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Edição 424

Celebração do Dia do Abraço – Alunos de Paradela assinalaram data com um abraço e uma flor

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Escolas e instituições do concelho da Trofa celebraram na quarta-feira, dia 22 de maio, o Dia do Abraço, criando uma onda de afetos e fomentando relações intergeracionais. 

Um abraço é um símbolo de afetividade, que transmite afetos como o amor, carinho, compaixão, ternura e amizade. Nesta quarta-feira, as escolas e instituições do concelho da Trofa assinalaram o Dia do Abraço, com diversas atividades.

Os alunos da Escola Básica e Jardim de Infância de Paradela, em S. Martinho de Bougado, estiveram na estação da CP, onde promoveram a atividade “Abraços em Flor”, que consistia em dar um abraço e uma flor às pessoas que por ali passavam.

Para Catarina Ramalho e Pedro Pinto, alunos do 3º ano, esta ação foi “fixe” e “bonita”, tendo recebido um feedback positivo da comunidade, que lhes agradecia pelo gesto, que fica “simpático”. Também para a Inês Borges e Inês Santos, do 4º ano, foi “divertido estar com outras pessoas e ao ar livre”, tendo gostado de estarem “a dar abraços às pessoas” e a “oferecer flores”.

A coordenadora da escola de Paradela, Júlia Macedo, contou que quando fez a proposta aos professores, estes “aceitaram” de imediato, por acharem a “ideia muito bonita”. Como ficava “um bocado longe” deslocarem-se às associações, lembraram-se que podia “ser bonito” irem até à Estação da CP e daí surgiu o título “Abraço em Flor”, pois além do “abraço para festejar o dia, também ofereceram uma flor a cada pessoa”.

Quando Júlia Macedo transmitiu a ideia às crianças, estas ficaram “logo todas contentes”, porque “gostam do ar livre e do facto de saírem do espaço da escola”.

Quanto a esta iniciativa proposta pela Câmara da Trofa, a coordenadora da escola afirmou que era “muito interessante e importante”, pois, desta forma, as crianças podem “contactar com outras pessoas”, o que, no fundo, é “formação cívica”. “À escola não interessa só dar a conhecer o estudo do meio, a matemática e a língua portuguesa. Acho que mais importante do que isso são estes valores que temos que transmitir às crianças, porque infelizmente hoje em dia toda a gente sabe que há poucos valores incutidos nos miúdos e nós tentamos de uma forma diferente e prática incutir estes valores”, salientou.

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Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, denotou que esta é uma iniciativa desenvolvida pela Casa da Cultura da Trofa “em colaboração” com o pelouro de Educação, escolas e instituições do concelho. A ideia desta iniciativa surgiu porque, “cada vez mais devemos interagir com todas as gerações, desde os mais novos até aos com mais idade”, e demonstrar “o carinho que temos uns pelos outros”, fortalecendo “as relações intergeracionais”. “Só assim se consegue uma interação afetiva e efetiva de forma a que conheçamos, valorizemos e criamos esta onda de afetividade, de valores que tanto precisamos no momento de crise que estamos a viver. Acho que cada vez mais estes pequenos gestos, que é apenas um abraço, mas um abraço sentido entre as crianças e outras pessoas, sejam fortes para podermos aguentar momentos difíceis, nomeadamente do ponto de vista social e financeiro”, referiu.

A presidente da autarquia estava “surpreendidíssima com a receção” que teve por parte dos alunos da escola de Paradela. O facto de estarem a distribuir flores e abraços pelas pessoas que ali passavam, demonstra, para Joana Lima, “o nosso bairrismo e a nossa capacidade de interagir uns com os outros”.

Todas as escolas e instituições que se associaram a esta iniciativa desenvolveram uma atividade na escola ou noutro local, onde ofereceram um abraço. Nesse sentido, a Escola Básica do Muro realizou a atividade “Abrace”, e a de Finzes executou a atividade “Abracinhos ternurentos e fofinhos”. Já o Centro Social e Paroquial de S. Martinho de Bougado efetuou a ação “Vamos dar as Mãos”.

