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Edição 690

Como poupar no seu seguro de vida associado ao crédito habitação

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Em regra, a celebração de um contrato de crédito habitação está subordinado à contratação de um seguro de vida, sendo uma exigência do banco. Também para o consumidor este é um tema de especial importância, uma vez que estará a transferir para uma companhia de seguros a responsabilidade pelo pagamento do montante em dívida em caso de sinistro. Atualmente, o consumidor tem liberdade para contratar o seguro junto de uma seguradora da sua preferência, pelo que poderá procurar empresas especialistas na mediação de seguros do ramo vida, que lhe apresentarão as melhores soluções de acordo com o seu perfil, podendo desta forma garantir as melhores coberturas ao melhor preço do mercado.

Importa também referir que durante a vigência de um contrato de crédito, o consumidor tem o direito a substituir o seguro de vida, que tenha celebrado como garantia do contrato de crédito, por um novo seguro com melhores condições e melhor preço, obtendo elevadas poupanças.

Este artigo visa esclarecê-lo sobre como tomar a melhor decisão no momento de escolher o seu seguro de vida ou de o substituir pelo de uma seguradora independente.

O que é o seguro de vida crédito habitação?
O seguro de vida associado ao crédito habitação visa garantir o risco de morte ou invalidez em consequência de doença ou acidente, assegurando o pagamento do crédito habitação junto do beneficiário irrevogável (banco credor).

Quais as coberturas dos seguro de vida crédito habitação?
Os seguros de vida não são todos iguais, distinguem-se entre eles pelas coberturas e garantias.
O seguro de vida tem como cobertura principal a morte da pessoa segura, seja por acidente ou doença, situação em que o segurador paga o capital seguro previsto nas condições particulares.
Como coberturas complementares encontramos Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD) e Invalidez Total e Permanente (ITP). É muito importante conhecer as diferenças entres estes dois conceitos, uma vez que existem milhões de contratos de seguro associados ao crédito habitação sem a cobertura de ITP, pelo que não garantem o pagamento do capital seguro em caso de invalidez, significa isto que a pessoa segura terá de continuar a pagar a sua casa ainda que confrontada com uma invalidez total e permanente.
Considera-se Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD) uma invalidez por acidente ou doença, sem possibilidade de recuperação, que incapacite a pessoa segura para o exercício de qualquer atividade remunerada, necessitando do apoio de terceiros para suprir as suas necessidades básicas. Normalmente, associamos a Invalidez Absoluta e Definitiva ao estado vegetativo da pessoa segura.
A cobertura de Invalidez Total e Permanente (ITP) é muito mais abrangente pois pode ser acionada a partir do momento em que a pessoa tenha uma incapacidade por acidente ou doença, superior a 60%. No mercado, nem todas as seguradoras abrangem a ITP a partir de 60%, mas é uma opção cada vez mais comum nas seguradoras de vida. Ainda neste âmbito, é possível ter a cobertura para todas as profissões ou profissões equiparadas ou só para a profissão.
A par das coberturas, é importante analisar as exclusões. Participação em provas desportivas ou treinos que envolvam veículos motorizados normalmente estão excluidos, assim como a prática de várias atividades, como por exemplo artes marciais, motonáutica, descida em rappel ou slide, tauromaquia, entre outras.

Sabe que pode substituir o seu seguro de vida sem agravar o spread?
Para proteção dos clientes, foi publicado o Decreto-lei n.º 222/2009, que dá a possibilidade ao cliente de contratar o seguro de vida junto de uma seguradora da sua preferência ou de substituir o seguro de vida que tenha celebrado aquando de contrato de crédito habitação, por um novo contrato de seguro que lhe ofereça melhores condições em termos de coberturas e preço. Recorrendo a um especialista na área, terá o apoio necessário para analisar o sua situação em concreto de forma independente, sem que lhe seja cobrado qualquer valor por isso.

Quais as variáveis que contribuem para o cálculo do prémio do seguro de vida?
As variáveis mais importantes para o cálculo do prémio são o capital em dívida, a idade das pessoas seguras, o estado de saúde e a profissão. Quanto maior o capital maior o risco da seguradora, quanto maior a idade maior a probabilidade de acontecer um sinistro, também profissões mais gravosas apresentam um maior risco para a seguradora, pelo que o prémio será maior. Em caso de doença ou pré-existências poderá haver agravamento do valor do prémio ou exclusão das situações de risco.

