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Edição 463

Campeonato Regional de Equitação de Trabalho

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Joana Pinheiro participa na competição com dois cavalos

A trofense Joana Pinheiro, atual vice-campeã de Cavaleiros Consagrados B, está com boas expectativas para o Campeonato Regional do Norte de Equitação de Trabalho, que inicia na Trofa no dia 7 de março.

A Feira Anual da Trofa é palco da primeira jornada do sexto Campeonato Regional do Norte de Equitação de Trabalho, que, este ano, conta com cinco jornadas mais a final. A vice-campeão regional, em Cavaleiros Consagrados B, é residente na Trofa, mais concretamente em Santiago de Bougado, e vai marcar presença nesta prova, que decorre entre os dias 7 e 9 de março.

Foi em 2012 que Joana Pinheiro começou a participar nestes concursos, tendo-se consagrado campeã Regional do Norte e ficado em 3º lugar na Taça de Portugal, no escalão de juniores. Na época de 2013, a amazona passou diretamente para o escalão de Cavaleiros Consagrados B, sem antes passar, como “habitualmente deveria”, “um ano” em Cavaleiros Debutantes. Segundo Joana Pinheiro, se assim fosse seria “mais fácil em termos de prova de ensino”. Mas como tal não aconteceu, a bougadense está a competir com “pessoas um bocadinho mais profissionais”, uma vez que para si esta é “uma parte mais amadora”. A pesar disso, Joana Pinheiro sagrou-se vice-campeã regional, ficando apenas “a um ponto do 1º” classificado, o que para si foi “ótimo” e “uma vitória”.

No início desta nova época, a amazona trofense contou que vai participar nos campeonatos Regional e Nacional com dois cavalos: o Roedor e o Dito Cujo do Solar, que se estreia nestas competições. “Este cavalo foi uma aposta que fiz, porque o Roedor já está a avançar um bocadinho na idade e eu quero continuar nas provas. Acho que vai ser um bom início, é claro que numa feira é um desafio maior do que numa jornada normal, mas penso que sim, que vai ser uma boa aposta. Gosto muito do cavalo, claro que se não correr nas melhores maravilhas, ele é muito novinho, ainda tem muito tempo pela frente”, acrescentou.

Quanto às provas que decorrem na Trofa, que correspondem à primeira jornada do Campeonato Regional, Joana declarou que “não costuma pensar muito no que é que vai ser”, pois gosta de “entrar na prova e de divertir-se com o cavalo”. Durante as provas, a amazona afirmou que se tem que “concentrar no cavalo e no melhor do conjunto” e que se no final “correr muito bem como tem corrido até agora está ótimo, se não correr” vai “para casa trabalhar e na próxima jornada espera o melhor”.

Para este ano, a amazona referiu que “os objetivos são um bocadinho maiores do que o ano passado”, pois, como concorre em Cavaleiros Consagrados B terá que participar em “pelo menos em duas” provas do Campeonato Nacional para se apurar para a Taça de Portugal, uma vez que, neste escalão, o Campeonato Regional “não é considerado uma prova oficial”. Apesar de ter acesso direto à Taça, Joana Pinheiro também vai participar com o Dito Cujo no Campeonato Nacional, para “ver as capacidades do cavalo”. “O Campeonato Nacional tem sempre um maior desafio por trás. Em termos de comprimento de obstáculos começa-se a encurtar as coisas o que significa que quando o cavaleiro vai com o cavalo tem que concentrar mais os galopes, ter mais em consideração as dificuldades do cavalo”, denotou, salientando que é “um bocadinho mais difícil” de obter as pontuações.

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Coudelaria Vale do Ave

Presença assídua na Feira Anual é a Coudelaria Vale do Ave, que este ano vai participar com “três cavalos na Equitação de Trabalho” e “um cavalo no Modelo e Andamentos”. Para Rui Porto Maia, da Coudelaria Vale do Ave, as expectativas são “elevadas”, porque também vão entrar com “dois alunos novos”.

Os alunos desta coudelaria estão “entusiasmados” com esta prova, porque, além de “gostarem desta modalidade e de cavalos”, o facto de “participarem num concurso na Trofa” é, para eles, “ainda melhor”. “Temos todas as esperanças que tudo corra pelo melhor. Estamos com confiança nos miúdos, que já têm uma certa experiência, um certo traquejo e já se conseguem desenrascar a cavalo”, sublinhou.

