Festival Itinerante de Artes da Trofa terminou com a apresentação da Companhia de Teatro. Autarquia quer dar continuidade ao projeto.

A história da pequena Isabel que encontra um anão na floresta foi o primeiro fruto da Companhia de Teatro da Trofa. Este projeto levou a cena uma adaptação d’A Floresta, de Sophia de Mello Breyner Andresen e foi interpretada ao ar livre, no espaço exterior da Casa da Cultura, e com “casa cheia”. Para Ana Margarida Pinto, ser protagonista na primeira peça da Companhia de Teatro da Trofa, foi uma experiência que “revelou muitas coisas boas”, como “a encenadora Helena Marinho, cujo trabalho é fantástico” e “o convívio com os colegas”. “É muito gratificante poder partilhar o meu conhecimento com pessoas que não tinham formação”, referiu.

Concretizar o sonho de fazer teatro só podia ser ainda mais especial a contracenar uma peça infantil: “As crianças são uma caixinha de surpresas, são o público mais forte e mais sincero que podemos ter”. As gargalhadas que os mais pequenos soltam durante a peça “dão energia para continuar”, porque “prova que eles estão a entrar na história”.

Ana Margarida defende que “a cultura faz falta na Trofa”, porque “o povo precisa de alegria”.

Já Helena Marinho gostou do resultado final, apesar de considerar que “podia estar sempre melhor”. A encenadora valorizou o facto de os atores terem respondido da melhor forma aos “imprevistos”, mostrando “o que aprenderam no curso de iniciação à expressão dramática”.

A peça foi construída através de “um trabalho conjunto” e a primeira cena até “nasceu de um improviso dos atores”. “Sempre quis ouvir a opinião deles e no início não sabia como iria ser ‘A Floresta’, porque não era só eu a fazê-la”, frisou.

Para Helena Marinho, é importante descentralizar o teatro: “A vida cultural está toda nos centros, Porto e Lisboa, e é importante que as próprias regiões tenham independência nesse aspeto”.

Ao ter um repertório infanto juvenil, a Companhia de Teatro da Trofa abrange a área artística e a educativa. E como 2011 é o Ano Internacional das Florestas, “o projeto junta ainda a componente ambiental”.

Desde fevereiro, a Companhia de Teatro ensaiou duas vezes por semana para levar ao palco a primeira peça deste projeto. Pelo sucesso que alcançou, deverá continuar a levar a peça a todo o concelho. Segundo Assis Serra Neves, vereador da Cultura, a Câmara Municipal “vai estudar a sustentabilidade” do projeto, no entanto, “estão previstas algumas atuações em diversos pontos do concelho”.

Também o Festival Itinerante de Artes da Trofa (F.I.A.T.) terminou com um saldo positivo: “Valorizo a atividade deste projeto nas escolas. Cerca de mil pessoas assistiram ao cinema e à exposição de fotografia, iniciativas que resultaram da concertação do setor do Ambiente, Educação e Cultura”.

Paralelamente à apresentação da Companhia de Teatro da Trofa, foram anunciados os vencedores do concurso de fotografia “Expressa-te Floresta”. António Gomes, Rui Ferreira e Augusto Libório foram os escolhidos por serem os detentores dos melhores trabalhos fotográficos.

O F.I.A.T. percorreu todas as freguesias do concelho desde abril para dar a conhecer as várias expressões artísticas a miúdos e graúdos.

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