Clube de Caçadores da Trofa reuniu para batida à raposa na freguesia de Covelas. Os caçadores abateram quatro raposas e cederam à Universidade do Porto um macho e uma fêmea para pesquisas sobre doenças que afectam a espécie.

De arma em punho e com a roupa camuflada os caçadores partiram para o interior dos montes de Covelas à caça das raposas.

Caçadores e cães formam a equipa que mais tarde traz “o troféu” embora. Mas para os que não vêem com bons olhos este desporto, os amantes desta arte desmistificam e garantem que “o convívio” e o “equilíbrio das espécies” está na génese destas jornadas de caça.

José Silva, caçador há cerca de 35 anos, foi atraído pelos amigos que também “eram caçadores”. “No monte, depois de uma semana de trabalho sinto-me mais descansado, sem stress”, confirmou o trofense que garantiu sentir-se “bem fisicamente” praticando este tipo de desporto.

“É um desporto saudável”, reitera António Oliveira, caçador há já 40 anos. E para aqueles que não compreendem, explica que existem regras: “Antigamente matava-se o que se queria, agora não, cada um tem um número de peças de caça”.

Esperava-se uma batida “difícil”, uma vez que as raposas “são manhosas” contavam os caçadores. Mas o prazer de conviver com os amigos ultrapassava esse pormenor.

“É uma jornada de caça onde procuramos divertir-nos”, contou José Duarte Silva, presidente do Clube de Caçadores da Trofa, organizador da iniciativa que reuniu cerca de 80 participantes.

Depois das inscrições realizadas, José Duarte coordenava os caçadores junto à Capela de S. Gonçalo e advertia para a necessidade de cumprir as regras impostas. Manter-se nos locais estabelecidos, aquilo a que chamam “portas”, era uma das regras mais importantes.

O presidente do clube considerou ainda importante realçar que “a jornada de caça é realizada sempre no sentido de beneficiar o património cinegético de uma forma geral”. “Não pretendemos liquidar as raposas”, frisou.

O S. Pedro também ajudou e cerca das 9.30 horas os caçadores partiam para o monte em Covelas para dar início à batida. A jornada de caça começou e terminou com um foguete. Os caçadores trouxeram quatro raposas e cederam à Universidade do Porto um macho e uma fêmea para realização de análises que ajudem a “descobrir algumas doenças graves que estão a aparecer, e que podem levar a um descontrole da espécie”, reiterou José Duarte.

A próxima batida à raposa está marcada para o dia 6 de Fevereiro, com concentração às 8 horas, junto ao Hotel Pinheiro Manso. As inscrições têm um custo de cinco euros e devem ser feitas no dia e local da batida. Os caçadores devem fazer-se acompanhar de toda a documentação exigida pela Lei da Caça.