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A recepção não podia ser mais calorosa e condicente com a iniciativa. A I Exposição Portas do Minho, promovida pelos Clubes Ornitológicos da Trofa e de Vila Nova de Famalicão, tinham na porta um Galo de Barcelos. O portentoso animal foi sorteado por todos os que quiseram dar uma ajuda simbólica às colectividades, que repetiram a competição de aves ornamentais, num pavilhão do Lago Discount, em Vila Nova de Famalicão.

O sucesso da iniciativa no ano passado deu azo a uma maior exposição que juntou 150 expositores e milhares de aves domésticas que coloriram o pavilhão.

A “paixão” pelas aves fez Bernardino Leal, presidente do Clube Ornitológico da Trofa, e dezenas de pessoas gastarem muitas horas para conseguir fazer com que a exposição estivesse pronta no primeiro dia, sexta-feira.

“O objectivo é mostrar às pessoas o que se faz a nível de ornitologia, que é a criação de aves ornamentais. Cuidá-las e produzi-las, com cruzamentos, que se chamam mutações, para conseguirmos características diferentes, como as cores. A maior parte das aves são canários”, explicou.

Os ornitólogos actuam como se fossem “cientistas das aves” para conseguirem animais com cores diferentes e chegam a gastar milhares de euros nas criações, factor que dá uma grande responsabilidade aos mentores da exposição. “Temos que fazer o possível para que não morram, para que nas próximas exposições os expositores continuem a confiar-nos as aves”, adiantou José Caldeira, presidente do Clube Ornitológico de Vila Nova de Famalicão.

As aves foram divididas em várias classes e em cada uma delas foram atribuídos três primeiros prémios simbólicos e alusivos ao Minho.

A classificação das aves foi feita por “juízes profissionais, nomeados pela federação nacional”, adiantou Bernardino Leal.

E quanto à pergunta “Qual a essência da ornitologia?”, Bernardino Leal respondeu que é “o gosto pelas aves, um hobby que muitas vezes nos ajuda a recuperar de momentos de stress do dia-a-dia”.

Os animais, que obrigam o criador a uma grande dedicação, têm uma anilha de marcação, que contém um conjunto de informações que permitem identificá-lo em caso de desaparecimento. “Eles têm um histórico e um número atribuído a nível nacional que permite identificar o criador”, explicou o presidente do Clube Ornitológico da Trofa.

Mas desengane-se quem pensa que os organizadores tiram dividendos deste tipo de iniciativas. O combustível que faz andar esta “máquina” é o “puro associativismo”, destacou José Caldeira, que se orgulha pelo sucesso que estas exposições tem demonstrado ao longo dos anos. “Fizemos uma boa exposição no ano passado, mas este, em número de aves e expositores, já é melhor e para o ano pretendemos fazer melhor ainda. A competição está bonita, luminosa e muito agradável”, sustentou.

Em 2008 passaram pela exposição “cerca de cinco mil pessoas”, adiantou Bernardino Leal, motivo que levou os organizadores a mudarem o local de realização para um pavilhão maior. “O ano passado tivemos um aumento para 1200 aves e de ano para ano temos crescido. Nota-se que as pessoas não se conseguem desligar, a tendência é as pessoas viciarem-se ainda mais”, concluiu.