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Edição 706

CENFIM inaugura Oficina Individual de Formação

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Trazer uma resposta individualizada e à medida das necessidades de aprendizagem e de disponibilidade, especialmente dos ativos das empresas do setor Metalúrgico, Metalomecânico e Eletromecânico é o principal propósito da nova resposta formativa apresentada pelo núcleo da Trofa do CENFIM.

A nova oficina individual de formação foi inaugurada a 28 de novembro, numa cerimónia que contou com a presença de cerca de 50 pessoas, entre os quais representantes das autarquias da Trofa e de Vila Nova de Famalicão, o diretor nacional do CENFIM e diretores de serviços do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

Esta nova oficina é uma resposta efetiva da instituição às necessidades das organizações, no âmbito do CNC – Programação, Maquinação e Setup, e constitui uma “modalidade formativa que pauta pela flexibilidade e adaptabilidade da aprendizagem, pois permite que cada formando inicie a formação quando quiser, escolhendo o seu próprio horário e evoluindo no processo de aprendizagem ao seu próprio ritmo, visando sempre uma maior eficácia nos processos de aprendizagem”.

“E porque a aprendizagem deve ser um espaço de desfrute do conhecimento, procurámos renovar as velhas estratégias pedagógicas e desenvolver recursos de aprendizagem verdadeiramente inovadores, interativos e estimulantes, onde cada formando, através de um mapa de aprendizagens, percorre áreas funcionais, devidamente assinaladas na oficina de CNC, com vista à aquisição de competências”, explicou o diretor do núcleo da Trofa do CENFIM, Adelino Santos, que destacou ainda a potencialidade do projeto no incentivo ao desenvolvimento da “capacidade autodidata” dos formandos.

Os participantes tiveram acesso a uma explicação sobre a nova metodologia formativa, que foi apresentada pelos engenheiros José Fonseca e Jorge Maurício, do CENFIM, e a uma visita guiada ao espaço.

Entrega de 180 diplomas

Nesta cerimónia, contou-se ainda com a presença de diversos tutores de estágio que testemunharam a entrega de 180 certificados e diplomas a jovens e adultos que concluíram, com sucesso, um percurso de qualificação no CENFIM da Trofa. Dos diplomados, 97 por cento ficou integrado no mercado de trabalho na área correspondente à saída e perfil profissional do curso que realizaram e dois por cento prosseguiu estudos.

Durante a cerimónia, e com a colaboração da empresa TSF, na pessoa de Pedro Sousa, foram distinguidos os três formandos com melhor desempenho: Diogo Gomes, João Fernandes e Vítor Meireles.

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Foram ainda publicamente reconhecidos os formandos Rui Carvalho e Rui Martins, bem como a equipa técnica que os orientou, que obtiveram a distinta medalha de excelência no Campeonato Mundial das Profissões, que decorreu em Kazan, Rússia, em agosto, em Fresagem CNC e Eletromecânica Industrial, respetivamente.

As palavras de encerramento ficaram a cargo do presidente do Município da Trofa, Sérgio Humberto, que felicitou todos os diplomados pela aposta formativa que fizeram ao ter escolhido o CENFIM como a sua “escola” e garantirem, desta forma, uma carreira profissional promissora. O autarca congratulou ainda o CENFIM por estar um passo à frente na qualidade da formação e recursos pedagógicos.

Focando também o seu discurso na necessidade de empregados qualificados na região e na importância do corredor norte de exportação, constituído pela Trofa, Maia e Vila Nova de Famalicão, para a economia nacional, Sérgio Humberto felicitou ainda os formandos por optarem pela formação profissional, mencionando que na atual conjuntura económica serão mais bem remunerados do que alguns cursos superiores.

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Fátima assinala centenário de Virgem Peregrina

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Foi para a Capelinha das Aparições em 1920, depois de passar pelas mãos de José Ferreira Thedim, e de Fátima poucas vezes saiu, a não ser para Roma, a pedido de diversos Papas, ou, em ocasiões especiais, para Lisboa.

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, esculpida pelo santeiro de S. Mamede do Coronado, cumpre cem anos em 2020 e a primeira iniciativa para assinalar a efeméride já decorre, com uma exposição inaugurada a 30 de novembro.

“Vestida de Branco” é o nome da mostra patente até outubro de 2020, no Convivium de Santo Agostinho, no Santuário de Fátima, que reúne mais de 150 obras de arte, objetos de culto e vários documentos, pertencentes à Coleção Estúdio Nossa Senhora de Fátima, à Coleção José Ferreira Thedim, à Câmara Municipal da Trofa e a Boaventura Pereira de Matos, mestre santeiro trofense, responsável pela última policromia da imagem.

