administração espiritual e material concentrava-se em torno do Bispo, sendo coadjuvado por sacerdotes e diáconos que evangelizavam deslocando-se com certa regularidade às povoações realizando serviços religiosos, servindo-se de templos de outras crenças e habitações particulares adaptados e consagrados.

Com a consolidação das povoações e cristianização dos habitantes, a gestão administrativa espiritual e material do espaço implicou o surgimento de paróquias rurais por iniciativa privada, para tal nobres e cavaleiros, senhores de grandes propriedades que fundaram igrejas e mosteiros, doando propriedades, que seriam mais tarde os passais e os coutos, para sustento dos religiosos.

(…)

José Manuel Cunha

Esta crónica só pode ser lida integralmente na edição impressa do jornal ou através da edição disponível para assinaturas online. Mais informações aqui

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