Quanto à vertente equina, Rui Porto Maia salientou que na Trofa nota-se que há “muito entusiasmo pelo cavalo, não só pelos alunos, mas com os criadores”, sendo que “o mundo equestre na Trofa é muito aficionado”. “Nota-se uma evolução em quantidade e em qualidade”, finalizou.

 

O que é Equitação de Trabalho?

As provas de equitação de trabalho dividem-se em três etapas, que decorrem ao longo de dois dias. A primeira é a prova de ensino, onde o cavaleiro tem de executar determinados exercícios (pré-definidos para cada escalão) num retângulo 40×20 metros, julgado por um júri. A prova de maneabilidade é o nome da segunda etapa, que consiste numa prova onde se simulam diversos obstáculos que o cavaleiro poderia encontrar no dia a dia de trabalho no campo, que têm que ser ultrapassados pelo cavalo. Nesta prova, julgam-se essencialmente, a atitude, confiança e a forma natural como o conjunto consegue transpor os obstáculos.

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A última etapa destas provas é a de velocidade. Esta desenrola-se sobre um percurso idêntico ao da maneabilidade, onde é avaliada apenas a velocidade com que a prova é superada num sistema contrarrelógio.

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Edição 463

“É tão fácil o prometer, e tão difícil o cumprir…”

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atanagildolobo

 “É tão fácil o prometer, e tão difícil o cumprir, que há bem poucas pessoas que cumpram as suas promessas.”

Marquês de Maricá

Ficamos a saber, no decorrer da última assembleia municipal, pelas intervenções de Nuno Félix, Paulo Queirós e dos presidentes de junta da união de freguesias de Alvarelhos e Guidões, da união dos Coronados e do Muro os seguintes factos: primeiro, na atribuição das verbas para as despesas correntes para o cumprimento das delegações de competência da C.M. Trofa, a União das freguesias de Alvarelhos e Guidões passa a receber menos dois mil e poucos euros por mês do que aquilo que foi atribuído no ano passado para o mesmo território. No presente mandato, esta nova freguesia receberá menos 120 000,00 €; segundo, a proposta das verbas atribuídas que foi inicialmente acordada em reunião efetuada entre a CM Trofa e os presidentes de Junta, foi posteriormente unilateralmente modificada pelo executivo camarário, sem que tenha havido sequer uma nova reunião entre todos para esse efeito; terceiro, os valores apresentados não foram fundamentados por estudo sério baseado em pressupostos razoáveis, nomeadamente em critérios sociais e económicos, acessibilidades, educação, e outros fatores relevantes.

Sem dúvida, existe uma discriminação objetiva de uma freguesia. A União das freguesias de Alvarelhos e Guidões é prejudicada em relação ao passado e às outras freguesias. Além disso a CM desenvolve esta posição à revelia do que tinha acordado anteriormente com os presidentes da junta. Deu o dito pelo não dito e faltou à sua palavra demonstrando falta de carácter. O Sr. Vice-presidente tentou, num esforço dilatado e sacrificado, justificar o injustificável, explicar o inexplicável. Meteu os pés pelas mãos, enrodilhou-se, torceu-se…mas o pecado era demasiado óbvio. Bem tentou o Sr. Presidente salvá-lo. Olhem que a junta até é da mesma cor da câmara. Daquelas justificações que, a contrario, revelam bem o entendimento que se tem da democracia e do respeito nutrido pelo sentir das populações. Mas de nada valeu, está consumado. Afinal, cai por terra a primeira promessa do PSD/CDS: o de tratar com igualdade todas as freguesias.

Com certeza, não será a última. Daquilo que ouvimos, nada de bom poderemos esperar. Os discursos são muito “socráticos”. Muitas promessas de se fazer isto e aquilo… As grandes obras do poder central: a variante à 14 e o metro até ao Muro e depois, mais uma rotunda e outra rotunda. Mas, de facto, apenas promessas. Da realidade, ficamos com os € 85 000,00 para feira anual, a certeza de que a confraria do cavalo receberá € 36 000,00 e com a criação da “marca Trofa”, a remodelação do visual, com logotipos jovens, cores novas e, pela primeira vez, fardas para os funcionários. Simultaneamente, as estradas e ruas das nossas freguesias estão num estado lastimável, começam a surgir dificuldades com a educação e alimentação das nossas crianças e jovens, começa a escassear o dinheiro aos velhos para a compra de medicamentos, aumenta o desemprego, cresce a insegurança, o rio Ave continua poluído, os nossos monumentos, nomeadamente o castro de Alvarelhos, continuam ao abandono…No entanto, desenvolve-se a propaganda. Além da tal “marca Trofa”, também existe um ideólogo que, na assembleia municipal, saltando a terreno em promoção do executivo lá vai publicitando, repetindo à exaustão que nunca, “com tão pouco ou quase nada”, se fez tanto, sendo a atual edilidade uma máquina de poupança. Pode o Sr. Relvas ficar sossegado que tem na Trofa homem para lhe seguir os passos. Mas com “tanta poupança” e afinal com tanto gastos na feira anual, bem podia a vereação ter mantido o acordado com os presidentes de junta e suportar as mesmas verbas para as freguesias, sem discriminações. Mais que não fosse, para firmar a promessa eleitoral de tratar com igualdade todas as freguesias. Só que “é tão fácil o prometer, e tão difícil o cumprir, que há bem poucas pessoas que cumpram as suas promessas.”

