Castro e Centro de Dia foram os temas que se destacaram na reunião da Câmara Municipal da Trofa, em Alvarelhos.

Nove meses depois da última reunião descentralizada, realizada no dia 29 de outubro de 2011 no Muro, o executivo camarário e vereadores do Partido Socialdemocrata (PSD) trocaram o edifício da autarquia pela sede da Junta de Freguesia, onde os alvarelhenses puderam assistir à tomada de decisões de interesse para o concelho e, ainda, questionar o executivo.

A reunião ordinária pública começou pela assinatura do protocolo de delegação de competências entre a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal, para a execução de trabalhos de recuperação dos danos provocados aquando as intempéries de outubro de 2011.

Aproveitando o facto de estar na freguesia onde o Castro se encontra, António Pontes, vereador do PSD, questionou, no período antes da ordem do dia, se a Câmara Municipal “tem algum objetivo um bocadinho mais concreto e conciso”, no sentido de dotar o Castro de Alvarelhos com “mais condições”, para que possa ser “usado como um espaço de visita, que tenhamos no concelho para promoção de carácter turístico-cultural”. Em resposta, Joana Lima, presidente da autarquia trofense, aproveitou para informar que no stand que tem na ExpoTrofa, vai estar um painel referente a esse local, demonstrando “a importância” que dão “ao património que temos”.

Também Assis Serra Neves, vereador do pelouro da Cultura, explanou que houve “investimento este ano” com a inauguração do percurso interpretativo, que se realizou em abril deste ano. O que está previsto, neste momento, é a continuação da limpeza e preservação do Castro de Alvarelhos. “Da exploração do espaço não está previsto e, se calhar, é preferível estar assim do que pôr a descoberto algumas situações. É um espaço que não está esquecido e que está a ser vigiado”, completou. António Pontes ainda perguntou se não é possível fazer “algum aproveitamento do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), para conseguir no espaço envolvente criar condições para que aquilo assuma um outro tipo de protagonismo”. O vereador da cultura asseverou que os “técnicos estão atentos e sabem que têm que aproveitar tudo o que houver de candidaturas”. 

A presidente da autarquia acrescentou que “não há nenhuma candidatura”, relembrando que o “Governo chamou as candidaturas todas, fez a reformulação e afetou todos os disponíveis, para lançar a criação de emprego”. O vereador do PSD questionou ainda se não seria possível através do “potencial via turística”, afirmando ter conhecimento de uma “linha específica para fazer o aproveitamento do património para fins turísticos”. Joana Lima reafirmou que não tem conhecimento de nenhum, pedindo a António Pontes que “se tiver conhecimento de algum programa” que alerte, para tomar as “devidas providências”. 

Também Joaquim Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Alvarelhos, interveio, relembrando que: “A zona territorial de que é conhecida a civilização mais antiga é Alvarelhos, que remonta aos tempos castrenses, só depois é que vieram os romanos”. Além disso a freguesia tem a “Igreja mais antiga do concelho”, datada do século XII.

Por essa razão, pensa que, em termos turísticos, isto poderia “ser uma janela”, para a divulgação e também “uma fonte de receita não só da visita em si, mas também de toda a envolvência”, pois os visitantes “vêm para comprar e alojar-se”. O que poderá levar a uma dinamização, em termos turísticos, não só da freguesia, como também do concelho da Trofa. Em jeito de remate, José Magalhães Moreira, vice-presidente da Câmara Municipal, falou da importância de “estabelecer um roteiro turístico”, que incluísse o Castro e o Miradouro da Santa Eufémia. 

Já no período de intervenção do público, Adelino Maia e Sérgio Quelhas questionaram a autarquia sobre a situação do Centro de Dia de Alvarelhos, que é “importante” e “faz muita falta” na freguesia.


Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF

{fcomment}