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No que respeita à actividade do executivo da Junta, o autarca referiu o “apoio incondicional” às associações da freguesia: “Nunca nada foi recusado a nenhuma associação. Assegurámos transporte durante dois anos à Associação Recreativa do Muro e à Muro d’Abrigo. Dobrámos ou triplicámos o subsídio à Comissão de Festas da nossa freguesia, porque corríamos o risco de não termos festas na freguesia, porque o dinheiro que recebia dos patrocínios não era suficiente”, explicou.

Outro dos “objectivos” do executivo liderado por Carlos Martins foi “a iluminação pública em todas as casas”, estando “praticamente 100 por cento concluído”.

“Outro era que todas as ruas que não estivessem alcatroadas ou com paralelo que ficassem e até ao final do nosso mandato penso que não vai haver nenhum morador do Muro com terra à porta”, continuou.

A aquisição de um autocarro para servir a população e de uma carrinha para apoiar os trabalhos de limpeza da freguesia foram outras das intervenções do executivo.

“Demos desde o princípio, embora muito criticados pelos membros do PSD, os livros às crianças do primeiro ciclo do ensino básico. Penso que não só no Muro, mas em todas as freguesias, principalmente os livros do ensino básico deveriam ser suportados pelo Estado ou pelas autarquias”, sustentou.

Ao longo destes quatro anos a Junta levou ainda os idosos e crianças à Assembleia da República, financiando a 100 por cento todos os passeios escolares. “Ajudamos na manutenção das escolas, com a pintura, com a oferta de livros para a biblioteca e equipamento para o parque infantil e jardim-de-infância, assim como a colocação de aquecedores nas escolas e na igreja para minimizar o impacto do frio durante o inverno”, afirmou.

Apesar de tudo, o presidente da Junta não deixou de lançar algumas críticas ao presidente da Câmara, alegadamente pelo atraso no pagamento do subsídio mensal e pela recusa de todos os projectos propostos no Plano Plurianual de Investimentos para o Muro.

“Para além dos semáforos, que foram pedidos e até agora não foram colocados, solicitamos também a colocação de passadeiras ou lombas nas estradas da freguesia. Todos os anos mandamos o PPI com uma série de obras e nunca nenhuma foi contemplada, apesar de eu em Assembleia Municipal reivindicar todos os anos que o Muro estava em oitavo no ranking das Juntas, que não havia uma distribuição equitativa da riqueza pelo concelho e que o Muro estava a ser bastante prejudicado. Qual não é o meu espanto quando há alguns dia atrás vieram à minha freguesia dizerem que eu nunca nunca apresentei nenhum projecto ao executivo camarário”, explicou.

No que toca ao alegado atraso no pagamento do protocolo de delegação de competências por parte da Câmara da Trofa, Carlos Martins afirmou que “até ao final de Julho estavam seis meses de pagamentos em atraso” e que nem ele nem os elementos do seu executivo “ficaram com um cêntimo dos valores referentes aos vencimentos a que tinham direito e esses valores reverter em prol da freguesia”.

O autarca acusou ainda “algumas pessoas do PSD que tentaram derrubar a Junta de freguesia há dois anos, faltando a duas Assembleias de Freguesia consecutivas, e se não fosse o elemento do PS marcar presença e permitir assim que as reuniões se realizassem, este executivo tinha caído e os funcionários da Junta não teriam dinheiro para dar de comer aos seus filhos nem para pagar a escola”.

Carlos Martins vai mais longe e acusa “Essas pessoas não gostam da freguesia do Muro, se gostassem nunca na vida faziam isso” acusando-os ainda de ” não respeitaram democraticamente a vitória do CDS na freguesia do Muro”, frisou.

O arranjo urbanístico da zona envolvente à Capela de S. Pantaleão é outra das obras que Carlos Martins garante ter reivindicado durante estes quatro anos e que a Câmara não financiou.

A dois meses de cessar funções na Junta, Carlos Martins não deixou de agradecer ao “povo do Muro pelo empenho e dedicação para melhorar a freguesia”.