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Edição 706

Caixa de Crédito Agrícola é uma “história de coragem” dos agricultores da Trofa

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Há quem diga que foi “ironia do destino” a Caixa de Crédito Agrícola de Santo Tirso ter sido criada na Trofa. Esta particularidade, porém, explica-se pela “mentalidade própria dos agricultores” deste território que, antes de entrarem na década de 80, decidiram pôr pés a caminho e arriscar na criação de uma instituição bancária que olhasse pelos interesses do setor agrícola, contando para isso com o “alto patrocínio” da trofense Maria Júlia Moreira Padrão e de D. Duarte Pio de Bragança.

A criação da dependência foi oficializada a 7 de outubro de 1979, na antiga Escola dos Rapazes de S. Martinho de Bougado – que acabou como edifício de apoio ao bar da comissão de festas de Nossa Senhora das Dores, já demolido – e todos os fundadores tinham a particularidade de residir em freguesias que, hoje, fazem parte do concelho da Trofa.

Estas e outras curiosidades – como o envolvimento de D. Duarte Pio nesta história – estão agora reunidas num livro, publicado pela Caixa de Crédito Agrícola do Médio Ave (CCAMA), que foi apresentado na terça-feira, 10 de dezembro, no auditório da Quinta de Fora, em Santo Tirso.

António Abreu, presidente do conselho de administração da CCAMA, refere que o livro nasceu para “defender a memória das pessoas que trabalharam durante estes anos em prol dos outros sem nada receber em troca”. “Esta é uma história de teimosia e muito sacrifício, porque até 1991, o capital da instituição era suportado pelo património dos associados, que respondiam pela situação financeira da Caixa Agrícola. Foi de uma grande coragem. Hoje, ninguém faria uma coisa destas”, sublinhou.

Em 2010, as Caixas de Crédito Agrícola de Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão uniram-se e para criar o banco que adotou Médio Ave no nome, para ganhar escalar e unir forças para responder aos desafios do mercado.

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Fátima assinala centenário de Virgem Peregrina

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Foi para a Capelinha das Aparições em 1920, depois de passar pelas mãos de José Ferreira Thedim, e de Fátima poucas vezes saiu, a não ser para Roma, a pedido de diversos Papas, ou, em ocasiões especiais, para Lisboa.

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, esculpida pelo santeiro de S. Mamede do Coronado, cumpre cem anos em 2020 e a primeira iniciativa para assinalar a efeméride já decorre, com uma exposição inaugurada a 30 de novembro.

“Vestida de Branco” é o nome da mostra patente até outubro de 2020, no Convivium de Santo Agostinho, no Santuário de Fátima, que reúne mais de 150 obras de arte, objetos de culto e vários documentos, pertencentes à Coleção Estúdio Nossa Senhora de Fátima, à Coleção José Ferreira Thedim, à Câmara Municipal da Trofa e a Boaventura Pereira de Matos, mestre santeiro trofense, responsável pela última policromia da imagem.

Esta imagem foi esculpida em madeira de cedro do Brasil, pintada a óleo com folha de ouro de 22 quilates e tem pouco mais de um metro. José Ferreira Thedim recebeu um pedido de encomenda de Gilberto Fernandes dos Santos, um dos primeiros devotos de Fátima, que pagou a imagem e a levou para a Cova da Iria. O santeiro seguiu as indicações dadas através dos relatos feitos aos pastorinhos, mas, no final, a irmã Lúcia terá revelado que a mesma tinha incorreções face à imagem que tinha testemunhado em cima de uma azinheira, revelam os responsáveis pelas investigações históricas do Santuário.

Em 1947, Thedim elaborou uma segunda imagem – a Virgem Peregrina que está colocada na Basílica de Fátima – já de acordo com as indicações da irmã Lúcia, esculpindo um corpo mais esguio sob um manto mais branco. Mais tarde, a propósito de um trabalho de restauro, o santeiro acabou por introduzir as alterações sugeridas pela vidente de Fátima na imagem da Capelinha das Aparições, apagando algumas das estrelas douradas que tinha nas vestes e retirando-lhe as sandálias dos pés.

