Sempre que há eleições, os candidatos que pretendem o nosso voto, dizem sempre a mesma frase, que também já se começou a ouvir nesta campanha eleitoral: «estas eleições são as mais importantes de sempre». É verdade que estas eleições, são as mais importantes de sempre, não só pela situação em que o País se encontra, mas também pelo futuro de Portugal.

É neste contexto de importância que deve ser analisado qual é o partido político merecedor do voto, no próximo dia 5 de junho. As alternativas são as mesmas das anteriores eleições legislativas e quase as mesmas de sempre.

Os dois maiores partidos apelarão ao voto útil, aliás como quase sempre o fizeram. Mas, que utilidade teve o voto anterior? Para que serviu? Será que também foi causador do estado a que o País chegou ou foi um voto para que Portugal tivesse tido um presente melhor e um futuro diferente?

Desde que há eleições democráticas em Portugal, o PS e o PSD foram sempre os ganhadores. Foram sempre os mesmos que governaram o País, nos últimos 36 anos. Nas últimas eleições legislativas, realizadas em 27 de setembro de 2009, o partido ganhador foi o PS, com mais de dois milhões de votos e já nas anteriores, em 20 de fevereiro de 2005, foi o mesmo partido político que obteve a maior maioria de sempre de um só partido, com mais de dois milhões e meio de votos. Foram mais de seis anos de governação de um só partido, o Partido Socialista. Não há, nem deve haver qualquer tipo de desculpas. As eleições também são um momento de balanço e de avaliação, do que foi prometido e do que foi cumprido. Devem servir para julgar o PS pela sua governação.

Foram muitos anos de governação socialista. Nos últimos 16 anos, o PS governou Portugal mais de 12 anos e através de José Sócrates, começaram a prometer tudo a todos e acabam a tirar o essencial a quem pouco ou nada tem. Nos últimos 6 anos a dívida externa do Estado quase que duplicou. Atualmente, o nosso País apresenta, na União Europeia, a taxa de risco de pobreza das mais elevadas e é o único País em recessão com o pior desempenho do PIB entre os 27 países membros. Que desculpas para tanto descalabro?

Se houve sectores, na sociedade portuguesa, afectados pela governação destes últimos seis anos, foram sem qualquer dúvida, as famílias portuguesas, os idosos, a juventude e as empresas, que estão a pagar a irresponsabilidade, os desvarios e a incompetência socialista. As famílias que se viram de um momento para o outro, com cada vez menos dinheiro e sem emprego; os idosos que viram, constantemente, as suas parcas reformas a diminuírem na prática; a juventude que viu a esperança e a confiança no futuro gravemente comprometida; as empresas portuguesas que se viram confrontadas com a maior crise de que há memória e o número de falências não para de aumentar.

Todas estas constatações são visíveis e sentidas por muitos portugueses e só quem não quer ver é que não as reconhece. José Sócrates é o principal rosto da situação catastrófica a que o País chegou e o Partido Socialista é a sua capa. No próximo dia 5 de junho, no acto de fazer a cruz no boletim de voto, tudo isto vai ser julgado, tudo isto deve ser lembrado. Para bem de todos os portugueses, para bem do futuro de Portugal.   

José Maria Moreira da Silva
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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