O Bougadense comemorou 39 anos de existência. A direcção quer dar continuidade ao trabalho desenvolvido, contando com a ajuda de todos os amigos do clube.

 Com 39 anos, o Atlético Clube Bougadense continua a reerguer-se com vitalidade. Depois de tempos conturbados, devido a problemas financeiros, a maior colectividade de Santiago de Bougado mereceu a reaproximação dos adeptos, que começam a encher o Parque de Jogos da Ribeira ao domingo. Para isso muito tem contribuído a equipa sénior que, a militar na série 1 da 1ª Divisão da Associação de Futebol do Porto, tem feito um brilharete nos jogos em casa, com um futebol atractivo e de ataque.

Adalberto Maia, presidente do Bougadense, está “muito satisfeito” com a prestação da equipa e com o trabalho do treinador Luciano Simões, que “devolveram” os adeptos ao clube: “Agora já vemos famílias inteiras a vir ao futebol e isso dá-nos muita força para darmos continuidade ao nosso trabalho”, frisou.

O responsável quer que Luciano Simões “aceite continuar no Bougadense para o ano”, pois reconhece que “não é fácil uma equipa como esta vencer a outras com orçamentos muito elevados”.

O plantel é composto por vários atletas oriundos da formação e o futuro passa por dar continuidade a esta política. “Ter jogadores que estão no clube desde as escolas é o tal suporte que o Bougadense precisa. Para o ano, certamente, teremos mais juniores na equipa principal, pois também temos que cortar nas despesas”, explicou.

E como o exemplo tem que ser dado por todos, até os atletas “prescindiram dos ordenados” a meio da época, para jogarem “praticamente com amor à camisola”. “Eles aceitaram jogar apenas com prémios de presença nos treinos e nos jogos, que são valores simbólicos”, atestou.

Esta foi mais uma forma de o clube aliviar as contas e tentar dar mais um passo para a resolução de todos os problemas financeiros. Muitos deles “já estão resolvidos”, assegura Adalberto Maia, que não esquece “a ajuda de todos os sócios e amigos do Bougadense”. “Também não posso deixar de agradecer à Câmara Municipal da Trofa e à Junta de Freguesia de Santiago de Bougado que têm sido inexcedíveis no apoio que têm dado ao clube. Continuamos a contar com elas para levar este barco a bom porto”, afiançou.

No departamento de formação, o protocolo com a escola de futebol Geração Benfica termina esta temporada e não será renovado, devido ao facto de o mandato de Adalberto Maia estar a terminar. No entanto, o presidente espera continuar a trabalhar e já tem “alguns projectos em estudo”.

Com a época a caminhar para o fim e com os objectivos praticamente “cumpridos”, o responsável não esquece as outras colectividades do concelho: “Desejo que o Trofense consiga a subida de divisão, porque a Trofa precisa da ‘bandeira’ que é este clube, e que o presidente continue por muitos anos. Também espero que o Paradela consiga assegurar a manutenção e o que S. Romão continue a levar longe o nome do concelho”.

O Atlético Clube Bougadense assinalou 39 anos a 12 de Março e comemorou-os com uma missa solene, que se realizou na Igreja Matriz de Santiago de Bougado.

 

Tribunal dá razão ao Bougadense

José Olgário, antigo presidente do Bougadense e proprietário da empresa Arpesa, interpôs uma acção em tribunal contra o clube a exigir o pagamento de uma factura relativa a trabalhos realizados no Parque de Jogos da Ribeira, aquando a colocação do relvado sintético.

A actual direcção do Bougadense recusou-se a pagar a factura, não reconhecendo a prestação de serviços da empresa. “Ficamos admirados quando recebemos uma factura por carta registada, porque só três empresas é que fizeram obras e nenhuma delas foi a Arpesa”, afirmou Adalberto Maia, que quis “defender os interesses do clube”.

Já José Olgário garantiu ao NT que em causa está uma divida inicial “de 28,697 euros”. “O depósito que está lá (no Parque de Jogos da Ribeira) foi a Arpesa que o fez, assim como a entrada para os balneários, a pintura da sala, onde existia a dança, e o chão desta”, assegurou.

“Eles (direcção do Bougadense) foram mentir, porque sabiam da realização desses trabalhos. Na altura, houve uma Assembleia-geral em que foi designada uma comissão de avaliação das obras e há papéis que comprovam a existência da dívida à Arpesa”, frisou.

Por não ver provada a realização dessas obras, o Tribunal de Santo Tirso deu razão ao Bougadense, que não terá que pagar nada à empresa.