Com cerca de um ano de vida, o Movimento Esperança Portugal tem como meta eleger entre dois a quatro deputados nas próximas eleições legislativas.

Uma “renovação do sistema partidário, inovação social e a defesa de um tempo de realismo” são alguns dos objectivos do Movimento Esperança Portugal (MEP), que esteve de visita à Trofa na quinta-feira onde, num encontro com a comunicação social, apresentou o cabeça de lista do partido às eleições legislativas pelo distrito do Porto.

Formado por pessoas que “não tinham participação política e que resolveram organizar-se como partido político”, o Movimento Esperança Portugal considera que “faz falta à política portuguesa uma renovação clara do sistema partidário”, referiu ao NT Joaquim Cardoso da Costa, candidato do partido às legislativas pelo distrito do Porto. “Achamos que um pequeno grupo parlamentar pode ter imensa influência no Parlamento e trazer coisas muito positivas à política portuguesa e é isso que estamos apostados a fazer”, explicou.

Movimento-Esperana-Portuga

Criado formalmente em Outubro de 2008, o partido Movimento Esperança Portugal tem como meta eleger entre dois a quatro deputados nas próximas eleições de 27 de Setembro. Do programa eleitoral que defende uma política de “árdua esperança”, fazem parte várias medidas e linhas estratégicas. A aposta em novas políticas sociais é um dos objectivos, na medida em que o MEP entende que “Portugal tem problemas graves de crescimento económico que têm de ser combatidos, e também problemas graves de desigualdade de oportunidades em muitos sectores que têm de ser corrigidos de uma forma inovadora”, segundo Joaquim Cardoso da Costa.

Para além de uma “nova agenda social” que “valorize a autonomia das pessoas que são apoiadas, que as puxe para um caminho de auto-sustentabilidade e que não se fixe numa perspectiva assistencialista”, os membros do Movimento Esperança Portugal defendem “mais realismo” na mentalidade do país a nível económico. “Sabemos que Portugal tem problemas muito difíceis, nomeadamente de endividamento externo e o país tem que assumir que não pode continuar a viver acima das suas possibilidades”, considera o candidato.

“Queremos também dar um grande enfoque nas políticas de família, políticas transversais, que afirmem o valor da família como base da sociedade e que permita que as famílias possam ser aquilo que querem e que o Estado as ajude a serem o espaço natural de inserção social das pessoas”, defendeu ainda Joaquim Cardoso da Costa.

Tendo sido o sexto partido político mais voltado nas eleições europeias, o Movimento Esperança Portugal defende a “justiça social, a inclusão e a coesão” e auto-define-se como um “partido para o século XXI”.