quant
Fique ligado
caminhada-solidaria caminhada-solidaria

Ano 2011

Caminhada angariou 1500 euros para pagar cadeira de rodas

Publicado

em

Perto de 200 pessoas participaram na Caminhada Solidária em Guidões, com o objectivo de ajudar a Comissão Social de Freguesia a pagar a cadeira de rodas eléctrica entregue a José Manuel Silva. Iniciativa conseguiu juntar 1500 euros e juntamente com as ofertas de várias empresas, o valor em dívida já foi saldado.

Ainda não eram nove horas deste domingo e já dezenas de pessoas estavam junto à Igreja Paroquial de Guidões para participar na Caminhada Solidária, cujo objectivo era angariar verbas para pagar a cadeira de rodas eléctrica, entregue na semana anterior a José Manuel Silva e que lhe mudou a vida. Cerca de 200 pessoas calçaram as sapatilhas, vestiram os fatos de treino e as camisolas brancas oferecidas pela Comissão Social de Freguesia (CSF), organizadora da iniciativa, e angariaram perto de 1500 euros que vão ajudar a pagar parte do valor da cadeira de rodas.

Feitas as últimas inscrições e tirada a foto de grupo, era tempo de partir à descoberta de Guidões. Ao longo de seis quilómetros, iam-se trocando comentários sobre a importância da iniciativa: “Ainda bem que compraram a cadeira”, diziam uns, enquanto outros acenavam com a cabeça em sinal de concordância. O estado do tempo era outro tema inevitável: “Tantos dias de chuva e hoje está tão bonito, parece de propósito”, comentava uma senhora de idade com a colega de viagem. Mais à frente, outro grupo de caminheiros relembrava a necessidade de praticar exercício físico e lamentava que, hoje em dia, não houvesse muito tempo para andar a pé. Numa caminhada em zona rural, era quase obrigatório conhecer os caminhos em terra (que a chuva transformou em lama, que dificultava o andar), e apesar dos comentários sobre “o mau estado” das ruas, ninguém parecia importar-se com o calçado sujo. Afinal, o objectivo era “nobre”. A preocupação maior era mesmo voltar à Igreja, já que o Trofense jogava contra o Arouca às 11.15 horas e muitos queriam assistir à partida.

A meio do caminho, o presidente da ADAPTA (Associação para a Defesa do Ambiente e do Património na Região da Trofa), Cândido Novais, explicou ao NT o percurso da caminhada: o objectivo era passar por vários fontanários da freguesia, pois são um dos patrimónios mais ricos de Guidões.

Enquanto o grupo descia o lugar do Cerro, em conversa com a filha de José Manuel Silva, Linda Maia, esta confessou não dormir sossegada há vários dias, com a “ansiedade”. A oferta da cadeira veio “transformar” a vida do pai, que, confidenciou,“nunca tinha ido ao cemitério” desde a morte da esposa.

Cansados, doridos, sujos e muitos com os pés molhados, os participantes chegaram à Igreja. Os sorrisos e a sensação de dever cumprido compensavam tudo isso e mostravam que ainda existem “pessoas com o coração no lugar certo”, como frisou José Campos, presidente da CSF. O responsável confessou que ficou surpreendido com a adesão: “Estava à espera que as pessoas participassem, mas não em tão grande número”.

Publicidade

Posteriormente, e de acordo com fonte da Comissão, juntamente com as ofertas de várias empresas, o valor angariado com a caminhada serviu para saldar a totalidade da dívida. Desta forma, o “objectivo foi cumprido” e a Comissão vai, a partir de agora, continuar o trabalho com  “outras iniciativas para outras causas”.

“Aos que vieram, aos que apoiaram, aos que quiseram ficar no anonimato, aos que contribuíram e aos que patrocinaram, os nossos parabéns e um agradecimento muito sentido do senhor Manuel e da CSF de Guidões. Só assim é possível sermos sociais e humanos. Obrigado a todos”, referiram os membros, com a certeza de que mudaram a vida de uma pessoa para melhor.

Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

Publicado

em

Por

A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

Publicidade

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

{fcomment}

(mais…)

Continuar a ler...

Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

Publicado

em

Por

O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

{fcomment}

Publicidade
Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também

} a || (a = document.getElementsByTagName("head")[0] || document.getElementsByTagName("body")[0]); a.parentNode.insertBefore(c, a); })(document, window);