Construir uma nova unidade de cirurgia de urgência em Famalicão e um edifício para acolher os serviços de medicina, pediatria e uma unidade de cuidados de convalescença, assim como deslocalizar o serviço de consultas externas e implementar um sistema informático que permitirá a interacção entre as duas unidades são alguns dos projectos que o conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Ave.

   Fazer do Centro Hospitalar do Médio Ave a melhor estrutura nas áreas médica, cirúrgica e de cuidados diferenciados da Região Norte. Este é o objectivo que o Conselho de Administração da unidade hospitalar liderada por José Maria Dias pretende ver alcançado em 2009. Tanto a unidade de Vila Nova de Famalicão como a de Santo Tirso estão a ser sujeitas a obras de requalificação, que permitirão "o aumento de qualidade no serviço e no atendimento aos utentes".

Construir uma nova unidade de cirurgia de urgência em Famalicão e um edifício para acolher os serviços de medicina, pediatria e uma unidade de cuidados de convalescença, assim como deslocalizar o serviço de consultas externas e implementar um sistema informático que permitirá a interacção entre as duas unidades são algumas das valências pretendidas para o centro, que nasceu na fusão das unidades de Famalicão e Santo Tirso começou a funcionar a um de Março deste ano e abrange uma população de cerca de 250 mil pessoas, residentes nos concelhos de Famalicão, Santo Tirso e Trofa.

Relativamente à nova urgência, José Maria Dias referiu, em entrevista ao NT, que o objectivo é "concentrar a actividade cirúrgica de urgência na unidade de Famalicão, com elevada capacidade em termos de recursos humanos, com cirurgiões, obstetras, ortopedistas, deixando a urgência básica de Santo Tirso de ter essa funcionalidade". A obra implicará um investimento de dois milhões e 500 mil euros e a sua conclusão está prevista para o final do próximo ano.

Na unidade de Santo Tirso está também já em fase de finalização o estudo funcional de uma estrutura que irá receber a consulta externa, visto que, segundo o presidente, actualmente "está localizada numa área de péssimo acesso e que fazem as pessoas entrar pelo meio do edifício para conseguir lá chegar. Pretendemos que passe a funcionar nas actuais instalações do serviço de medicina e que permitirá o acesso directo à praceta que fica em frente ao hospital, mas enquanto não for possível será deslocalizada, provisoriamente, para uma sala que está por baixo do bloco operatório". Por seu lado, o serviço de medicina justificará a construção de um novo edifício, que albergará também "o internamento de medicina, pediatria e muito provavelmente a unidade de cuidados convalescença", ao lado do novo já construído para a cirurgia de ambulatório, obra que surgiu de um projecto do anterior conselho de administração e com um investimento de cerca de um milhão e 500 mil euros, sendo 75 por cento suportado pelo antigo quadro comunitário de apoio.

Para além disso está também a ser equacionada a instalação, nas duas urgências, um programa informático que auxiliará na interacção entre as duas unidades de urgência e que já foi adoptado por vários hospitais e que "tem tido excelentes resultados e permitirá abolir o papel dentro da instituição".

A Unidade de Santo tirso está ainda dotada de um sistema inovador que permitiu erradicar quase por completo a película de raio x já que, com recurso à digitalização da imagem é possível colocar em todos os computadores da unidade estes exames por via digital. Segundo o presidente do conselho de administração "este projecto foi apoiado por fundos do III Quadro Comunitário de apoio e custou cerca de seiscentos mil euros", frisou.

Quanto à nova ambulância que chegou a Santo Tirso, José Maria Dias afirmou que é um veículo "preparado para a actividade pré-hospitalar e conta com uma equipa tecnicamente especializada e que desloca os doentes para a unidade de Santo Tirso. A partir do momento em que tivermos a nova actividade cirúrgica urgente em funcionamento, caso o que for avaliado no utente for a necessidade de intervenção nesse sentido, será automaticamente deslocalizado para Famalicão".

No que diz respeito ao atraso da chegada da ambulância de SIV (Suporte Imediato de Vida), prevista para começar a funcionar em Outubro, o presidente referiu que a mesma "é da responsabilidade única do INEM, pelo que o Centro Hospitalar não tem qualquer interferência no atraso de dois meses".

Depois de nove meses de actividade, José Maria Dias referiu que já há condições para fazer uma análise da actividade do Centro Hospitalar em relação a 2006: "podemos afirmar que vamos fazer mais 18 por cento das primeiras consultas do que no ano passado e mais 11 por cento de cirurgias. Mesmo sem a nova unidade de cirurgia de ambulatório, vamos fazer mais 54 por cento do que fizemos em 2006, o que se revela que houve ganhos muito significativos e de grande importância. Para além disso conseguimos reduzir para metade o défice que tivemos em 2006".