É de Santiago de Bougado, professora de música há mais de 20 anos e, recentemente, lançou um álbum de música instrumental, que tem acolhido várias críticas positivas.

Carla Reis Neves, residente em Cedões, apaixonou-se pela arte da composição ainda no tempo que estudava no Conservatório de Música do Porto, mas só há cerca de um ano decidiu aventurar-se pela produção de um álbum. “Branco Escuro” dá nome ao trabalho discográfico, que está acessível, gratuitamente, em mais de 20 plataformas online.

Produzido em parceria com Diogo Penha, o álbum caracteriza-se pela “vertente minimalista” e pela influência do estilo clássico, através da sonoridade de instrumentos como o piano, o violoncelo, o violino e o contrabaixo,os três últimos tocados por Diogo Penha, Alexandra Silva e Dércio Fernandes, respetivamente.

“É uma música que fica no ouvido e que dá para diversas predisposições e situações. Por exemplo, é bom para fazer meditação”, afirmou, em entrevista ao NT, Carla Reis Neves, que se diz surpreendida pelo feedback. “Além dos meus familiares, amigos e conhecidos, tenho colegas como o João Pedro Pais e alguns cineastas que se pronunciaram de forma positiva acerca do meu trabalho. Um cineasta, aliás, já encomendou uma das minhas músicas”, anunciou.

Duas músicas foram produzidas em Cedões, na casa da artista, enquanto as restantes viram a luz do dia em Ponte de Lima, em fins de semana de intenso trabalho, que está agora a ser recompensado tal têm sido as interpelações para que o álbum esteja disponível em formato físico. “Preocupei-me em colocá-lo online para que as pessoas pudessem ouvir, mas tenho sido surpreendida, porque já tive vários pedidos para que haja em CD. Em breve, estará disponível”, contou.

As músicas contam todas uma história. “1943” é dedicada ao pai falecido há cerca de dois anos e deverá ser a primeira com videoclip, “aidualk” é inspirada na melhor amiga e “Pico” homenageia a beleza dos Açores, onde fez a ante-estreia do álbum.

A apresentação oficial do álbum ainda não tem data nem local definido, porque, para já, a artista está empenhada em fazer face a encomendas que tem recebido.

Ao NT, confessou ter mais trabalhos, mas de música com letra em português, que se mantêm na gaveta porque ainda não encontrou “a pessoa certa para lhes dar a voz”.

Carla Reis Neves revelou gosto pela música aos três anos, quando pediu aos pais para estudar a arte. Aos oito anos começou a ter aulas com uma professora, em Mindelo, e aos dez entrou no Conservatório de Música do Porto, onde fez grande parte da sua formação musical.

Além de tocar piano e de compor, é professora de 2.º e 3.º ciclo na Didáxis, em Riba de Ave, concelho de Vila Nova de Famalicão.