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A “casa das respostas” da EB 2, 3 da Trofa abriu as suas portas, apresentado um novo rosto e uma renovada forma de estar. Para além da reinauguração da biblioteca escolar da Escola Básica 2,3 Prof. Napoleão Sousa Marques, no passado dia 25 de Março os livros da EB de Feira Nova, em S.Mamede do Coronado foram contemplados com uma nova casa.

Depois dos livros da EB 1 do Paranho terem sido contemplados com uma nova casa, no passado dia 25 de Março foi a vez da Escola Básica 2/33 Prof. Napoleão Sousa Marques reinaugurar a sua “casa das respostas”. O espaço e o mobiliário renovados conferiram um novo rosto ao lar dos livros, mas o objectivo principal foi “modificar os hábitos e a forma dos alunos e dos docentes estarem na biblioteca”, como explicou ao NT Mónica Freitas, coordenadora da biblioteca. “A biblioteca que existia na escola era uma biblioteca completamente diferente da que existe agora, porque foi integrada na Rede Nacional de Bibliotecas Escolares”, afirmou a docente, explicando que agora se incluem nela “actividades planeadas”, entre outras mudanças que vieram renovar o espaço. De acordo com Mónica Freitas, a biblioteca escolar “está dirigida aos alunos do segundo e terceiro ciclos, mas como biblioteca sede de agrupamento, todos os alunos das escolas do primeiro ciclo e até jardins-de-infância têm acesso às instalações e, eventualmente, à partilha de materiais”. Actualmente, a biblioteca escolar abre as suas portas entre as 9 e as 12 horas e as 13 e as 17 horas, mas o horário irá ser estendido brevemente até à hora do término do último tempo lectivo, às 18.30 horas. “Vamos ainda ponderar como a biblioteca irá funcionar no período de férias lectivas”, avançou ainda a coordenadora.

Durante a sua intervenção na inauguração do novo equipamento escolar, Paulino Macedo, presidente Agrupamento Vertical de Escolas da Trofa salientou o desenvolvimento de uma cultura integrada da leitura, incentivada nas escolas trofenses, particularmente visível na Semana da Leitura, promovida pela autarquia. “Uma semana viva em que autarcas, encarregados de educação, pais, avós e jornalistas passaram pelas nossas escolas para motivar e incentivar a leitura junto dos nosso alunos”, realçou o responsável. “A leitura orientada entrou nas nossas salas de aula com normalidade e hoje é conhecida com uma necessidade, por um lado, e uma mais-valia por outro”, referiu ainda, salientando o trabalho contínuo que tem sido desenvolvido para aumentar a literacia dos trofenses. Ressalvando que “a biblioteca contribui indubitavelmente para essa mais-valia”, Paulino Macedo reconheceu que “há ainda muita coisa para fazer” e apelou ao apoio do presidente da autarquia, Bernardino Vasconcelos, também presente na reinauguração. “Ajude-nos a desenvolver projectos na biblioteca ou fora dela, que sejam integradores e envolventes de toda a comunidade trofense, como por exemplo a abertura das bibliotecas ao fim-de-semana”, sugeriu o presidente Agrupamento Vertical de Escolas da Trofa. “Numa outra perspectiva porque não abrirmos a biblioteca ao público? Afinal temos bibliotecas na Trofa que podem fazer com que elas atinjam a sua plenitude”, considerou ainda.

Por sua vez, Bernardino Vasconcelos frisou a importância do conceito de cidadania para o qual considerou ser fulcrais “uma boa informação e o gosto pelo livro e pelo hábito da leitura”. Considerando de extrema importância a luta contra a iliteracia, o edil sublinhou a inauguração das várias bibliotecas como a aposta de “dar às crianças os melhores instrumentos e condições para poderem ter um uma formação completa”. Tendo dirigido ainda uma palavra aos professores, salientando a “sua nobre função de educadores”, o presidente da autarquia fez ainda referência ao acordo assinado pela autarquia para a gestão do parque escolar das escolas básicas dos 2º e 3º ciclos”. “Fizemo-lo no sentido para que esta escola rapidamente sofra obras para se adaptar àquilo que são as exigências e as qualificações que esta escola tem que ter”, realçou, considerando que a mesma “já deveria ter sofrido obras”.