Comissão de Festas mostrou-se satisfeita com o decorrer da romaria, que trouxe a S. Martinho de Bougado milhares de pessoas ao longo de quase um mês.

“Nós já estamos habituados. Já há dez anos tivemos chuva na procissão, mas a Nossa Senhora das Dores, no momento da saída dos andores, afastou a chuva e hoje (21 de agosto) conseguiu controlá-la até terminarmos”. Aníbal Costa, presidente da Comissão de Festas em honra de Nossa Senhora das Dores, recorda as festas de há uma década, também organizadas pela aldeia do Paranho, ao mesmo tempo que resume a fé em Nossa Senhora das Dores, extensível a todos os devotos trofenses.

É esta fé que transforma a procissão no “ponto alto das festas”, reunindo “milhares de pessoas”, que se juntam para apreciar os andores, que “são coisa única no país”. Esta tradição que “deve ser preservada” é o motivo que, na opinião de Aníbal Costa, leva que, todos os anos, os trofenses formem a Comissão de Festas.

Apesar de “algum azar no tempo” e depois de um ano de trabalho intenso e muitos dias de festa, a Comissão faz um balanço positivo da forma como tudo decorreu: “A aldeia do Paranho é muito unida. Podemos contar com um grupo muito bom, completado por equipas de senhoras e de jovens formidáveis”.

Ainda assim, “é evidente que estas festas dão muito trabalho”. “É preciso um grande esforço, porque é uma romaria que envolve muitas verbas. É necessário trabalhar arduamente para conseguir chegar ao fim com as contas equilibradas, que é o nosso grande objetivo”, destacou o responsável.

No próximo ano, será a aldeia de Finzes a organizar as Festas em honra de Nossa Senhora das Dores. Aníbal Costa deixa alguns conselhos: “Comecem a trabalhar cedo e arduamente e façam um bom planeamento”. “Vamos ajudar no que for possível, a exemplo do que fez a comissão do ano passado, que nos ajudou e nos foi aconselhando. Nós iremos fazer o mesmo por Finzes”, garantiu.

Para o presidente da Comissão de Festas do Paranho, “se não for o trabalho de todas as aldeias, é muito difícil realizar estas festas”.

 

Joana Lima acompanhou as festividades

 

Joana Lima acompanhou mais uma vez a procissão em honra de Nossa Senhora das Dores, que assinala o culminar das festas, embora estas apenas terminassem na terça-feira, 23 de agosto.

A autarca defende que “estas são as maiores festas do concelho” e, “embora não sejam umas festas concelhias, já há quem, informalmente, as adote como tal”.

A autarca garante o apoio, “na medida do possível”, da Câmara Municipal para estas e outras festividades. No entanto, Joana Lima ressalva: “As pessoas têm de compreender que não podemos fazer tudo, mas estamos cá a dar a cara, a fazer o que nos é possível do ponto de vista financeiro”.

A união entre as populações e as aldeias é comprovada anualmente, com a realização das festas há cerca de um quarto de milénio.

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