As turmas oito e dez da EB1/JI de Finzes deslocaram-se ao lar da Santa Casa da Misericórdia para desenvolveram a atividade “O Abraço da Primavera”, enquanto os alunos do Paranho deslocaram-se à APPACDM para a ação “O mundo ideal dos abraços”. Já a EB2/3 Professor Napoleão Sousa Marques levou o seu abraço ao Lar Padre Joaquim Ribeiro e a Creche e Jardim de Infância da Misericórdia da Trofa levou o seu “abraço aos avós”. A Casa da Cultura da Trofa e a EB1/JI deram “O abraço da Cultura”.    

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Edição 424

Treinador do Bougadense em entrevista – “Poucos jogadores” e “estrutura do clube” dificultaram percurso do clube

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Treinador falou dos obstáculos da temporada, que culminou com a conquista sofrida da manutenção.

 Apesar de conseguir a manutenção da equipa sénior do Atlético Clube Bougadense na 1ª Divisão da Associação de Futebol do Porto, o treinador Pedro Pontes não faz um balanço positivo da temporada. Para o técnico, houve “obstáculos” e “contratempos” que condicionaram muito a atuação da equipa, entre os quais “poucos jogadores disponíveis” e a “estrutura do clube”, afirmou em entrevista ao NT. “Se me perguntassem se isto ia acontecer, eu achava que não. Uma marca positiva teria sido ficar a meio da tabela classificativa. Um clube como o Bougadense, com as condições que tem, não deveria estar a atravessar tantas dificuldades”, afirmou.

E se alguns jogadores, ao longo da época, se divorciaram da equipa, por outro lado, Pedro Pontes lamenta que “haja poucas pessoas disponíveis para ajudar”. “É estranho que, à volta do segundo clube mais representativo do concelho da Trofa, não haja muito apoio”, frisou, revelando que se sentiu “solitário” ao estar “treinos consecutivos sem que uma pessoa da direção aparecesse”.

O técnico considera que “o potencial” do emblema “não está a ser bem explorado” e que, com o passar dos anos, “parece estar a piorar”. “Às vezes, o problema não é só financeiro, porque se a estrutura for boa e se as pessoas trabalharem bem, acho que conseguem bons resultados. Devia haver mais pessoas em redor do clube e não só três ou quatro a geri-lo.

Por outro lado, Pedro Pontes viu “muitos jogadores desaparecerem”, ao ponto de no início da temporada ter 30 atletas disponíveis e, no fim, apenas metade. “São erros que, como treinador, cometi e que, mais tarde, não vou cometer. Dar oportunidade a muitos jovens, simultaneamente, não será tão acertado, porque tem que haver um balanço. No início, tínhamos um grupo extremamente jovem e, na reta final, com dois ou três jogadores mais experientes, conseguimos equilibrar e mantermo-nos nesta divisão”, explicou.

Um dos momentos-chave da temporada do Bougadense, pela negativa, foi a “curva descendente”, entre outubro e fevereiro, período em que Pedro Pontes “só tinha 13 ou 14 jogadores disponíveis. Tive que colocar juniores que não estavam prontos para jogar ao nível dos seniores e, se calhar, até os prejudiquei, porque pu-los numa situação difícil. Sofremos goleadas muito complicadas”, contou.

Pela positiva, as três vitórias nos últimos cinco jogos foram preponderantes para a conquista da manutenção. O treinador também quis “realçar” o trabalho e a entrega dos atletas, que “foram persistentes a acreditaram nas próprias capacidades”. “Vencemos dois jogos consecutivos, e um deles a jogar com nove, com equipas que, para mim, são das melhores equipas do campeonato”, destacou.

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Apesar de já ter sido abordado, “informalmente”, pela direção para que continue no comando técnico do grupo, Pedro Pontes revelou ao NT que não sabe se vai continuar. “Se tivesse que decidir hoje, era muito complicado. Estuo cá há muito tempo, conheço bem as pessoas, aprendi a gostar do clube, mas nesta altura não sei. Posso até deixar de treinar por um ano, porque esta época foi muito desgastante para mim”, concluiu.

Na última ronda, o Bougadense perdeu com o Pedroso por 3-1, mas beneficiou da derrota do Leça do Balio diante do Foz (8-1), mantendo-se no 16º lugar, com 34 pontos.

Em 34 jornadas, o Bougadense conseguiu dez vitórias, cinco empates e 19 derrotas, 51 golos marcados e 77 sofridos.

