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Ano 2011

Cem trabalhadores em vias de ficarem no desemprego (c/video)

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Uma centena de funcionários da empresa têxtil Gamor II Unipessoal Lda. estão em vias de ficar sem emprego. Apesar de ter encomendas, a empresa tem em atraso o ordenado de agosto e os subsídios de natal e de férias.

O que seria, supostamente, um normal regresso ao trabalho após as férias de verão, transformou-se num pesadelo para uma centena de trabalhadores da Gamor.

O braço de ferro entre funcionários e entidade patronal já durava há algum tempo, mas o desfecho para a situação da Gamor pode não ser o aguardado pelos operários.

Esta quarta-feira, 14 de setembro, o patrão deveria ter apresentado a solução definitiva para o futuro da empresa. No entanto, os funcionários que aguardavam, desde manhã cedo, à porta da fábrica viram as suas expectativas saírem goradas, uma vez que os responsáveis da empresa não apareceram.

Esta história já começou a 5 de setembro, quando, ao chegarem à fábrica, os colaboradores se depararam com a luz cortada. Foi-lhes dito que no dia 12 a situação estaria resolvida e os mesmos compareceram na empresa nessa data, mas vieram embora após terem tido uma reunião com o responsável da empresa, António João Leite, que remeteu para quarta-feira a comunicação da solução final para a empresa, o que acabou por não acontecer.

Os trabalhadores da empresa têxtil encontram-se descontentes com esta situação e não conseguem entender como é que a Gamor chegou a este estado. “Nós tínhamos encomendas. Não entendemos porque é que temos o subsídio de Natal, o subsídio de férias e o mês de agosto em atraso”, adiantou Sónia Azevedo, uma das funcionárias.

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Por sua vez, o patrão “promete mundos e fundos” e dá esperanças de que tudo será resolvido da melhor maneira. “Prometeu pagar o subsídio de Natal em prestações a partir de janeiro e também o subsídio de férias no dia 19 de agosto, mas até agora não recebemos nada”, salientou com revolta Sónia Azevedo.

 

Esta é uma situação que tem vindo a preocupar as funcionárias que prometem não baixar os braços e reivindicar os seus direitos. “Temos de fazer alguma coisa, temos de saber quais são os nossos direitos e como podemos reaver o nosso dinheiro”, afirmou a funcionária.

A empresa quando esteve nas mãos da antiga gerência “nunca teve problemas”, mas, segundo as mesmas funcionárias, desde que é gerida por António João Leite que tem “vindo a ser destruída”. “Isto é um grupo de mafiosos que vai deixar a empresa na falência e que depois vai para outro local abrir uma nova e destruir mais famílias”, referiu indignado Paulo Guimarães, marido de uma das funcionárias.

Na quarta-feira, junto à empresa sediada em Santiago de Bougado estiveram também representantes do Sindicato Têxtil do Porto, que se reuniram no dia anterior com a administração da Gamor e com a Inspeção Geral do Trabalho. Nessa reunião, a administração da empresa fez saber que “pretende recuperar” a mesma, mas, segundo o sindicato, essa é uma hipótese remota, uma vez que “a empresa

se encontra com grandes dificuldades financeiras e nem sequer consegue pagar o ordenado do mês de agosto aos funcionários”.

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A dirigente do sindicato Marlene Correia aconselhou os operários a recorrerem, a partir do dia 20 de setembro, “à lei dos salários em atraso” para darem início ao processo da “suspensão dos seus contratos”. Os colaboradores da empresa parecem ter acatado a sugestão do sindicato e depois de dois dias acampados à porta das instalações da Gamor regressaram a casa com a intenção de suspender o contrato que as mantém vinculadas à fábrica.

Mas ainda há uma esperança para a resolução do problema. Segundo o sindicato, na sexta-feira a administração da empresa vai reunir-se com o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação) e com o Ministério da Economia para tentar salvar a empresa. Todavia, a sindicalista mostra-se pessimista pois não espera frutos dessa reunião.

Na segunda-feira o NT/TrofaTv tentou ouvir António João Leite e este não prestou declações. Na quarta-feira, não esteve contactável.

Enquanto a situação não é resolvida, os cerca de uma centena de trabalhadores da Gamor continua sem receber os subsídios de natal, de férias e o ordenado referente ao mês de agosto e a única certeza que têm é a incerteza quanto ao futuro.

Certo é que os funcionários regressam à empresa na segunda-feira, 19 de setembro, para saber o resultado da reunião com o IAPMEI e se mesma for inconclusiva ou não se realizar, os funcionários podem seguir para a delegação do sindicato em Santo Tirso a fim tratarem das “cartas de suspensão”.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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