Encontro Lusófono encerrou com música coral. Ao longo de uma semana, a língua Portuguesa e a lusofonia estiveram em destaque no concelho com espetáculos, exposições e ações de formação.

As vozes dos grupos corais da Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso e da Administração dos Portos do Douro e Leixões encheram a última noite da festa da lusofonia no concelho. Dirigidos por

José Manuel Pinheiro, os coralistas interpretaram vários temas da cultura portuguesa e brasileira, durante o espetáculo “Paisagens Lusófonas”.

No discurso de encerramento deste tributo à lusofonia a presidente da autarquia da Trofa Joana Lima agradeceu a todos quantos contribuíram para esta semana “em que a cultura o conhecimento e a lusofonia estiveram de mãos dadas com a Trofa. A autarca adiantou que “pela Casa da cultura passaram mais de cinco mil pessoas que usufruíram da Feira do Livro, das oficinas de escrita criativa e por todas as atividades que decorreram durante esta semana, incluindo os concertos”.

Mas nem só de música se fez o Encontro Lusófono. Este ano, o certame englobou várias exposições e atividades, com destaque para a Feira do Livro, que reuniu na Casa da Cultura várias obras literárias maioritariamente direcionadas para o público mais jovem. Os espetáculos foram da responsabilidade de várias associações e dos agrupamentos de escolas do concelho.

 

“Destes dias, destaco, efetivamente, a atividade dos miúdos, sobretudo, dos agrupamentos da Trofa e do Castro, mas também os pais que estiveram a atuar. Todos estiveram envolvidos, o que foi realmente bom”, garantiu Assis Serra Neves, vereador da Cultura da Câmara Municipal da Trofa.

Ao longo de uma semana, o Encontro Lusófono aproximou a Trofa àqueles que partilham a mesma língua materna. O público principal do evento foram os mais novos, que tiveram a oportunidade de participar em várias atividades, como o encontro com diversos escritores. Para o responsável autárquico, “este contacto é muito importante”, uma vez que incentiva os mais jovens a “passarem na Casa da Cultura”, onde decorreu todo o certame.

S. Tomé e Príncipe foi o país convidado deste ano. Através da exposição, cedida pelo consulado, quem passou pela Casa da Cultura ficou a conhecer a cultura e a tradição deste país africano, que partilha a mesma língua com Portugal.

Este Encontro foi ainda o momento escolhido para o lançamento do livro “Amílcar, concertador de búzios calados”, vencedor do Concurso Literário da Trofa do ano passado.

Fazendo um “balanço positivo” desta semana dedicada à lusofonia, Assis Serra Neves deixou a promessa: “Este encontro é para continuar no próximo ano, mesmo com as dificuldades conhecidas, até porque nesta edição houve uma queda muito grande nos custos”.

 

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