Guidões, 4 de Março de 2014.

Atanagildo Lobo

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Edição 463

São as empresas que vão tirar o país da “fossa”

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Desde que foi implantada a democracia (em 25 abril de 1974, já lá vão quase quarenta anos), que Portugal teve três «ajudas externas», para salvar o país da bancarrota. Dá quase uma intervenção por década. Coincidência, ou não, todas as intervenções foram solicitadas por governos socialistas: o primeiro pedido de ajuda foi em 1977, era o governo chefiado por Mário Soares; o segundo pedido de auxílio foi em 1983, era o governo chefiado também por Mário Soares; o terceiro pedido de apoio foi em 2010, era o governo chefiado por José Sócrates.

Embora José Sócrates afirmasse que uma intervenção externa traria “perda de dignidade” ao país, não foi isso que o impediu de solicitar o pedido de resgate em 6 de abril de 2010, tal era a situação catastrófica das finanças portuguesas.

Para sair da crise, o país, que tem vivido uma situação de recessão económica desde 2009, necessita que a economia real comece a dar sinais de recuperação, o mais depressa possível. Uma componente forte da crise é o fator psicológico e para ajudar a combater a crise, o país precisa de notícias positivas; notícias que deveriam abrir todos os telejornais, como por exemplo:

– As exportações aumentaram 5,7 por cento em 2013; número que ultrapassa todas as previsões mais otimistas, nacionais e internacionais. As empresas portuguesas confirmaram em 2013 a sua capacidade exportadora precisamente na hora em que o país mais precisava disso.

– O ano passado, em volume de negócio (68.200 milhões de euros) e no peso das exportações no PIB foi o melhor de sempre, já que as vendas ao estrangeiro representaram 41 por cento do PIB, o que compara com 39 por cento em 2012, 36 por cento em 2011 e 31 por cento em 2010.

– Em 2013, as exportações portuguesas para Espanha, que atingiram o valor de mais de 1.100 milhões euros, aumentaram 12,9 por cento. Entre os principais produtos exportados para Espanha, destacam-se os produtos energéticos (petróleo e derivados), que representam 715 milhões de euros (tendo crescido quase 200 por cento) e manufaturas de consumo (têxteis e confeções, calçado, brinquedos, joalharia, artigos de cabedal, olaria e outros produtos de consumo), que representam quase 17 por cento do total e cresceram quase 13 por cento (perto de 190 milhões de euros).

– No ano passado houve 22.685 empresas a exportar, mais 712 do que em 2012. Em relação há quatro anos, há agora mais 4.900 empresas a exportar.

– A taxa de cobertura das exportações foi de 104,4%, com as importações. O ano de 2013 foi o quarto ano consecutivo em que as exportações foram o principal motor de crescimento da economia.

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– No ano passado, em 2013, houve um excedente da balança de pagamentos de 2,8 mil milhões de euros, sendo a primeira vez que isto acontece desde 1943. Outra excelente notícia para os portugueses!

Tanta notícia positiva, só que é lamentável que muitas vezes o discurso político não seja mais consensual no sentido de reconhecer o mérito enorme que as empresas têm tido na recuperação da economia portuguesa, pois são as empresas que vão tirar o país da “fossa”. São as empresas que estão a tirar o país da “fossa”!

Já se começam a ver alguns sinais de recuperação económica, que merecem ser realçados, embora não façam abrir os telejornais. Infelizmente! Não há outro caminho que não seja a aposta do país nas empresas, nos empresários e seus colaboradores, nas exportações, no investimento privado, e em particular, na captação de investimento estrangeiro. Só assim é que sairemos da crise, para o bem de Portugal e dos portugueses!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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