Enquanto a imagem centenária tem poucas saídas, a que se encontra na Basílica tem a função contrária, tendo já dado 15 voltas ao mundo.

Na Capelinha das Aparições, que está aberta 24 horas por dia durante todo o ano, a imagem é vigiada por 40 pessoas e ainda pode ser vista na internet, através de uma transmissão online em direto.

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Câmara também vai assinalar centenário da Virgem Peregrina

Em nota informativa, a autarquia da Trofa, que esteve representada na inauguração da exposição em Fátima, anunciou que também se prepara para assinalar o centenário da Virgem Peregrina criada por José Ferreira Thedim.
Recorde-se que, para relevar a arte santeira, umbilicalmente ligada a S. Mamede do Coronado, a autarquia lançou, em 2017, o livro “A produção de Arte Sacra do Vale do Coronado”, onde se pode ler que “depois de 1920, a produção de imaginária religiosa iniciou um novo ciclo em Portugal”.

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“Branco Escuro” é o primeiro álbum de Carla Reis Neves

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É de Santiago de Bougado, professora de música há mais de 20 anos e, recentemente, lançou um álbum de música instrumental, que tem acolhido várias críticas positivas.

Carla Reis Neves, residente em Cedões, apaixonou-se pela arte da composição ainda no tempo que estudava no Conservatório de Música do Porto, mas só há cerca de um ano decidiu aventurar-se pela produção de um álbum. “Branco Escuro” dá nome ao trabalho discográfico, que está acessível, gratuitamente, em mais de 20 plataformas online.

Produzido em parceria com Diogo Penha, o álbum caracteriza-se pela “vertente minimalista” e pela influência do estilo clássico, através da sonoridade de instrumentos como o piano, o violoncelo, o violino e o contrabaixo,os três últimos tocados por Diogo Penha, Alexandra Silva e Dércio Fernandes, respetivamente.

“É uma música que fica no ouvido e que dá para diversas predisposições e situações. Por exemplo, é bom para fazer meditação”, afirmou, em entrevista ao NT, Carla Reis Neves, que se diz surpreendida pelo feedback. “Além dos meus familiares, amigos e conhecidos, tenho colegas como o João Pedro Pais e alguns cineastas que se pronunciaram de forma positiva acerca do meu trabalho. Um cineasta, aliás, já encomendou uma das minhas músicas”, anunciou.

Duas músicas foram produzidas em Cedões, na casa da artista, enquanto as restantes viram a luz do dia em Ponte de Lima, em fins de semana de intenso trabalho, que está agora a ser recompensado tal têm sido as interpelações para que o álbum esteja disponível em formato físico. “Preocupei-me em colocá-lo online para que as pessoas pudessem ouvir, mas tenho sido surpreendida, porque já tive vários pedidos para que haja em CD. Em breve, estará disponível”, contou.

As músicas contam todas uma história. “1943” é dedicada ao pai falecido há cerca de dois anos e deverá ser a primeira com videoclip, “aidualk” é inspirada na melhor amiga e “Pico” homenageia a beleza dos Açores, onde fez a ante-estreia do álbum.

A apresentação oficial do álbum ainda não tem data nem local definido, porque, para já, a artista está empenhada em fazer face a encomendas que tem recebido.

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Ao NT, confessou ter mais trabalhos, mas de música com letra em português, que se mantêm na gaveta porque ainda não encontrou “a pessoa certa para lhes dar a voz”.

Carla Reis Neves revelou gosto pela música aos três anos, quando pediu aos pais para estudar a arte. Aos oito anos começou a ter aulas com uma professora, em Mindelo, e aos dez entrou no Conservatório de Música do Porto, onde fez grande parte da sua formação musical.

Além de tocar piano e de compor, é professora de 2.º e 3.º ciclo na Didáxis, em Riba de Ave, concelho de Vila Nova de Famalicão.

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