Na noite do dia 4 abril, a ASAS juntou “cerca de mil pessoas” na Nave Cultural da Fábrica de Santo Thyrso e festejou o 20º aniversário do Centro de Acolhimento Temporário para Crianças em Perigo.

“Há um lugar onde tu podes sonhar//Onde os sonhos ganham ASAS//Para nos fazer voar.//Onde encontras alegria//Para viver mais um dia”. O hino da Associação de Solidariedade e Ação Social de Santo Tirso (ASAS) marcou o início do jantar “Dar ASAS à Vida”, que tinha como objetivos “angariar fundos e aumentar a rede de amigos da associação”.

Segundo a presidente da instituição, Helena Oliveira, esta é uma forma de “juntar os amigos pela causa”, apresentando “sempre algumas novidades” na animação para proporcionar “alegria” e para que “as pessoas se juntem e passem bons momentos”. A data do jantar calhou no dia em que a ASAS “acolheu a primeira criança” há “20 anos”. E sem esquecer os meninos do Centro de Acolhimento da instituição, o jantar teve um momento em que foram protagonistas numa dança, apelidada por Helena Oliveira de “coreografia de felicidade” e encenada pelo “mecenas e amigo Marco de Camillis”.

A presidente contou que a instituição quer “continuar a apostar na autonomia” e “abrir, este ano, mais um apartamento para meninas”, querendo ainda “apostar muito nos CAFAP – Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental -, nas competências parentais e no apoio às famílias que estão destruturadas, para que as crianças nunca lhes sejam retiradas e que sejam trabalhadas no seu ambiente familiar”.

Entre os participantes estava o secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Agostinho Branquinho, o que, para Helena Oliveira, foi “um sinal de credibilidade que a ASAS merece” e “um sinal de confiança”. Para Agostinho Branquinho, “as instituições de solidariedade social têm uma importância decisiva” na “sociedade portuguesa”, nos dias de hoje, sendo a ASAS “uma instituição com provas dadas no voluntariado” e com “uma residencial assistida”, que “tem ajudado a fazer com que alguns jovens não caiam em fenómenos de exclusão, se possam se integrar e ter projetos de vida”.

O reconhecimento que a associação recebeu a nível nacional pelo “trabalho pioneiro ao nível da Autonomia de Jovens”, no dia 11 de março, é, segundo o secretário de Estado, “justo”, uma vez que a ASAS trabalha numa “área muito difícil”, em que “os jovens estão em fases de transição, em que se tem muitas vezes que dar uma pequena ajuda para eles passarem a ter uma vida autónoma, um projeto de vida e a poderem relacionar-se com o mundo de trabalho, empresarial com melhores ferramentas e com uma retaguarda com maior apoio”.

Presente no jantar, o presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, referiu que a ASAS “desempenha um trabalho fundamental no apoio às crianças, aos alcoólicos e ex-alcoólicos e ex-toxicodependentes”, salientando que “não é qualquer associação de solidariedade social que, em termos nacionais, se possa congratular com o trabalho bem feito que a ASAS desempenha, que extrapola muitas vezes o próprio concelho da Trofa e de Santo Tirso”.

Também Joaquim Couto, edil da Câmara de Santo Tirso, adiantou que a ASAS é “uma instituição muito importante que se desenvolveu muito depois da sua criação”, tendo “a feliz sorte de ter participado na sua fundação e no seu início juntamente com o senhor engenheiro Eurico de Melo”.

Este ano, a associação vai abrir o Apartamento de Autonomia em Santo Tirso, estando a Câmara Municipal “disponível para ajudar” neste “projeto inovador”. “Voar para garantir a proteção de cada vez mais crianças e jovens em perigo” é o desígnio da ASAS, que atualmente acolhe 50 crianças dos zero aos 18 anos.