Uma carteirista de 85 anos furtou a carteira a uma mulher, de 92 anos e residente na Trofa.

ma mulher, de 92 anos, acompanhou a neta até ao Porto, para assistir ao cortejo académico. Por entre os festejos dos jovens, a idosa, a morar na Trofa, acabou por ser furtada, sem dar conta, ficando sem “diversos documentos de identificação, chaves de residência, um par de óculos graduados e a quantia de 56 euros”, segundo avançou, em comunicado, a PSP do Porto.

Tudo aconteceu pelas 18.30 horas de terça-feira, 5 de maio, quando estava na Praça da Liberdade, no Porto. Joaquina ou “Quina”, como é conhecida a mais antiga carteirista em atividade no Grande Porto, aproximou-se da idosa, com dificuldade de locomoção e que estava amparada pela neta, e, enquanto o cúmplice deu um encontrão na neta, a carteirista subtraiu “uma bolsa do interior de uma mala de senhora”.

A vítima de furto não se apercebeu, tendo valido a intervenção dos agentes à civil da PSP, que estavam no local “em resultado de diligências relacionadas com o combate ao furto de carteiras”, que reconheceram a mulher e seguiram-lhe os passos. Os dois indivíduos, que estão “referenciados pela prática de diversos crimes contra o património”, foram intercetados com o material furtado, que foi “entregue à sua legítima proprietária”.

Os detidos, um homem, de 54 anos de idade vendedor e residente no Porto, e uma mulher de 85 anos, aposentada e residente em Ermesinde, foram presentes junto das autoridades judiciais, esta quarta-feira e em breve vão ser sujeitas a julgamento sumário.

A carteirista de 85 anos é conhecida pela polícia há vários anos, tendo já sido apanhada mais do que uma vez em flagrante. Quina ataca, por norma, em locais com multidões, como feiras e festas populares, escolhendo sobretudo pessoas de idade avançada e por isso mais vulneráveis às suas investidas e atuando quase sempre com cúmplices, que a ajudam a criar manobras de distração das vítimas.