Atletas da primeira equipa de juvenis do Clube Desportivo Trofense reencontraram-se no sábado, dia 26 de janeiro, para uma tarde de convívio.

“É bom fazer este tipo de encontros, porque naquela altura tínhamos 15 e 16 anos e passamos momentos espetaculares que nos marcaram”. Estas são as palavras de Vasco Pereira que ajudam a explicar o porquê de, juntamente com Vasco Maia e Alfredo Alves, ter organizado um convívio de confraternização com os atletas da primeira equipa de juvenis do Clube Desportivo Trofense, que surgiu pela primeira vez na época de 1968/69.

Apesar da vontade que existia em reencontrarem-se outra vez, esta atividade ia sendo sempre adiada, pois “ninguém tomava a iniciativa de marcar um dia”. Até que um dos ex-atletas, morador em S. Mamede de Coronado, mostrou “um grande interesse” em reunir as pessoas, até porque “desde aquela altura que não se viam”. “Perante este desejo, sempre decidimos avançar e eu, o Vasco Maia e o Alfredo Alves dividimos os jogadores e procuramos contactá-los. Marcamos uma data e, finalmente, 44 anos depois, conseguimos reunirmo-nos”, contou Vasco Pereira, um dos organizadores do reencontro.

 

Além dos jogadores, tentaram também que estivessem presentes “os dirigentes daquela altura”, como o caso do antigo presidente do clube António Leitão, atual presidente da APPACDM, o “antigo diretor Marcílio” e “o enfermeiro Abel”, que durante “muitos anos” esteve no CD Trofense e também “prestava assistência aos miúdos”, de quem os antigos atletas nutrem “muito carinho”. Por questões pessoais, Alcino Rodrigues, do lugar de Cidai, Santiago de Bougado, “não pôde estar presente”, assim como Mário Ribeiro que, “infelizmente, já faleceu”.

Segundo Vasco Pereira, o reencontro, que aconteceu no estádio do Trofense, foi “engraçado”, porque as pessoas cumprimentavam-se sem saberem de quem se tratava, obrigando a uma espécie de reapresentação. Depois de estarem no relvado a tirar uma fotografia para a posteridade e de recordarem os tempos em que pisaram o relvado, juntaram-se para um almoço num restaurante em S. Martinho de Bougado, onde estiveram “a conversar, reviver histórias antigas e a saber da vida de cada um”.

Foi com “muitas saudades” que a primeira equipa de juvenis recordou os momentos daquela altura, que os “marcaram” tanto para “coisas boas e más”, sendo “sempre bom” reencontrarem-se, pois além de se terem encontrado para jogarem acabaram por ficar “muito amigos”, o que é “muito importante”. Como a iniciativa foi “super agradável para toda a gente”, ficou combinado encontrarem-se mais vezes, tentando “procurar reunirem-se todos os anos”, de forma a não perderem o rasto dos antigos colegas de equipa.