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Comissão prepara festas de Nossa Senhora das Dores

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Orçamento ronda os 150 mil euros

Comissão de festas em honra de Nossa Senhora das Dores, liderada por Tomé Carvalho, já está a preparar as festas religiosas. Este ano, as festividades vão decorrer junto à antiga estação da CP.

Este ano, o lugar de Mosteirô é o responsável pela organização das festas em honra de Nossa Senhora das Dores, em S. Martinho de Bougado. Com as obras de requalificação a decorrer nos parques Nossa Senhora das Dores e Doutor Lima Carneiro, a comissão de festas, liderada por Tomé Carvalho, escolheu a antiga estação da CP, para acolher grande parte das festividades.

Para o presidente da Comissão de festas, este novo local parece-lhe que “vai ser bom” e que “o povo vai gostar”. Mas, antes disso, os elementos da comissão tem um trabalho “muito grande para fazer” para que o local esteja pronto a acolher as festas. Tomé Carvalho avança que a animação está “garantida” e que o Bar da Capela, que fechou no domingo, vai ser transferido para o edifício da antiga estação.

O presidente da comissão acredita que a alteração do local das festas deste ano será positiva, esperando que corra “tudo bem” e que, no final, a comunidade diga que esta foi uma “boa ideia”.  “Eu vou acreditar que tal como aconteceu o ano passado na ExpoTrofa, onde toda a gente dizia mal e acabou por ser um êxito, também com a alteração do local das festas vai ser a mesma coisa”, denotou.

Com um orçamento a “não passar dos 150 mil euros”, o programa das festas vai manter-se nos “mesmos moldes”, pois fica “mais económico”. Este ano, a cabeça de cartaz é o Toy e a sua banda, que vai atuar pelas 22 horas do dia 16 de agosto. Entretanto no dia 13 de agosto decorre o espetáculo da Orquestra Salsa Rosa e, nos dias seguintes, atuações de bandas de música e cavaquinhos. Haverá ainda a 4ª edição do Festival da Canção, a 3ª do Concurso de Bandas de Garagem e o Festival de Fados. Uma das coisas que gostava de fazer caso “o dinheiro sobrasse” era trazer “um artista de renome” para a ExpoTrofa.

Apesar de as obras de requalificação nos parques Nossa Senhora das Dores e Doutor Lima Carneiro estarem a decorrer na altura das festas, Tomé Carvalho garante que estão reunidas as condições para a realização da procissão nos moldes tradicionais. “Foi prometido a nós (comissão de festas), ao senhor padre (Luciano Lagoa) e à senhora presidente da Câmara (Joana Lima), que estaria tudo mais ou menos pronto para passar a procissão. A população que fique descansada que ela vai fazer exatamente a mesma volta que deu no ano passado e sempre”, frisou.

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As expectativas da comissão de festas são “grandes”, estando “esperançados que a mudança ao fim e ao cabo vai ser boa”.

Tomé Carvalho alerta ainda as coletividades e empresas que estejam interessadas em adquirir um stand na ExpoTrofa, que decorre de 6 a 14 de julho, para se inscreverem até ao final do mês de junho, através do contacto 919 101 081.

Festa do Espírito Santo superou expectativas

Um grupo de zés pereiras anunciou na manhã de sábado, pelas ruas da freguesia, as celebrações em honra do Divino Espírito Santo, que foi a primeira atividade organizada pela comissão de festas. Enquanto no sábado houve a atuação da Banda de Música da Trofa, no domingo celebrou-se uma missa solene em honra do Divino Espírito Santo.

A “grande surpresa” foi a realização da segunda edição da Festa da Cereja, que não estava previsto devido ao preço deste fruto. “Duzentos quilos” deste produto tão apetitoso foram “bem vendidos rapidamente”. Apenas não foi possível a realização do merendeiro com danças e cantares à moda antiga, protagonizada pelos ranchos do concelho, devido às condições apresentadas.

No balanço da realização desta iniciativa, Tomé Carvalho lamentou o acesso às celebrações que “não foi muito bom”, devido às “regras de segurança” das obras de requalificação dos parques. No entanto, o presidente da comissão salientou a presença “de muita gente”. “O balanço não foi tão negativo como eu pensava, para ser sincero”, concluiu.

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