Durante o almoço de confraternização, organizado pelo Clube de Caçadores da Trofa, no dia 8 de janeiro, dois caçadores viram as suas armas furtadas do interior do veículo.

Para marcar o encerramento da época de caça de “salto”, o Clube de Caçadores da Trofa, e seus associados organizaram uma caça à perdiz, seguido de um almoço de confraternização. Alguns caçadores de Vila de Conde, quando souberam desta atividade, não hesitaram em participar.

Tudo para passar bons momentos de convívio. O que eles não imaginavam é que acabariam por ser vítimas de um crime. Tudo aconteceu enquanto os caçadores se encontravam no almoço de confraternização, realizado em Covelas. Os assaltantes estroncaram a viatura, entre as 13 e as 14 horas, para consumarem o delito. Duas caçadeiras, que estavam no interior do veículo, foram furtadas.

Considerada como “inédita” para a maior parte dos caçadores, muitos foram os que apareceram apenas para a confraternização e não para a caça. Os 14 grupos, totalizando 85 pessoas inscritas, andaram pelo concelho à caça da perdiz. Esta iniciativa, que já estava a ser programada desde agosto, foi considerada “positiva” devido à “colaboração e participação dos caçadores”, situação que José Duarte da Silva, presidente do clube, não contava que fosse em tão grande número. Segundo o presidente, “em termos de caça matou-se muito pouco”, mas esse não era o principal objetivo, mas sim que os caçadores se distraíssem e que se “proporcionasse um dia de caça bonito”.

No final, os caçadores juntaram-se num almoço de confraternização, em Covelas, que também serviu para desejarem um bom ano 2012 a todos os caçadores e seus familiares. A próxima atividade é já neste domingo, dia 15 de janeiro, com a batida à raposa. O local de concentração dos caçadores será na sede do Grupo Desportivo de Covelas, junto à Capela de S. Gonçalo, pelas 8 horas. As inscrições, que terão o valor único de cinco euros, serão feitas no dia e local da concentração. O Clube de Caçadores alerta que todos os participantes devem fazer-se acompanhar de todos os documentos exigidos pela lei da caça. 

José Duarte da Silva queria contar com o mesmo apoio dos sócios que teve esta semana, porque, segundo o mesmo, “é um incentivo para quem está na direção, sentir que os associados se integram e colaboram nestas iniciativas”. A batida à raposa, onde as participações costumam rondar as 60 pessoas, “é muito controlada” e os caçadores têm “regras que devem obedecer”. Esta caçada é um grande momento de convívio, onde o objetivo não passa por “matar a raposa”.

O presidente do Clube de Caçadores espera manter o número de participantes dos anos anteriores. A partir de agora, só poderá ser praticada a “caça às espécies migratórias”, em locais determinados.

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