Colégio está nas 50 melhores escolas do país ao nível do 6º e 9º ano de escolaridade. EB 2/3 de S. Romão melhorou nos exames de 6º ano e Escola Secundária teve a 4ª melhor média nacional a matemática aplicada às ciências sociais. Escola da Lagoa e Giesta 1 com melhores resultados nos exames de 4º ano.

O Colégio da Trofa manteve-se na liderança dos resultados educativos no concelho da Trofa, no 2º e 3º ciclos e Ensino Secundário. De acordo com os resultados anunciados, em escolas com mais de cem provas quer no 6º como no 9º ano, o estabelecimento privado surge na 46ª posição, num universo de 1300. Este dado foi um dos mais destacados por Manuel Pinheiro, diretor pedagógico do Colégio, que apelida os resultados de “espetaculares”. “Na Trofa, já era habitual ficarmos em primeiro, mas também lideramos se englobarmos estabelecimentos de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso, Vizela e Vila do Conde”, acrescentou.

Se as escolas de Vila Nova de Famalicão forem descartadas, o Colégio da Trofa também lidera nos restantes concelhos, relativamente aos resultados do Ensino Secundário.

“Estamos muito satisfeitos, mas queremos sempre fazer melhor. Desenvolvemos um trabalho que não se esgota nos resultados escolares, mas estes vêm na senda do que temos habituado. Vamos tentar fazer melhor não só em termos de resultados escolares, mas também em termos de enquadramento educativo que damos aos alunos”, salientou.

No Colégio, a média de resultados nos exames de 6º ano de matemática é positiva, cifrando-se nos 3,63, enquanto português é de 3,39.

Neste ciclo, o 2º classificado na tabela das escolas da Trofa é a Escola Básica e Secundária de S. Romão do Coronado, com um resultado assinalável, tendo em conta o histórico do estabelecimento, no entanto sem atingir a positiva: 2,88 a matemática e 2,79 a Português. Um dado realçado pelo diretor do Agrupamento do Coronado e Covelas, Renato Carneiro, tendo em conta o quadro social onde os alunos estão inseridos. “Temos situações muito complicadas ao nível do aproveitamento do 1º ciclo , com meios sociais com muitas debilidades, famílias desestruturaras, que não apoiam os miúdos, nomeadamente na zona de S. Mamede e S. Romão, por isso há que valorizar o facto de no 6º ano, a Escola de S. Romão ter obtido uma ótima média”, frisou.

Por outro lado, a EB 2/3 de Alvarelhos obteve uma média de 2,72 a português e 2,48 a matemática. Estes resultados “não surpreenderam” Renato Carneiro. “Apesar de ter havido uma distribuição de serviços esquisita, por ser ano de transição (de agrupamentos), a verdade é que estes miúdos, já nas provas de aferição do 4º ano, tiveram maus resultados. Mesmo assim, estão situados mais ou menos a meio da tabela nacional”, afirmou.

Já nos resultados dos exames de 9º ano, a escola de Alvarelhos cumpre a tradição de ser 2º melhor estabelecimento do concelho (com média de 2,67), atrás do Colégio da Trofa, que teve média positiva de 3,32. A escola de S. Romão ficou em último, com média de 2,36, atrás da Escola Secundária da Trofa (com média de 2,65) e da EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques (2,59).

“Estes dados, mais do que avaliar escolas, avaliam os alunos, mas além dos resultados, temos que ter em conta os contextos sociais e económicos e a distribuição de serviços e professores. O objetivo é melhorar os resultados, sempre no sentido de progredir”, salientou Renato Carneiro.

Já Mário Pinto, adjunto do diretor do Agrupamento de Escolas da Trofa (onde se inserem a Secundária e a EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques), destacou “os resultados que ultrapassaram as expectativas”. “De acordo com os resultados apresentados, conseguimos ir além do que era esperado. No Ensino Secundário, subimos 33 lugares em relação à tabela apresentada pelo jornal Expresso (de 146º para 113º) e 60 em relação à anunciada pelo Jornal de Notícias (203º para 143º). Houve uma evolução acentuada”, denotou.

Segundo o jornal Público, o Colégio da Trofa conseguiu uma média de 10,41 nos exames do Secundário, enquanto a Escola Secundária teve 9,63.

Outro aspeto sublinhado foi o “3º lugar” obtido de entre “escolas da Trofa e de concelhos vizinhos” em termos “da diferença entre a nota da classificação dos exames e a classificação interna” (dada pelos professores), que é de 3,33. “Só a Escola Secundária da Maia e a Rosa Peixoto, da Póvoa de Varzim estão à frente. Esta diferença é muito importante, porque caracteriza o quadro dos professores e o rigor na avaliação”, relatou.

Motivo de orgulho para o agrupamento é a classificação obtida na média do exame de matemática aplicada às ciências sociais, que surge no 4º lugar a nível nacional (2º se se considerarem apenas as escolas públicas). Já em 2011, a Secundária da Trofa tinha conquistado esta posição na disciplina.

Mário Pinto referiu ainda que num agrupamento com 3111 alunos, dos quais “cerca de 40 por cento têm apoio social escolar”, há que ter em conta há variáveis que “não dependem só da escola”, como “as dimensões da vida humana, económica, financeira, social”. “Há uma crise de valores que se acaba por repercutir na escola, que é o eco da sociedade. Temos que considerar o grau cultural e académico das famílias e a realidade onde se insere o estabelecimento, um concelho jovem, que ainda está a criar a própria identidade, mas que passa por uma crise evidente”, afiançou.

Na tabela de estabelecimentos do concelho, nos resultados dos exames do 4º ano, o mais bem classificado é o da Lagoa (Santiago de Bougado), com uma média global de 3,44, seguida de Giesta 1 (Alvarelhos), com 3,39, Estação (Muro), com 3,37, e o Colégio da Trofa, com 3,04.

A melhor nota de português é a da Escola da Lagoa (3,28), enquanto Giesta 1 detém a nota mais alta a matemática. No reverso da medalha, a Escola da Portela tem a pior nota a português (2,06) e a de Feira Nova a pior a matemática (2,21).