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Dois cães, alegadamente, à guarda de uma empresa de Covelas, fugiram e mataram quatro cabras anãs. Proprietária dos animais apresentou queixa-crime contra o dono dos caninos.

Susana Moreira nunca imaginou que seria infeliz o destino das suas quatro cabras anãs, pelas quais toda a família já nutria uma grande estima. Duas fêmeas estavam prenhas, uma delas no final da gestação, mas as crias não chegaram a nascer, porque na madrugada da passada quinta-feira dois cães terão conseguido entrar no estábulo e atacado os animais. Apenas uma das cabras aparentava ter ferimentos, mas as quatro não resistiram ao ataque dos caninos.

Tudo terá acontecido cerca das 4.30 horas, quando Susana Moreira ouviu os seus cães a ladrar, mas o receio de vir cá fora sozinha àquela hora da noite impediram-na de evitar o pior. “Por volta das 7.30 horas, quando o dia começou a nascer, vim cá fora e vi dois cães vadios de meio porte encurralados, porque o meu (cão) não os deixava sair”. Foi assim que Susana Moreira conseguiu aguentar os cães dentro do portão até a chegada do funcionário do canil.

Os dois cães estão, alegadamente, à guarda de uma empresa situada na freguesia, sendo já recorrente a fuga e o ataque a animais. Em declarações ao NT, Sílvia Coutinho, responsável pelo Canil da Trofa, adiantou que os caninos, com chip e vacinas em dia, foram devolvidos ao dono no mesmo dia à noite. Na GNR da Trofa foi apresentada uma queixa-crime contra o proprietário dos cães, que agora terá de responder pelos prejuízos causados.

Comerciante de animais, Susana Moreira lamenta ter ficado sem as quatro cabras de estimação de uma vez só. “Ficámos um bocado desiludidos porque é o nosso ganha-pão e estas cabras são bastante caras para podermos reproduzir”, atesta.

Com o sucedido Susana Moreira não evita o desânimo face àquele que é o seu maior projecto: construir um núcleo zoológico no terreno de que é proprietária, no lugar de Lemende, em Covelas. “Acho que ficava bem termos aqui na Trofa algo para os miúdos verem como é que são reproduzidos os animais, como vivem, o que comem, porque muitas crianças não sabem como uma cabra tem os seus bebés, nem como um garnisé choca”, enumerou.

As ideias já estão delineadas, mas a burocracia excessiva necessária está a atrasar que o projecto avance. “Para fazer um núcleo zoológico são precisas muitas autorizações e muita burocracia, e algum dinheiro para fazer as instalações, precisamos de um projecto para andar com isso para a frente, mas não me podem dar empréstimo a fundo perdido porque isto já está hipotecado”, explicou. Nos cerca de 7500 metros quadrados que possui – núcleos zoológicos exigem mais de cinco mil – Susana Moreira pretende albergar vários animais e instalar lagos para dar asas ao projecto que sempre quis realizar.