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Como evolui o prémio ao longo do contrato?
A evolução do prémio do seguro ao longo do contrato é um aspeto muito importante a analisar no momento de contratar o seguro de vida. Cada companhia de seguros tem a sua abordagem ao mercado, assim, seja um seguro novo ou a substituição do seu seguro por outro, deverá pesar o volume total dos prémios ao longo de todo o contrato, de outra forma pode ver-se confrontado com uma realidade pouco agradável. Em alguns casos, tarifas mais baixas nos primeiros anos acabam por revelar-se bastante caras ao longo do contrato.
Um número bastante significativo de seguros de vida são realizados por intermédio das entidades bancárias aquando da contratação do financiamento e nesses casos podemos dizer que o cliente se poderá ver confrontado com uma “bomba-relógio”, ou seja, com a evolução do contrato e com o envelhecimento das pessoas seguras, o prémio irá evoluir de forma descontrolada. É também bastante comum nos seguros feitos por intermédio das entidades bancárias, que as coberturas sejam apenas morte e invalidez absoluta e definitiva, ficando os clientes completamente desprotegidos caso se vejam confrontados com uma incapacidade, acresce que por norma apesar das fracas coberturas pagam prémios elevados.

Como é avaliado o estado de saúde das pessoas seguras?
Grande parte das seguradoras do ramo vida não exigem a realização de exames médicos, é apenas solicitado ao cliente o preenchimento de um questionário médico ou uma entrevista telefónica. Existem naturalmente situações em que a seguradora pede a realização de exames médicos, tal acontece a partir de determinada idade da pessoa segura e quando estamos perante capitais bastante elevados, neste ponto a exigência das seguradoras é mais ou menos homogénea.

Como conseguir o seguro de vida com melhor relação entre coberturas e preço, para o seu crédito habitação?
Por desconhecimento ou comodidade, grande parte dos clientes acaba por subscrever o seguro de vida junto da instituição financeira onde está a contratar o crédito habitação, mas em regra os bancos não têm a melhor oferta nem a mais competitiva, trabalham apenas com uma companhia de seguros sem possibilidade de escolha ou comparação.
Será sempre recomendado recorrer a especialistas na área para obter aconselhamento especializado e independente. Numa situação de substituição do seguro de vida por outro com melhores coberturas e melhor preço, a empresa especialista na mediação de seguros de vida fará todo o trabalho por si sem que pague qualquer valor por isso.
Recorrendo a aconselhamento especializado poderá obter poupanças na ordem de 60% quando comparado com o seguro feito junto da instituição de bancária. Significa isto que para além de melhores coberturas poderá poupar centenas de euros anualmente e milhares de euros ao longo do contrato.

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Lixeiras a céu aberto sem fim à vista

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“Pelos caminhos de Portugal // eu vi tanta coisa linda // vi um mundo sem igual”. Certamente, o músico Mário Gil não parou pela Trofa nem por caminhos como a fotografia mostra, onde, em vez de “coisa linda”, vê-se tanta falta de civismo.

O cenário não é novo, repete-se a cada limpeza que se faz. Os mundos mudam, os apelos multiplicam-se, mas o fim da história é sempre o mesmo: lixo e mais lixo.

E se há modas que não contribuem em nada para a prosperidade do mundo, outras há que até podem fazer a diferença. É o que acontece com o #trashtagchallenge, um desafio criado nas redes sociais em 2015, e que foi recuperado recentemente, que leva as pessoas a limpar o que as rodeia. Pode ser que a moda pegue por cá. Se não pegar, ao menos que não a moda de sujar acabe…

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Manuel de Sá Couto: O Organeiro trofense (?) quase esquecido (1768-1837)

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“O órgão (de tubos) é o Rei dos Instrumentos Musicais,” segundo referiu Mozart. Pode, com justiça, ser considerado o mais complexo instrumento musical de sempre e , geralmente, o que mais transformações e variantes estilísticas experimentou ao longo dos mais de dois milénios de existência. Foi idealizado e criado pelo engenheiro hidráulico grego Ctesíbio (Alexandria fl.285 aC -222 aC.). Este instrumento, no tempo dos romanos, foi sempre utilizado num contexto profano, no circo ou nos anfiteatros. Com a queda do império romano do Ocidente, o órgão desapareceu fisicamente da Europa…

Mais tarde, o órgão veio a ocupar um lugar de destaque na Liturgia Cristã, quer na Igreja Católica, quer nas igrejas reformadas. Tem por objectivo o enriquecimento do culto através da arte musical.

Vemos órgãos nas grandes Catedrais, Basílicas, Santuários, Igrejas paroquiais ou até mesmo em pequenas capelas a acompanhar grandes ou pequenos coros. Há vários órgãos de tubos nas nossas igrejas do concelho da Trofa… mas muitas vezes desconhecemos o “construtor” (o autor/o artista ) que o concebeu e/ ou construiu. No século XVIII tivemos um trofense que dedicou grande parte da sua vida… a construir Órgãos de Tubos Ibéricos.

