Confesso que sempre considerei este um dos assuntos mais importantes do Concelho e um dos que sobre o qual mais escrevi.

Sempre considerei vital a construção das infra-estruturas básicas e uma boa localização dos Paços do Concelho, duas das decisões mais importantes e com repercussões para o futuro.

Agora, que as férias estão a terminar, e estamos cá quase todos, é altura de nos debruçarmos sobre os assuntos  importantes para a nossa terra.

Este assunto é demasiado importante para que possamos assumir uma postura cómoda e aguardarmos a evolução dos acontecimentos para, depois, dizermos o que é politicamente correcto.

Quanto à localização, considero que está formalmente decidido, revelou-se uma escolha pacífica, e não faria sentido estar a pensar noutras localizações, tanto mais que a localização escolhida corresponde à melhor localização, na minha modesta opinião. Um retrocesso nesta fase não seria bem entendido.

A grande questão que se levanta é da implantação do edifício dos Paços do Concelho e tudo se resumirá ao mérito do estudo que está a ser feito. Um bom estudo dará um bom resultado e um mau estudo dará um mau resultado.

O autor do estudo, ao que consta, o Arq. Souto Moura, é um técnico consagrado, os seus méritos têm sido reconhecidos, a sua capacidade é reconhecida no estrangeiro, está amplamente demostrada e, por isso, devemos estar confiantes que nos apresentará uma boa solução urbanística.

O que é importante é saber se os dois espaços (antiga serração e antiga feira) devem ser integrados no Centro Cívico.

Defendo, desde 1998 que sim, que devem ficar integrados sob pena de, qualquer deles, isoladamente, não ter dimensão crítica para um espaço nobre, que se pretende, com suficiente dignidade e capaz de definir uma verdadeira centralidade para a cidade e para o concelho.

Não encontrei, até hoje, motivo para alterar a minha opinião. Não consigo imaginar o centro Cívico sem a integração desses dois espaços.

Mas, há outras dúvidas.

Coloca-se, ultimamente, insistentemente, a questão da implantação do edifício dos Paços do Concelho. Vai ficar nos terrenos da antiga Serração da Capela? Vai ficar implantado nos terrenos da antiga Feira? Qual o mérito de qualquer das soluções? E as questões paralelas relativas à propriedade do terreno?

A instalação no terreno da antiga Feira é uma boa solução?

Qual a dimensão do Centro Cívico?

Abrange ambos os espaços?

Não creio que seja fácil obter resposta sem que se conheça o estudo para o local.

Volto atrás para afirmar que tudo depende da solução urbanística encontrada pelo técnico que, repito o que disse em tempos, pode ser óptima e pode ser péssima. Valerá com toda a certeza o mérito ou demérito do estudo, um dado importantíssimo a analisar quando for conhecido.

E como está o diferendo que opõe a Junta de Freguesia à Câmara Municipal a propósito do terreno da antiga feira? Há possibilidades de acordo entre as duas autarquias?

Há matérias em que todos, incluindo a população, devem usar de cabeça fria e uma ponderada análise porque o que está em causa é a estruturação do concelho, com consequências importantes para o futuro.

Não se trata aqui duma situação conjuntural que se corrige ou apaga com o tempo.

 

 

 

Afonso Paixão