O estádio do Clube Desportivo Trofense foi invadido por centenas de atletas do Departamento de Formação, que disputaram jogos de futebol, entre os diversos escalões. Este foi o pontapé de saída para o encerramento da época desportiva das camadas jovens do Clube, onde não faltou o convívio e o habitual jantar com os familiares, diretores, técnicos, dirigentes e patrocinadores.

 

As partidas de futebol foram as últimas para alguns juniores. Para uns esta foi a despedida do Trofense, enquanto que para três foi o fechar de um e o começo de outro ciclo: vão ingressar no plantel sénior. Para Simão Azevedo este foi um momento “de tristeza”, mas sabe que tem “muito para dar ao clube ainda”, uma vez que “assinou contrato de sénior”. O extremo esquerdo, que está no Trofense “há 12 anos”, afirmou que esta nova etapa “vai ser muito difícil, mas vai tentar dar o máximo para ser bem sucedido no Trofense, conseguir jogar e entrar no plantel”.

Já o médio ofensivo e extremo, João Costa, está de saída do Departamento de Formação do Trofense. Para o jovem, que está no clube “há dez anos”, este é “um sentimento de dever cumprido, mas juntamente de tristeza, porque adora estar neste clube e das pessoas”. “É com muita tristeza que abandono este clube. Lembro-me perfeitamente do dia que entrei neste clube e no início custou-me a entrar porque não queria vir sem a minha mãe, mas agora neste dia está a custar-me ainda mais a sair do que me custou a entrar”, denotou.

João Costa vai “continuar a lutar” pelo seu sonho que “é ser jogador de futebol”, aproveitando “todas as bases” adquiridas no clube para se poder “profissionalizar noutro clube”.

Apesar de no passado já ter dinamizado galas de encerramento, Manuel Wilson, responsável pelo Departamento de Formação do Trofense, adiantou que os atletas dão “mais valor” ao convívio no relvado, porque têm “a oportunidade de mais um dia fazerem as suas brincadeiras e os seus joguinhos”.

Um dos momentos altos foi a homenagem prestada “a todo o Departamento de Formação, desde a pessoa mais importante, que é o homem que assegura a coordenação do espaço – mais conhecido por Frica -, passando pelo coordenador, toda a direção, todos os atletas e todos os pais”, assim como “às esposas dos dirigentes pelo sacrifício”. “Também homenagear, em todas as equipas, o atleta que melhor concilia o jogo com os estudos, a nível de camaradagem, de progressão e de rendimento”, complementou.

Manuel Wilson adiantou ainda que “o objetivo é crescer cada vez mais, ter mais quantidade e qualidade para servir melhor a nossa equipa profissional”, sendo com “alegria e com uma certa vaidade que vemos fazer parte do plantel da equipa profissional sete a oito atletas, que nos últimos anos representaram a formação”. “É a prova que estamos a trabalhar bem, porque temos um coordenador, treinadores e dirigentes competentes. Queremos cada vez mais que os pais nos acompanhem, porque são preciosos na ajuda para o Departamento funcionar”, concluiu.