A chuva não impediu a realização do Campeonato Nacional de Quad-Cross e do Regional Norte de Motocross, que se realizaram no domingo, 30 de março, em S. Mamede do Coronado.

Após o adiamento forçado da data inicialmente prevista (9 de março), o motocross estreou-se em S. Mamede do Coronado, na jornada de abertura dos campeonatos Nacional de Quad-Cross e Regional Norte de Motocross/PentaControl.

S. Pedro não deu tréguas e a chuva que caiu no domingo deixou a pista de 1100 metros enlameada, dificultando a tarefa aos “cerca de 70 atletas” presentes. Entre eles, encontravam-se os trofenses Diogo Campos, que participou no Campeonato Nacional de Quad-Cross, e Nelson Silva, que esteve no Campeonato Regional Norte de Motocross/PentaControl.

Para Diogo Campos, que se classificou em 4º lugar, a prova “correu um bocadinho mal por causa da lama”, tendo arrancado “em 2º” e tido “uma queda”. Quanto à pista, para “primeira corrida”, é “boa”, mas pode ser “melhorada em muita coisa”, como “ser alargada, melhorar os saltos e pô-los mais técnicos”. Já Nelson Silva, que foi 1º classificado na prova regional, lamentou “ter chovido”, pois “podia ter sido uma corrida bonita” e, com a chuva, “o terreno não se aguentou muito bem” e estava “um pouco escorregadio”.

Quem também marcou presença foi o campeão nacional de Quad-Cross, João Vale, que pensou que esta jornada inaugural do campeonato fosse “uma corrida difícil”, devido à “muita lama”, acreditando que “se não arrancasse na frente, ia ser difícil ultrapassar”. Mas, como conseguiu “arrancar bem e em primeiro, ao longo da corrida foi só gerir”, aproveitando “alguns percalços” dos adversários, para ter “uma vitória bastante fácil”. Quanto à pista, acredita que tem futuro para as próximas edições, apontando “algumas melhorias”, como por exemplo nos “saltos”, que “não estão nas melhores condições”.

A organização destes campeonatos esteve a cargo do Rancho do Divino Espírito Santo, que contou com os apoios da Federação Motociclismo Portugal e da PentaControl. O principal objetivo desta atividade era a angariação de “fundos para as deslocações do grupo” na época de 2014, através da venda de bilhetes. “Embora o tempo não nos tenha ajudado muito, vamos tentar equilibrar e fazer aquilo que a gente queria. Acho que a adesão do público está a ser razoável, o que não contávamos, porque S. Pedro não tem ajudado, e, por aquilo que me informaram nas bilheteiras, teremos no recinto à volta de mil pessoas”, referiu durante a iniciativa.

Já o diretor da prova e promotor do Campeonato, António Monteiro, contou que das provas que estavam agendadas para o dia 9 de março, apenas “não” foi possível realizar a “classe de motocross de infantis”. Mesmo assim, decorreu o Campeonato Regional Norte de Motocross nas “classes de Promoção e de Elite” e o Campeonato Nacional de Quad-cross “na classe Hobby, para os pilotos sem licença, uma de Iniciados e a Elite”, reunindo, no total, “cerca de 70 pilotos”.

Apesar de o tempo “não ter ajudado”, António Monteiro denotou que, “em termos de competição, as coisas desenrolaram normalmente”, mas, “se calhar, para a parte financeira não foi tão positivo assim, porque a chuva afugentou muitas pessoas”.

O promotor sublinhou que esta é “uma pista aceitável para a modalidade” e que “deve ser aproveitada” para a realização de competições futuras, pois “fica localizada num sítio acessível”. Contudo, “gostaria de ter um espaço mais ampliado” em “cerca de 200 ou 300 metros.