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Edição 417

CDU apresentou candidatos à Câmara e Assembleia

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Conceição Silva e Paulo Queirós repetem candidatura à Câmara e Assembleia Municipal da Trofa, respetivamente. Apresentação do manifesto eleitoral realizou-se, no café junto à estação de comboio desativada.

 Foi numa mesa do café da Estação, na freguesia do Muro, que a Coligação Democrática Unitária (CDU) apresentou formalmente os candidatos à Câmara e Assembleia Municipal da Trofa nas eleições autárquicas de outubro.

Conceição Silva repete a corrida à autarquia, depois de ter sido candidata em 2009, para contribuir para “uma mudança de paradigma” no concelho, que passa pelo voto na CDU, que “pode governar para o povo sem o enganar na altura das campanhas eleitorais” e que “tem a mesma palavra e ação na Trofa, na Assembleia da República ou em Bruxelas”, afirmou no discurso de apresentação do manifesto.

Por se guiar por “critérios de seriedade e honestidade”, afirmou, a CDU “garante a competência para dar um impulso necessário ao desenvolvimento sustentado do concelho”.

Para mostrar oposição à gestão autárquica dos últimos anos, Conceição Silva frisou “o elevado número de desempregados e o alto índice de pobreza”, o “estado miserável” das estradas e a não chegada do metro à Trofa.

Para “retirar os trofenses do marasmo”, a candidata da CDU assume “uma criteriosa definição de prioridades, privilegiando investimentos que se retratem na qualidade de vida e na segurança das pessoas e em obras realmente necessárias”. “Baixar impostos e taxas, defender a gestão da água, saneamento e resíduos sólidos como bens públicos e combater a sua privatização reivindicando, se necessário for, a municipalização dos serviços” são outras das propostas do partido.

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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Edição 417

Alunos da Forave solidários

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forave

 

No último dia de aulas, antes das férias da Páscoa, a turma de Apoio Familiar e à Comunidade (AFC) 11/13 da Escola Profissional Forave dinamizou duas atividades inseridas no projeto de turma “AFC Saudável e Solidária”.

A iniciativa consistia numa caminhada solidária pelas ruas de Lousado. Os participantes foram “convidados a oferecer um género alimentar a uma instituição de solidariedade social de Vila Nova de Famalicão”, revelou fonte da organização.
Para além do exercício físico, o “espírito de partilha” esteve patente e todas as ofertas recolhidas já foram entregues à associação “Dar as Mãos”, que as fará chegar a quem mais precisa.

Após o exercício físico solidário, todas as turmas da Forave participaram no concurso “Mesas de Páscoa”, decorando uma mesa com “doces típicos desta festividade e partilhando-os com toda a escola”, assegurou fonte da organização.

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Edição 417

Socratinices requentadas do artista da cassete pirata

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Uma declaração prévia da intenção de escrever sobre José Sócrates: nunca votei nele; nunca acreditei nas suas palavras agridoces de encantar os mais distraídos; não gosto dele como pessoa; não gosto do seu estilo de fazer política; vejo nos seus olhos um olhar de ódio pela vida; vi no discurso da noite da derrota eleitoral, um discurso presidenciável; é minha opinião que foi o pior primeiro-ministro que nos governou em democracia; é o grande culpado, mas não o único, do descalabro das contas públicas; é um político com uma agenda escondida. Mesmo assim, acho que tem todo o direito a defender-se publicamente daquilo que é acusado. É assim a liberdade e a democracia.

Como se não bastasse a péssima governação com que José Sócrates “brindou” o país ao longo de seis anos, deixando os portugueses a pão e água, vem agora fazer de nós uns “camelos” a atravessar o deserto da ignorância. Nas suas falinhas mansas de “carneiro mal morto”, lá teve o seu tempo de antena para justificar a sua péssima governação. Depois de dois anos sabáticos parisienses, apareceu no seu estilo, em grande forma. Foram mais de noventa longos minutos de retórica persuasiva e manipuladora.

Com constantes golpes de rins, Sócrates lá foi adulterando factos, manipulando números, mentindo e apresentando verdadeiros embustes. E foram tantos. Num facto, José Sócrates tem razão; Cavaco Silva é também culpado pela situação a que Portugal chegou. É verdade! O Presidente da República deveria ter demitido o governo socialista quando o descalabro começou a acentuar-se, não fora as eleições presidenciáveis que estavam à porta. Com essa estratégia pessoal, Cavaco Silva relegou para segundo plano o interesse nacional. Deu no que deu, com o país a afundar-se cada vez mais.

José Sócrates manipulou os números das PPP – parcerias público-privadas, afirmando que no seu governo os encargos até baixaram, quando o que aconteceu nos seis anos de governação socialista foi uma quase duplicação desses encargos, passando de 16 mil milhões de euros em 2005, para quase 33 mil milhões em 2012; aumentou sempre os funcionários públicos e em 2009, ano de eleições, os aumentos foram de 2,9%, no valor nominal mais alto desde 2001; foi o primeiro a aplicar cortes salariais à Função Pública, pois em 2011, as reduções salariais variaram entre os 3,5% e os 10% para salários acima de 1.500 euros; afirmou que a dívida subiu mais com o atual Governo, mas ignorou que foram assumidas dívidas do passado nos períodos mais recentes e alteradas as regras contabilísticas, como em 2011, quando houve alterações contabilísticas que aumentaram a dívida pública, designadamente as associadas às ex-Scut’s e ao reforço de capital do BPN.

As socratinices requentadas do verdadeiro artista da rádio, tv disco e da cassete pirata estiveram à altura do estilo com que sempre nos habituou, da sua postura manipuladora, da sua arrogância e falta de humildade para reconhecer os graves erros cometidos. Ao contrário do seu camarada António Guterres, que recentemente pediu desculpas públicas pelos erros que cometeu na governação do país. Que diferença!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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