Esse “artista,” que hoje alguns especialistas desta área designam por “Mestre” organeiro, chamava-se Manuel de Sá Couto e nasceu a 31 de Maio de 1768 nesta (nossa) zona ribeirinha do Vale do Ave… Segundo Alcino Rodrigues, no seu livro “Grandezas e misérias das terras de Bougado- cap.5 2ª parte”, e Napoleão de Sousa Marques, no seu livro” Duas Comunidades… Um só Povo”, Manuel de Sá Couto, que mais tarde viria a ser conhecido por o Organista, ou o Lagoncinha, vivia com sua mãe e outro irmão. Do pai nada é referido pelos cronistas da época. A sua mãe e a sua tia chegaram a explorar uma pedreira no lugar de Finzes, freguesia de S. Martinho de Bougado”, paredes-meias com o lugar da Samogueira, na freguesia vizinha de Santiago de Bougado. Conforme iam crescendo, os irmãos Sá Couto começaram a desinteressar-se pelo trabalho na pedreira, dado que consideravam o “negócio pouco rentável e de muito trabalho”.O primo deles foi servir para casa de um lavrador e os dois irmãos começaram a dedicar-se à construção de instrumentos musicais. Iniciaram com a construção de uma gaita de cana.

Órgão de Tubos ibérico de Santo Ildefonso

Construíam os instrumentos e iam para as feiras ou festas vendê-las. “Enquanto um tocava lindas melodias populares o outro estendia o barrete para a recolha das moedas. Depois passaram a utilizar chapas de zinco, as gaitas eram melhores e mais preferidas pelo público. Entretanto o irmão do Manuel foi para o convento, professou e seguiu para frade. Nesta altura, o Manuel Couto ficou sozinho e decidiu, então, estabelecer-se por conta própria em 1797, tinha ele 29 anos. “Resolveu construir órgãos de tubos “para as igrejas. Para melhor se poder aperfeiçoar e especializar na arte da construção dos órgãos, foi para o Mosteiro de Tibães, nos arredores de Braga, onde trabalhou com Frei Domingos de S. José Varela (1762-1834), organista, teórico musical e organeiro de elevada craveira intelectual. Aí, o “artista “também terá sofrido influência do mestre organeiro espanhol Francisco António Solha e obteve conhecimento das actividades de organia do famoso beneditino Frei Manuel de São Bento(1683-1757), a quem se deve a construção do “único órgão Ibérico de 24 palmos da cidade do Porto (Guimarães 2002)”. “Será por essa altura que Manuel de Sá Couto fixa residência no lugar da Ponte (junto à ponte sobre o Rio Ervosa) perto da Ponte da Lagoncinha.” Da sua casa-oficina sairam várias dezenas de órgãos, muitos deles construídos “de raíz”, outros reconstruídos, ou restaurados.

A lista de “clientes” desses instrumentos, com um “som peculiar” e “majestoso,” é extensa. Contam-se por várias dezenas aqueles que são atribuídos a este organeiro e que se encontram nos templos das principais cidades nortenhas de Portugal. A começar, por exemplo, pelo Porto: Igrejas de Santo António dos Congregados, da Ordem da Trindade, de Santo Ildefonso, do Bonfim, dos Terceiros de S. Francisco, de São José das Taipas; na cidade e região de Braga, temos o Santuário do Bom Jesus, o Mosteiro de Nª Sª da Abadia (Amares), Igrejas de São Victor, de Maximinos, Igreja do Hospital de São Marcos, Igreja da Lapa(Arcada), do Colégio de São Paulo-Irmandade Nª Srª da Boa Morte, Igreja de Nª Srª a Branca; já em Vila Nova de Gaia temos o Mosteiro de Grijó, Igrejas de Mafamude, de Santa Marinha, Paroquial de Avintes (reconstrução), Convento Corpus Christi, Igreja Vilar de Andorinho; em Lamego o Santuário de Nª Srª dos Remédios; na cidade da Maia, Igrejas de S. Tiago de Milheirós, de Silva Escura, e de Gueifães. Em Barcelos existe o órgão da Igreja de Barcelinhos.

Já nas cidades vizinhas de Vila do Conde e Póvoa de Varzim existem órgãos nas igrejas de São Francisco, Terceiros de São Francisco, da Misericórdia; Igreja Matriz de Provesende de Sabrosa e Igreja de Leça da Palmeira. Na cidade da Trofa, Mestre Manuel Sá Couto construiu um órgão para a igreja Matriz de São Martinho de Bougado e, segundo o organeiro António Simões, o órgão existente na igreja Matriz de Santiago de Bougado também é da autoria do mestre Lagoncinha.

