Joana Pinheiro participa na competição com dois cavalos

A trofense Joana Pinheiro, atual vice-campeã de Cavaleiros Consagrados B, está com boas expectativas para o Campeonato Regional do Norte de Equitação de Trabalho, que inicia na Trofa no dia 7 de março.

A Feira Anual da Trofa é palco da primeira jornada do sexto Campeonato Regional do Norte de Equitação de Trabalho, que, este ano, conta com cinco jornadas mais a final. A vice-campeão regional, em Cavaleiros Consagrados B, é residente na Trofa, mais concretamente em Santiago de Bougado, e vai marcar presença nesta prova, que decorre entre os dias 7 e 9 de março.

Foi em 2012 que Joana Pinheiro começou a participar nestes concursos, tendo-se consagrado campeã Regional do Norte e ficado em 3º lugar na Taça de Portugal, no escalão de juniores. Na época de 2013, a amazona passou diretamente para o escalão de Cavaleiros Consagrados B, sem antes passar, como “habitualmente deveria”, “um ano” em Cavaleiros Debutantes. Segundo Joana Pinheiro, se assim fosse seria “mais fácil em termos de prova de ensino”. Mas como tal não aconteceu, a bougadense está a competir com “pessoas um bocadinho mais profissionais”, uma vez que para si esta é “uma parte mais amadora”. A pesar disso, Joana Pinheiro sagrou-se vice-campeã regional, ficando apenas “a um ponto do 1º” classificado, o que para si foi “ótimo” e “uma vitória”.

No início desta nova época, a amazona trofense contou que vai participar nos campeonatos Regional e Nacional com dois cavalos: o Roedor e o Dito Cujo do Solar, que se estreia nestas competições. “Este cavalo foi uma aposta que fiz, porque o Roedor já está a avançar um bocadinho na idade e eu quero continuar nas provas. Acho que vai ser um bom início, é claro que numa feira é um desafio maior do que numa jornada normal, mas penso que sim, que vai ser uma boa aposta. Gosto muito do cavalo, claro que se não correr nas melhores maravilhas, ele é muito novinho, ainda tem muito tempo pela frente”, acrescentou.

Quanto às provas que decorrem na Trofa, que correspondem à primeira jornada do Campeonato Regional, Joana declarou que “não costuma pensar muito no que é que vai ser”, pois gosta de “entrar na prova e de divertir-se com o cavalo”. Durante as provas, a amazona afirmou que se tem que “concentrar no cavalo e no melhor do conjunto” e que se no final “correr muito bem como tem corrido até agora está ótimo, se não correr” vai “para casa trabalhar e na próxima jornada espera o melhor”.

Para este ano, a amazona referiu que “os objetivos são um bocadinho maiores do que o ano passado”, pois, como concorre em Cavaleiros Consagrados B terá que participar em “pelo menos em duas” provas do Campeonato Nacional para se apurar para a Taça de Portugal, uma vez que, neste escalão, o Campeonato Regional “não é considerado uma prova oficial”. Apesar de ter acesso direto à Taça, Joana Pinheiro também vai participar com o Dito Cujo no Campeonato Nacional, para “ver as capacidades do cavalo”. “O Campeonato Nacional tem sempre um maior desafio por trás. Em termos de comprimento de obstáculos começa-se a encurtar as coisas o que significa que quando o cavaleiro vai com o cavalo tem que concentrar mais os galopes, ter mais em consideração as dificuldades do cavalo”, denotou, salientando que é “um bocadinho mais difícil” de obter as pontuações.

Coudelaria Vale do Ave

Presença assídua na Feira Anual é a Coudelaria Vale do Ave, que este ano vai participar com “três cavalos na Equitação de Trabalho” e “um cavalo no Modelo e Andamentos”. Para Rui Porto Maia, da Coudelaria Vale do Ave, as expectativas são “elevadas”, porque também vão entrar com “dois alunos novos”.

Os alunos desta coudelaria estão “entusiasmados” com esta prova, porque, além de “gostarem desta modalidade e de cavalos”, o facto de “participarem num concurso na Trofa” é, para eles, “ainda melhor”. “Temos todas as esperanças que tudo corra pelo melhor. Estamos com confiança nos miúdos, que já têm uma certa experiência, um certo traquejo e já se conseguem desenrascar a cavalo”, sublinhou.

Quanto à vertente equina, Rui Porto Maia salientou que na Trofa nota-se que há “muito entusiasmo pelo cavalo, não só pelos alunos, mas com os criadores”, sendo que “o mundo equestre na Trofa é muito aficionado”. “Nota-se uma evolução em quantidade e em qualidade”, finalizou.

 

O que é Equitação de Trabalho?

As provas de equitação de trabalho dividem-se em três etapas, que decorrem ao longo de dois dias. A primeira é a prova de ensino, onde o cavaleiro tem de executar determinados exercícios (pré-definidos para cada escalão) num retângulo 40×20 metros, julgado por um júri. A prova de maneabilidade é o nome da segunda etapa, que consiste numa prova onde se simulam diversos obstáculos que o cavaleiro poderia encontrar no dia a dia de trabalho no campo, que têm que ser ultrapassados pelo cavalo. Nesta prova, julgam-se essencialmente, a atitude, confiança e a forma natural como o conjunto consegue transpor os obstáculos.

A última etapa destas provas é a de velocidade. Esta desenrola-se sobre um percurso idêntico ao da maneabilidade, onde é avaliada apenas a velocidade com que a prova é superada num sistema contrarrelógio.