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Ano 2011

Cidai acrescido

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Em Cidai, Santiago de Bougado, nasceu a ACRESCI – Associação Cultural Recreativa e Social de Cidai. A apresentação foi feita durante um jantar, na presença de centenas de pessoas.

Uma espécie de mão que pode servir para “ajudar, reunir ou trabalhar”, de cor verde, simbolizando “o vigor, a juventude e a esperança” é o complemento da sigla da Associação Cultural Recreativa e Social de Cidai – ACRESCI, que foi apresentada no sábado à noite. Acrescer significa “vir juntar-se a”, “aumentar”, “crescer” e, precisamente por isso, esta foi a escolha dos fundadores para o nome pelo qual a associação vai ser conhecida.

A Quinta Zé Emílio, em Santiago de Bougado, recebeu cerca de 300 pessoas que fizeram questão de estar presentes na apresentação da mais recente associação do concelho. José Carlos Costa, presidente da direcção da ACRESCI, explicou que a ideia de criar uma colectividade para a aldeia surgiu “há dois ou três anos”. “As pessoas organizavam-se para promover uma acção determinada, mas ficavam-se por ali, sentia-se que existia alguma vontade de evolução, mas parecia que ainda não tinha surgido o par certo. Assim, um grupo de pessoas avançou com o espírito comum de que Cidai precisa de um movimento deste tipo, que traga uma certa dinâmica”, atestou.

A colectividade pretende levar algumas “novidades para a aldeia”, como a organização de um “arraial de S. João”, ao mesmo tempo que mantém outras iniciativas como a “montra de espantalhos” que já é promovida pela Escola Básica da aldeia. Aliás, a possibilidade de o estabelecimento vir a fechar no próximo ano lectivo foi um dos pontos abordados nesta noite e os responsáveis da associação esperam que o edifício da escola possa ser utilizado para servir a aldeia, no caso de “infelizmente” não existirem alunos suficientes para frequentar o espaço.

Durante o jantar, José Carlos Costa evidenciou que uma das necessidades mais prementes da associação era a aquisição de um computador e pouco depois via o seu pedido ser atendido pela empresa Macof. E como uma oferta nunca pode vir só, a ACRESCI foi ainda brindada com uma impressora, oferta da firma Norsider. “Basta lançar o repto e afinal há resposta”, declarou o presidente, contente com o apoio das empresas.

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No dia da apresentação, a ACRESCI não ganhou apenas um computador e uma impressora, mas recebeu também responsabilidade, já que António Azevedo, presidente da Junta de Santiago de Bougado, quer contar com esta associação no projecto “Bougado Solidário”, que vai ser implementado a partir deste mês na freguesia: “Santiago tem muitas famílias a necessitar de apoio social. Esta associação, com objectivos sociais e culturais, é óptima para a freguesia. O projecto da Junta visa apoiar ocasional e temporariamente as famílias em momentos de maiores dificuldades financeiras”.

O executivo camarário também marcou presença no jantar. No final, o vereador Assis Serra Neves, bougadense e com “uma costela de Cidai”, confessou que estava “contente por presenciar este momento”. “Esta é uma associação que, pela forma como foi criada e pelas características de Cidai,  tem todas as possibilidades para se sustentar. Eu realmente aposto nesta colectividade”, atestou.

Consciente das dificuldades, José Carlos Costa frisou que esta “não é mais uma associação” e pediu aos presentes para “reflectirem em tudo o que foi dito ao longo da noite para que todos possam trabalhar em conjunto de forma a levar a cabo tudo o que seja de interesse para Cidai”. “A maior resposta que podemos ter do povo de Cidai é que apoie a associação”, acrescentou.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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