Mais de meia centena de cicloturistas partiram do Parque Dr. Lima Carneiro, em S. Martinho de Bougado, no passado domingo, para o 10º convívio do Clube de Cicloturistas da Trofa. A única mulher do clube, Cristina Silva, apesar de não ter participado na iniciativa, explicou ao NT os benefícios do cicloturismo.

 Os cicloturistas percorreram, durante a manhã de domingo, cerca de 50 quilómetros pelas estradas do concelho. "Começamos no parque Dr. Lima Carneiro, seguimos a estrada EN104 e regressamos ao centro da cidade para percorrermos as freguesias de Covelas, S. Romão e S. Mamede do Coronado. Carriça, Muro e S. Gens foram alguns pontos de passagem, até que decidimos parar para lanchar. Antes de terminarmos a viagem ainda passamos por Guidões", explicou Fernando Reis, presidente do Clube. Apesar da "pouca adesão" dos desportistas ao convívio organizado pelo clube, o responsável fez questão de frisar a participação dos cicloturistas de "clubes da zona".

O objectivo destes convívios é segundo o responsável "incentivar as pessoas a andar de bicicleta, porque este é um desporto saudável, e também angariar atletas para o clube, porque estamos sempre abertos para receber novas pessoas".

Para o presidente, este é um "óptimo desporto" visto que se sente "mais saudável, mais liberto, tanto física como mentalmente, isto faz bem e apreciar as bonitas paisagens também ajuda a aliviar o stress", adiantou.

Cristina Silva, a única mulher do clube há oito anos, concorda com o presidente: "O ciclismo é bom em todos os sentidos, pelo convívio, pela prática de desporto ao ar livre e ajuda também nalguns problemas de saúde, porque como já tive problemas de depressão este desporto ajudou-me bastante", referiu. No entanto lamentou não poder participar este ano no convívio, devido a "uma dor no pulso".

Começou a andar de bicicleta por brincadeira: "O meu marido começou a incentivar-me para andar de bicicleta e fazíamo-lo por lazer. Depois conhecemos o clube de cicloturismo e resolvemos inscrever-nos"

Mesmo sendo a única mulher no clube, Cristina diz nunca se ter sentido "deslocada", porque segundo a cicloturista "as mulheres conseguem chegar onde os homens chegam, se não conseguirmos, chegamos onde pudermos", brincou.