A Assembleia de Freguesia de S. Martinho de Bougado reuniu na passada terça-feira pelas 21.30 horas. Numa reunião com várias intervenções por parte do público, as discussões oscilaram entre o plano de actividades para o próximo ano e o orçamento proposto pelo executivo da Junta.

  Numa reunião em que os assuntos marcantes foram o plano de actividades para o próximo ano e o orçamento proposto pelo executivo de José Sá a apresentar as opções propostas no plano de actividades para o ano de 2008. Neste ponto vários membros das bancadas do PS, do PSD e do CDS intervieram e apresentaram algumas opções que deveriam constar do plano.

Filipe Azevedo, membro da bancada social-democrata sugeriu a revisão do plano de actividades, isto porque na sua opinião no capitulo dos arranjos previstos para ruas e arruamentos, "falta uma rua". Outro dos assuntos frisados por este membro foi a falta de acessibilidades para as pessoas com mobilidade reduzida, sendo "esta uma obra obrigatória por lei", Filipe Azevedo exigiu prioridade neste tipo de acções, visto ser esta uma questão de mero "civismo".

Para José Augusto "Carriço", também terá sido esquecida uma rua neste plano, nomeadamente em Valdeirigo na rua onde se situa o Centro Comunitário da Trofa. Na área de intervenção da acção social José Augusto lembrou a necessidade de participação da associação de pais da catequese no projecto "Escolhas". A habitação social em Mosteirô também foi um dos assuntos lembrados pelo membro da bancada do PSD, que considerou premente um reforço de acção social nesta área, "porque a ajuda aos cidadãos é o mais importante", reiterou.

Também da bancada do PSD tomou a palavra Amadeu Castro Pinheiro que recordou a necessidade do alargamento do cemitério, da requalificação das ruas envolventes e da construção de um parque de estacionamento.

A urgencia das obras no espaço do cemitério referida pelo membro do PSD, foi também mencionada pelo membro da bancada socialista, Botelho da Costa, que lembrou que o presidente da Junta não tem "as melhores relações com o presidente da Câmara", podendo não ter "apoio total para a realização de algumas obras", e aconselhou José Sá "engula alguns sapos vivos pelo bem da nossa terra".

Maria Emília Cardoso, da bancada do CDS foi o último membro a intervir, baseando a sua intervenção no plano de actividades de 2006, 2007 e o apresentado para o ano de 2008. "Custa-me ver a leviandade de certas politicas", referiu, visto que muitas das iniciativas que se propõem repetem-se ao longo dos anos.

O presidente da Junta, José Sá, em resposta aos membros frisou que o plano "não é igual o de todos os anos". Apontando todas as propostas o presidente da Junta prometeu fazer de tudo para cumprir o plano e realizar outras obras que não constam nele, "mas estas realidades não passam só pelas nossas competências", afirmou.

Quanto ao orçamento apresentado, Manuel Pontes, membro do PSD, considerou-o "despesista", alegando um aumento de cerca de 50 por cento em despesas com os funcionários. Contudo ironizou, "parece que copiaram o valor das receitas e despesas do orçamento do ano passado".

Quanto a este ponto José Luís Moreira, tesoureiro do executivo da Junta de freguesia de S. Martinho de Bougado, respondeu "não foi um aumento assim tão grande, os funcionários têm que receber e para além disso temos outros encargos", explicou.

Depois de discutidos os pontos da ordem de trabalhos, foi aberta a intervenção ao público, onde participaram cinco membros. Manuel Cequeira, em tom irónico deu os parabéns ao presidente da Junta por "nada fazer", alegando que o mau relacionamento com a câmara não deverá impedir as acções da Junta. Augusto Pinheiro pediu esclarecimentos quanto à situação dos terrenos do Parque Nossa Senhora das Dores. A requalificação do espaço do cemitério foi outro dos assuntos referidos, desta feita, por Jorge Campos, questionando o presidente se já teria contactado os proprietários dos terrenos envolventes. Paulo Queirós pediu esclarecimentos quanto à situação do parque de Jogos da Louseira e quanto à cedência desse espaço para utilização das associações do concelho. E Armando Pinto pediu a colocação de mais sinalização vertical na freguesia, especialmente junto das passadeiras.

Em resposta às várias intervenções do público José Sá, começou por ignorar o discurso de Manuel Cequeira afirmando "Deus me livre se esta Junta tivesse um presidente destes". Quanto ao assunto lembrado por Augusto Pinheiro, relativamente ao parque Nossa Senhora das Dores, o presidente assegurou que "o processo está em tribunal". O cemitério, também referido, será em breve motivo de preocupação por parte do executivo que prometeu "voltar às negociações" com os proprietários dos terrenos próximos. A Paulo Queirós, o presidente esclareceu que resolverá "o mais rápido possível a situação do Vigorosa", porque a freguesia tem três horas disponíveis para utilização do campo de Jogos da Louseira, "mas apenas para actividades de iniciativa própria". Terminando a sua intervenção, José Sá tranquilizou Armando Pinto "o assunto da sinalização está a ser tratado a Câmara".