Esta imagem foi esculpida em madeira de cedro do Brasil, pintada a óleo com folha de ouro de 22 quilates e tem pouco mais de um metro. José Ferreira Thedim recebeu um pedido de encomenda de Gilberto Fernandes dos Santos, um dos primeiros devotos de Fátima, que pagou a imagem e a levou para a Cova da Iria. O santeiro seguiu as indicações dadas através dos relatos feitos aos pastorinhos, mas, no final, a irmã Lúcia terá revelado que a mesma tinha incorreções face à imagem que tinha testemunhado em cima de uma azinheira, revelam os responsáveis pelas investigações históricas do Santuário.

Em 1947, Thedim elaborou uma segunda imagem – a Virgem Peregrina que está colocada na Basílica de Fátima – já de acordo com as indicações da irmã Lúcia, esculpindo um corpo mais esguio sob um manto mais branco. Mais tarde, a propósito de um trabalho de restauro, o santeiro acabou por introduzir as alterações sugeridas pela vidente de Fátima na imagem da Capelinha das Aparições, apagando algumas das estrelas douradas que tinha nas vestes e retirando-lhe as sandálias dos pés.

Enquanto a imagem centenária tem poucas saídas, a que se encontra na Basílica tem a função contrária, tendo já dado 15 voltas ao mundo.

Na Capelinha das Aparições, que está aberta 24 horas por dia durante todo o ano, a imagem é vigiada por 40 pessoas e ainda pode ser vista na internet, através de uma transmissão online em direto.

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Câmara também vai assinalar centenário da Virgem Peregrina

Em nota informativa, a autarquia da Trofa, que esteve representada na inauguração da exposição em Fátima, anunciou que também se prepara para assinalar o centenário da Virgem Peregrina criada por José Ferreira Thedim.
Recorde-se que, para relevar a arte santeira, umbilicalmente ligada a S. Mamede do Coronado, a autarquia lançou, em 2017, o livro “A produção de Arte Sacra do Vale do Coronado”, onde se pode ler que “depois de 1920, a produção de imaginária religiosa iniciou um novo ciclo em Portugal”.

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“Branco Escuro” é o primeiro álbum de Carla Reis Neves

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É de Santiago de Bougado, professora de música há mais de 20 anos e, recentemente, lançou um álbum de música instrumental, que tem acolhido várias críticas positivas.

Carla Reis Neves, residente em Cedões, apaixonou-se pela arte da composição ainda no tempo que estudava no Conservatório de Música do Porto, mas só há cerca de um ano decidiu aventurar-se pela produção de um álbum. “Branco Escuro” dá nome ao trabalho discográfico, que está acessível, gratuitamente, em mais de 20 plataformas online.

Produzido em parceria com Diogo Penha, o álbum caracteriza-se pela “vertente minimalista” e pela influência do estilo clássico, através da sonoridade de instrumentos como o piano, o violoncelo, o violino e o contrabaixo,os três últimos tocados por Diogo Penha, Alexandra Silva e Dércio Fernandes, respetivamente.

“É uma música que fica no ouvido e que dá para diversas predisposições e situações. Por exemplo, é bom para fazer meditação”, afirmou, em entrevista ao NT, Carla Reis Neves, que se diz surpreendida pelo feedback. “Além dos meus familiares, amigos e conhecidos, tenho colegas como o João Pedro Pais e alguns cineastas que se pronunciaram de forma positiva acerca do meu trabalho. Um cineasta, aliás, já encomendou uma das minhas músicas”, anunciou.

Duas músicas foram produzidas em Cedões, na casa da artista, enquanto as restantes viram a luz do dia em Ponte de Lima, em fins de semana de intenso trabalho, que está agora a ser recompensado tal têm sido as interpelações para que o álbum esteja disponível em formato físico. “Preocupei-me em colocá-lo online para que as pessoas pudessem ouvir, mas tenho sido surpreendida, porque já tive vários pedidos para que haja em CD. Em breve, estará disponível”, contou.

As músicas contam todas uma história. “1943” é dedicada ao pai falecido há cerca de dois anos e deverá ser a primeira com videoclip, “aidualk” é inspirada na melhor amiga e “Pico” homenageia a beleza dos Açores, onde fez a ante-estreia do álbum.

A apresentação oficial do álbum ainda não tem data nem local definido, porque, para já, a artista está empenhada em fazer face a encomendas que tem recebido.

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Ao NT, confessou ter mais trabalhos, mas de música com letra em português, que se mantêm na gaveta porque ainda não encontrou “a pessoa certa para lhes dar a voz”.

Carla Reis Neves revelou gosto pela música aos três anos, quando pediu aos pais para estudar a arte. Aos oito anos começou a ter aulas com uma professora, em Mindelo, e aos dez entrou no Conservatório de Música do Porto, onde fez grande parte da sua formação musical.

Além de tocar piano e de compor, é professora de 2.º e 3.º ciclo na Didáxis, em Riba de Ave, concelho de Vila Nova de Famalicão.

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