Prevenir e tratar mais precocemente o cancro gástrico na população trofense é o objectivo do rastreio organizado pelo Rotary Clube da Trofa, no passado sábado, na freguesia de S. Mamede do Coronado.

   "O programa de rastreio do cancro gástrico é de longo alcance, porque sabe-se que na zona Norte do país há muitos problemas ao nível deste tipo de cancro" Foi desta fora que Tedim Rafael, membro do Rotary Clube da Trofa explicou a importância da iniciativa organizada pelo clube em S. Mamede.

O responsável afirmou que este programa "consiste em fazer um rastreio, ou seja, uma recolha de sangue para um primeiro diagnóstico, que permite numa fase precoce detectar o cancro gástrico".

Esta campanha do clube rotário está a percorrer todas as freguesias do concelho, desta feita o rastreio realizou-se em S. Mamede do Coronado, na sede da Junta de Freguesia.

Manuel Barbosa, funcionário da Junta de Freguesia colaborou com esta iniciativa, "por ser a primeira vez que se realiza na nossa freguesia e porque achei que era uma campanha interessante". Como mamedense, Manuel explicou que esta campanha se trata de "um bem para a população desta freguesia, porque se tivessem de se deslocar não o fariam e fazendo a iniciativa aqui as pessoas participam mais".

Para além da Junta de Freguesia, o Rotary contou ainda com a colaboração de cinco enfermeiros do Centro de Saúde da Trofa. Maria do Céu Silva, José Alberto Santos, Maria Fernanda Silva, Maria Fátima Veloso e Maria Luísa Marques são os nomes dos que participaram e ajudaram o Rotary Clube da Trofa nesta campanha de rastreio. A enfermeira Chefe do Centro de Saúde da Trofa, Maria do Céu Silva, lembrou que a participação dos enfermeiros "deve-se ao facto de esta ser uma causa muito nobre que tem a ver com a prevenção da doença e da promoção da saúde".

Ao longo da manhã, os enfermeiros atenderam cerca de 60 utentes, nos quais recolheram sangue para ser realizada uma primeira análise, que segundo a Maria do Céu, "não nos diz se a pessoa tem cancro, dá-nos indicadores de que poderá estar alguma coisa mal e que terá de ser vigiada através de outros exames, como por exemplo a endoscopia", afirmou.

"Esta é uma forma de se detectar a doença precocemente se for detectada, poderá ser tratada muito mais facilmente e de forma eficaz", concluiu a enfermeira.

O NT esteve ainda à conversa com dois dos utentes que realizaram o rastreio. Luísa Coelho confessou ter realizado o rastreio visto que tem familiares "que têm já antecedentes de problemas gástricos e achei que seria uma boa oportunidade". Considerando este tipo de campanhas uma mais valia para a população trofense, Luísa deixou um conselho: "em termos de divulgação penso que as pessoas podem não saber como é o exame e terem receio de cá vir, estas campanhas devem ser mais divulgadas. O Rotary fez um excelente trabalho e veio ao encontro das pessoas e isso é óptimo", concluiu.

Tedim Rafael, foi também um dos utentes a realizar o rastreio e como mamedense lembrou que "é sempre uma boa oportunidade que se tem para sabermos como está a nossa saúde. Sem dúvida que esta campanha deve continuar".

O rastreio ao cancro do estômago irá continuar e o Rotary Clube da Trofa prevê já a realização de uma outra campanha, na freguesia de Covelas no mês de Abril.