AEBA apresentou Programa Formação PME para ajudar pequenas e médias empresas a expandir no mercado.

“Trabalhar a empresa no seu todo” é o objetivo principal do Programa Formação PME, que foi dado a conhecer esta terça-feira pela Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA), em articulação com a Associação Empresarial de Portugal (AEP). Este projeto já está a ser desenvolvido há alguns anos, mas a direção da AEBA fez questão de promover uma ação de sensibilização para “cativar os empresários”. A implementação do Programa Formação PME, completamente gratuita para as Pequenas e Médias Empresas, é feita através da disponibilização, durante um período entre seis a 12 meses, de uma equipa de consultores e formadores qualificados para o efeito. As horas de formação realizadas poderão ser contabilizadas pelas empresas para o cumprimento do requisito legal de 35 horas anuais de formação certificada por colaborador. Os consultores vão “diagnosticar” os erros e problemas da empresa e apresentar um conjunto de soluções.

Segundo Manuel Pontes, presidente da AEBA, a associação tem feito “um bom trabalho” neste campo e a prova disso é a expansão de algumas empresas que participaram no programa. “Temos tido exemplos fantásticos de pequenas empresas a trabalhar com cinco operários no mercado interno e agora estão a exportar”, congratulou-se.

Apesar da vantagem de ser um programa gratuito, há entraves que dificultam a participação das empresas. “O problema é cativar os empresários. Não é fácil para uma empresa familiar, com uma mão-de-obra limitada ver a produção parar por causa da formação. Há também empresas que não podem participar, porque têm dívidas à Segurança Social e às Finanças”, explicou Manuel Pontes.

Mas o presidente da AEBA acredita que o programa vai ganhar “novo fôlego” com a “mobilização de novos diretores, que contactam com fornecedores e transmitem as grandes vantagens e ideias” do projeto.

A AEP é a entidade gestora que gere a rede de 33 entidades que vão beneficiar de um total de 26 milhões de euros, de fundos comunitários, para a execução do programa. “A AEP supervisiona ao nível da competência técnica, administrativa e financeira”, explicou Paula Silvestre, coordenadora da Unidade de Gestão do Programa Formação PME.

A coordenadora explicou que “o maior obstáculo” para a adesão do programa é o facto de ser “extremamente exigente na participação efetiva por parte da empresa no seu todo”. “Todas estas sessões são para esclarecer a todos quais são as condições que são exigidas. Isto requer disponibilidade durante o horário de trabalho, para poderem participar em atividades e beneficiar no apoio quer ao nível da consultoria como da formação”.

O programa de formação de PME da AEP é financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano, representando um valor entre 2010 e 2013 de 27 milhões de euros, com a participação de 1600 consultores e 1850 formadores.

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