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Estava a entrar para o carro quando um camião levou a porta do seu BMW. Foi por poucos milímetros que Hélder Falcão não foi também arrastado. O veículo pesado não parou para prestar auxílio.

Não é comum Hélder Falcão deixar a sua viatura no parque de estacionamento da rua junto à sua casa. Esta terça-feira deixou lá o seu BMW. Dirigiu-se para o carro, cerca das 14 horas, entrou e a porta do lado do condutor foi arrastada por um camião que passava na altura e que não chegou a parar.

“A minha viatura foi abalroada por um camião, que nem sequer parou. Eu estava a entrar para o carro para ir a uma reunião às 14.30 horas e o camião passou tão junto ao carro que levou a porta e quase que me levava a mim ao mesmo tempo”, contou Hélder Falcão ainda abalado com a situação.

No estacionamento, que fica situado entre a empresa Trofauto e a instituição bancária, Caixa Geral de Depósitos, o carro de Hélder Falcão era o segundo da fila (no sentido Trofa-Porto) e foi mesmo por poucos milímetros que o condutor não foi arrastado.

O “grande estrondo” assustou vizinhos e comerciantes que de imediato ajudaram Hélder Falcão, mas ninguém viu a matrícula e o veículo pesado seguiu sem prestar auxílio. “Não fui atrás dele porque tinha medo de andar a conduzir com uma mão na porta e outra no volante”, acrescentou o condutor “indignado”.

Não tendo visto a matrícula, o lesado vale-se agora das descrições do camião que vai recolhendo das testemunhas e do que ele próprio se consegue lembrar: “É um veículo pesado de mercadorias, tipicamente usado em construção civil, que leva areia, terra e pedra. Tem uma cabine amarela, parece ser da marca Volvo, tem seis rodados atrás e é muito alto”.

Hélder Falcão não pretende ficar com o prejuízo no seu BMW Bauer, “de série limitada”. A porta ficou retorcida, não fecha e o vidro partiu. O proprietário não acredita que o condutor não tivesse reparado no estrago que causou. “Se fosse um espelho de uma viatura, eu acredito que com o barulho que existe dentro do camião, se calhar com o rádio ligado, ou como está numa posição de condução tão alta perante a estrada, acredito que não dê para reparar. Mas uma porta e o estrondo que foi em que vieram as pessoas todas cá fora para ver o que tinha acontecido, não me parece que o condutor não tivesse reparado”, frisou.

“A sorte” estava mesmo com Hélder Falcão naquele dia, porque “o carro pode ir à vontade”, confessou, mais valor tem a própria vida. “Ainda bem que me disseram uma vez para pôr o carro a trabalhar cinco minutos antes de começar a andar”, lembrou.

A GNR da Trofa esteve no local e está a investigar o caso para ser descoberto o condutor do veículo pesado.