10 milhões de euros é o valor do investimento previsto para construção de equipamentos escolares e reordenamento da rede escolar no Concelho de Santo Tirso. Recentemente homologada pelo Ministério da Educação, a Carta Educativa do Concelho de Santo Tirso foi hoje publicamente apresentada, pelas 11h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal. Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara Municipal deixou bem  claro que, ao contrário do que alguns diziam, "já há Carta Educativa em Santo Tirso". "Apesar de alguns contratempos, todos os problemas foram ultrapassados e estamos agora em condições de avançar com estas grandes obras" referiu Castro Fernandes. 

Este documento, agora homologado, abrange a construção de um Centro Escolar e futura EBI de São Tomé de Negrelos, a construção de raiz do Centro Escolar de Costa (Roriz), a duplicação da EB1/JI de Arcozelo (Água Longa), a ampliação da EB1/JI de Sequeirô, com construção de cantina e polivalente, e a ampliação da EB1/JI de Apresentação da carta educativaS. Bento da Batalha. Remetendo-se a estas obras, espalhadas um pouco por todo o Concelho, Castro Fernandes defende que se trata de uma "Carta Educativa para o Concelho". "Temos 10 milhões de euros em obras para fazer, algumas das quais já deram passos importantes rumo à sua execução" referiu o autarca, avançando que em Novembro próximo estará a concurso a obra do Centro Escolar em S. Tomé de Negrelos. O presidente explicou, todavia, que a Carta Educativa "tem mais a ver com uma rede de infra-estruturas escolares do que propriamente com um projecto para gerir a educação". 

Segundo Ana Maria Ferreira, Vereadora da Educação de Santo Tirso, a Carta Educativa é "um documento que, de forma estruturada, permite racionalizar a oferta educativa no Concelho, adequando-a às necessidades diagnosticadas e valorizando o papel das comunidades educativas que o integram e os projectos educativos das escolas". A Vereadora avança ainda que se trata de um "instrumento que fundamenta a política educativa e é elaborado com base, numa análise dinâmica da realidade, ou seja, deve ser encarado como produto (temporalmente acabado) e como processo (em permanente construção e renovação)", explica. "Com este programa de execução, todos os alunos passam a estar em regime normal e a cobertura de refeições escolares, actualmente em 98%, atinge os 100%", acrescenta. 

No âmbito do desenvolvimento da educação e formação em Santo Tirso, Castro Fernandes mencionou ainda outras actividades de destaque: a Residência de Estudantes (actualmente a ser gerido pela autarquia); o Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (CRVCC), agora designado Centro de Novas Oportunidades, que vai alargar, em Setembro deste ano, a equivalência ao 12º ano; e o protocolo com a Microsoft que dá apoio a cerca de 3.000 desempregados do sector têxtil. O presidente da Câmara explicou que se trata de "várias iniciativas relacionadas com as necessidades do Concelho de Santo Tirso". 

No que toca ao ensino, no Concelho de Santo Tirso, existem actualmente 5 Agrupamentos – 4 verticais e um horizontal. No entanto, com a aprovação deste documento, o Agrupamento Horizontal de Além-Rio passa a integrar o Agrupamento Vertical de Santo Tirso, o que não deverá implicar quaisquer alteração das áreas de influência pedagógica dos alunos do 2º e 3º ciclos das freguesias de Areias, Palmeira, Lama e Sequeiro, como tem vindo a acontecer. O Agrupamento Vertical de Agrela e Vale do Leça passa a abranger as freguesias de Guimarei e Carreira. O Agrupamento de Santo Tirso deixa de incluir Rebordões que passa a ser englobado no Agrupamento Vertical de S. Tomé de Negrelos (a criar), juntamente com os lugares de Cabanas e Redundo, da freguesia de Monte Córdova. O Agrupamento Vertical do Ave ficá confinado à freguesia de Vila das Aves e o Agrupamento Vertical de S. Martinho deixará de incluir Roriz, que será integrado no Agrupamento de S. Tomé de Negrelos. 

O modelo adoptado em Santo Tirso é o designado "modelo estrela", à semelhança do existente no Algarve, segundo o qual é possível proceder ao alargamento crescente das escolas. 

A Carta Educativa de Santo Tirso foi aprovada na Assembleia Municipal, em 26 Abril, e homologada pelo Ministério da Educação no passado dia 29 de Maio, na Amadora, entre 63 autarquias. Este documento constitui um instrumento de planeamento e sintetiza os principais projectos ao nível da educação. Permite adaptar e adequar os programas às necessidades educativas do Concelho de Santo Tirso. O investimento previsto e aprovado ronda os 10 milhões de euros e deverá ser a solução para algumas dificuldades.