A estação de comboio de S. Romão do Coronado foi o local escolhido pela CDU para fazer uma síntese de todo o trabalho elaborado pelos deputados do PCP eleitos no Porto, que tiveram reflexo no concelho da Trofa durante os últimos quatro anos.

E foi exactamente na estação que os deputados alertaram para a “inexistência de casas-de-banho e de informação aos utentes”, problema que teve “uma alteração positiva” e que, por isso, valoriza o trabalho desenvolvido. “Muito do nosso trabalho que se traduziu num trabalho ímpar, nenhuma outra força política, nem PSD, nem PS, nem CDS, nem Bloco de Esquerda desenvolveram”, afirmou Honório Novo, deputado eleito pelo círculo do Porto do PCP.

O deputado foi mais longe e referiu que o exemplo da estação serve para comprovar que o partido “conseguiu fazer com que o governo cumprisse o seu dever”.

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Mas as iniciativas da CDU não se ficam por aqui. Na lista de intervenções, Honório Novo destacou o problema da instalação industrial da Savinor, a localização da Plataforma Logística Maia/Trofa e o impasse na construção da extensão do metro até à Trofa.

Sobre a laboração da empresa sedeada em S. Romão do Coronado, o deputado afirmou que foi apresentado “um projecto de resolução por causa do problema da instalação industrial da Savinor e dos odores que foi sendo alvo de algumas intervenções durante este mandato, mas ainda insuficientes”.

Relativamente à plataforma logística, Honório Novo destacou a renitência do governo em colocar o projecto no terreno depois de todas as críticas envoltas do local de construção. A CDU considera que “é absolutamente essencial a construção deste pólo”, mas exalta que “é necessário salvaguardar os problemas ambientais”.

A CDU anuncia como sua a “denúncia” sobre o facto de a administração da Metro do Porto “pensar em anular a extensão entre o ISMAI e a Trofa e que depois deu o dito pelo não dito”. Honório Novo considera os “atrasos inaceitáveis” no que respeita à construção desta obra que esteve prevista estar concluída em 2007 e que agora se anuncia como pronta em 2012.

“É nessa medida que os trofenses têm que avaliar quem lhes promete coisas e não cumpre, é por esta pequena diferença entre 2007 e 2012 que os trofenses têm que avaliar quem lhes convém, quem lhes fala a verdade ou quem lhes acena com promessas que já sabe que não vai cumprir”, referiu o deputado.

Honório Novo referiu ainda os deputados “a mais” que existem na Assembleia da República e criticou a postura de Joana Lima no Parlamento. “A sua actividade parlamentar é pouco menos que zero. Nem a plataforma logística, que fez parte numa das poucas intervenções e que teve grande propaganda local, ela conseguiu, porque está bloqueada, adiada e não se sabe até quando”, sublinhou.

Já Jaime Toga, responsável da Organização Regional do Porto do PCP, enalteceu o reconhecimento da população pelo trabalho da CDU: “Eu creio que a questão da plataforma logística e o contacto que tivemos por parte de associações ambientais, de proprietários dos próprios terrenos e mesmo de organizações representativas dos próprios funcionários, a própria Cooperativa de Agricultores são também o espelho dessa confiança e do reconhecimento do trabalho”.

Jaime Toga usou ainda o exemplo da esquadra da PSP, solicitada em discussão de orçamento, para sublinhar a transparência no tratamento dos problemas na Trofa. “Ela chegou a estar inscrita em PIDDAC com uma verba irrisória de cinco mil euros, mas que desapareceu. Ao longo destes quatro anos, durante a discussão do Orçamento de Estado pelo Grupo Parlamentar do PCP, quatro vezes que o PS, o PSD e o CDS se juntaram para chumbar a construção desta esquadra. O que marca a diferença do trabalho da CDU e de todos os outros partidos é que na CDU há apenas uma cara, um discurso, quer seja feito em S. Romão ou em qualquer outra freguesia do concelho da Trofa, quer seja na Assembleia da República”, concluiu.