O Castro das Eiras, em Vila Nova de Famalicão, pode ser classificado como património europeu pela UNESCO.

Até ao final do mês de julho o Castro das Eiras, localizado na freguesia de Pousada de Saramagos, em Vila Nova de Famalicão, vai servir de sala de estudo e aprendizagem para vários jovens.

O município tem em curso um plano de escavações arqueológicas dinamizado no âmbito do projeto “Iron Age II – Arqueologia e Defesa do Património Natural”. Promovido pela Associação Juvenil YUPI, em colaboração com o pelouro da Cultura da Câmara Municipal, o projeto conta com a participação de cerca de três dezenas de jovens com idades entre os 15 e os 23 anos. O grupo divide-se entre jovens oriundos da Escola de Arqueologia do Freixo, de Marco de Canaveses, e jovens voluntários inscritos no programa do Instituto Português da Juventude.

Este foi o mote para, na segunda-feira, 18 de julho, o diretor científico do gabinete municipal de arqueologia famalicense, Armando Coelho, anunciar que o Castro pode vir a ser classificado como património europeu pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

De acordo com o responsável, este Castro – onde se encontra a Pedra Formosa – integra uma candidatura que engloba ainda outros castros do noroeste peninsular. Armando Coelho explica que a classificação irá projetar este património que é único a nível europeu e que identifica os povos do noroeste peninsular. A nível arqueológico, esta candidatura “representa seis mil aldeias castrejas e cem cidades espalhadas por uma área que engloba o Norte de Portugal, a Galiza e as Astúrias Ocidentais”, adiantou.

O vereador da cultura da autarquia famalicense, Paulo Cunha, mostrou-se “muito satisfeito” com o andamento da candidatura. “O Castro das Eiras é uma referência importante da cultura castreja na Europa”, salientou, acrescentando que a classificação como património europeu lhe traria “a dignidade que merece”.

A candidatura está a cargo de uma comissão constituída por várias entidades portuguesas e espanholas que integram, por exemplo, o Centro de Arqueologia e Estudos Célticos, a Sociedade Martins Sarmento, o Museu D. Diogo de Sousa, o Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), o Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR), a Xunta da Galiza, o Governo das Astúrias e vários investigadores e técnicos dos municípios envolvidos.

 

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