A respeito da “arte, engenho” e “mestria” com que Manuel Sá Couto empreendeu na construção dos seus instrumentos, há alguns escritos/testemunhos/comentários, que ficaram “registados” e referenciados, aquando da encomenda/ou, até, outros que são relatados ao longo do tempo, de que se dá algumas notas, a seguir:
Sobre o Órgão do Santuário (Mosteiro) de Nª Srª da Abadia(Amares):
Órgão da ermida de Nª Srª da Abadia: “ A 22 de Julho de 1797, no escritório do Tabelião Pantaleão Ferreira, da cidade de Braga, Manuel de Sá Couto, mestre organeiro da freguesia de Sta Marina (Marinha?), de Lousado, fez contrato com M..Rev. P. Fr. Luís Cerqueira, monge de São Bernardo, de construir pelo preço de 600$000 reis, um órgão para o Santuário de Nª Srª da Abadia…”.E noutro passo viriam algumas condições:
“ 1.º Que ele tenha uma carranca como a de Santo Tirso, que abra a boca e dê som
2.º Que ele esteja pronto em 15.04.1798”
“A obra seria concluída e montada na capela-mor do Santuário até 15 de Abril de 1798. A composição seria conforme apontamentos previamente combinados que não figuram no contrato… Ó órgão tem um manual com 7 registos divididos na base do flautado de 12 aberto…”
“Realejo”Hístórico do Mosteiro de São Bento-Santo Tirso

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Relatório da Intervenção de Conservação e Restauro realizada no Realejo histórico (1819-1822) em 16.05.2018:
“Houve intervenção de Fr. Domingos de São José Varela(1762-1834) e do seu condiscípulo Manuel de Sá Couto (1768-1837), este último nascido junto à ponte da Lagoncinha, em Santa Marinha de Lousado, entre Trofa e Santo Tirso…”
Órgão de tubos da Igreja de Barcelinhos (1798)
“O órgão de tubos da igreja foi criado pelo famoso organeiro tirsense Manuel de Sá Couto, sendo este das suas obras iniciais, dado certas imperfeições” diz o site Creixomil online… (Barcelos Popular)
Órgão da Igreja (Santuário)de Nª Srª dos Remédios – Lamego (1820)
Localidade: Lamego; Localização: Coro Alto; Construtor: Manuel de Sá Couto; Ano de construção: 1820; Último Restauro: 1991 por António Simões

Informações complementares:
“Órgão de planta trapezoidal, com consola apainelada e pintada… possui 33 tubos (visíveis), 16 registos e 54 teclas, tendo no interior a inscrição:” Ano de 1820, construído pelo organista Manuel de Sá Couto, residente em Ponte da Lagoncinha, na Trofa. (Informação retirada do site da DGEMN( Dir.Geral Edif.e Monumentos Nacionais)
Órgão da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco – Vila do Conde(1817)
“ A Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Vila do Conde celebrou com toda a pompa e circunstância o 200º aniversário da inauguração do òrgão (de Tubos), construído por Manuel de Sá Couto, “natural de Santo Tirso” (Notícia: Órgão da Igreja de S. Francisco de Vila do Conde fez domingo 200 anos – jornal Renovação – Vila do Conde 21. 11.2017)
Órgão de Tubos da Igreja de Santo Ildefonso (1811)
“ Terá sido o Mestre-organeiro Manuel de Sá Couto quem construíu o órgão de tubos da igreja de Santo Ildefonso (Porto), pelo aparecimento de um pequeno manuscrito colado no interior de um tubo de madeira, onde parece constar o seu nome e o local da Lagoncinha, de V. N. de Famalicão como local do seu trabalho…” E mais adiante: “ Manuel de Sá Couto construiu diversos instrumentos desta natureza por todo o norte de Portugal, nunca assinando os seus trabalhos…”
Esta informação e outras complementares aparecem no prospeto que é entregue a todos os visitantes desta magnífica igreja de estilo barroco. Durante este ano de 2019, este templo celebra o 280.º aniversário da sua Dedicação. Para comemoração deste evento, estão agendados vários concertos de órgão por todo o ano corrente.

Têm surgido algumas notícias de que nestes últimos três anos (2016, 2017 e 2018), várias entidades (religiosas, governamentais e autárquicas), promoveram ciclos e/ou de concertos de Òrgão Ibérico, onde o nome de Mestre Manuel de Sá Couto e outros construtores (de Órgãos) aparecem associados, ou em homenagem a este instrumento de “som inconfundível”…

É pena que o nosso “conterrâneo” – é disso que se trata, – esteja praticamente esquecido entre nós, sendo que, tendo ele nascido e vivido ao “nosso lado” (há 250 anos-UM QUARTO DE MILÉNIO) é, no mínimo, nosso dever, como Trofenses, que lhe prestemos, URGENTEMENTE uma Grande Homenagem de Gratidão…

António Costa

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