Pároco Luciano Lagoa celebrou no domingo, 7 de abril, a missa de retoma das celebrações eucarísticas na Capela de Nossa Senhora das Dores, após as obras de requalificação. Intervenção ronda os 160 mil euros.

 

A Capela de Nossa Senhora das Dores, em S. Martinho de Bougado, foi pequena para acolher todos aqueles que quiseram estar presentes na missa de retoma das celebrações eucarísticas, após as obras de requalificação.

Luciano Lagoa, pároco de S. Martinho de Bougado, contou que a intervenção foi “pensada muito seriamente”, tendo avançado com um “projeto feito de raiz, pelo arquiteto Malheiro”. Neste “restauro integral da Capela”, foram solucionados “vários problemas”, como era o caso da “infiltração da água, problemas ao nível do telhado, da armação da madeira e do teto”.

As obras começaram com “uma série de intervenções”, que se consideravam “prioritárias”. Para que as infiltrações não voltassem, colocou-se um “teto novo”. Depois, toda a madeira interior foi “renovada” e o “revestimento da torre reformulada”. A talha dourada teve “uma grande intervenção”, procurando retirar “alguns repintes grosseiros”, seguindo “a sua traça original”.

Todas as imagens também foram “restauradas” na sua “primitiva matriz”, bem como “toda a parte elétrica”.

Apesar de as contas ainda “não estarem fechadas”, Luciano Lagoa estima que o valor das obras de requalificação rondará os “160 mil euros”.

O pároco da S. Martinho de Bougado referiu que estas obras só foram possíveis graças às “boas vontades reunidas” das comissões de festas em honra de Nossa Senhora das Dores e da comunidade que colaborou com as festas, salientando que “quando as pessoas se juntam e procuram trabalhar em conjunto e remar para o mesmo lado, conseguem-se coisas interessantes”. “Não foi preciso fazer nenhum peditório, porque reuniram-se estas boas vontades de todas as pessoas, nomeadamente das várias comissões de festas da Nossa Senhora das Dores, que se dispuseram a fazer uma obra com pés e cabeça.

Para Luciano Lagoa, o resultado das obras estava “bastante bom”, frisando que os responsáveis pela intervenção procuraram “não desfazer o traço original da Capela”, mas, pelo contrário, “recuperá-lo ainda mais”.

Recorde-se que as obras de requalificação começaram em maio de 2012, tendo feito um “intervalo” para a festa em honra de Nossa Senhora das Dores. A partir de setembro, a capela esteve fechada ao público, passando as eucaristias a serem celebradas na Igreja Matriz.