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Ano 2011

Bougadense com novo treinador

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O Bougadense recebeu em casa este domingo, 30 de outubro, o Aliança de Gandra na 8ª jornada da série 1 da 1ª Divisão da Associação de Futebol do Porto. O jogo resultou num empate a duas bolas.

Este foi um jogo especial para o Bougadense uma vez que os jogadores foram orientados pelo treinador-adjunto Pedro Pontes em vez de Luciano Simões. O treinador abandonou o comando técnico “durante a semana”, devido aos resultados menos conseguidos que davam apenas um ponto à equipa à entrada para a 8ª jornada.

Apesar de ter conseguido um empate frente ao Aliança de Gandra neste jogo, o Bougadense continua em último lugar (18º).

Na primeira parte do jogo a equipa de Paredes foi superior à do Bougadense, adiantando-se no marcador aos 30 minutos, por Tiago Rocha. Em cima do intervalo, Carlos Carvalho, do Aliança, viu o segundo cartão amarelo e foi expulso do jogo.

No início da segunda parte, aos 49 minutos, a equipa de Santiago de Bougado aproveitou que estava em superioridade numérica e conseguiu chegar ao empate, por intermédio de Tó Maia.

A partir desse momento, a equipa do Bougadense ficou entusiasmada e mostrou superioridade em relação à equipa do Aliança. Poucos minutos depois, Adriano completou a “cambalhota no marcador”, colocando a formação bougadense em vantagem.

Os jogadores adversários começaram a ficar nervosos e tudo estava a correr de feição para o lado do Bougadense. Mas os últimos minutos de jogo parecem estar amaldiçoados para a equipa, que tem sofrido muitos golos nos momentos finais. Esta partida não foi exceção e ao terceiro minuto de compensação, o Aliança de Gandra restabeleceu o empate, por intermédio de Tiago Rocha.

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Para o treinador forasteiro, Mário Rocha, este foi um jogo difícil, mas que teve um resultado justo. “Já prevíamos que ia ser um jogo difícil pela situação do Bougadense e isso confirmou-se. Nós também precisamos muito de pontos e, por isso mesmo, notou-se alguma intranquilidade na equipa. Contudo conseguimos empatar e considero que foi um resultado justo para as duas equipas”, afirmou.

Já para Pedro Pontes, atual treinador do Bougadense, os seus jogadores foram uns “verdadeiros leões” em campo. “Os jogadores mostraram neste jogo que estão aqui para vingar e, por isso mesmo, vamos tentar fazer tudo o que esteja ao nosso alcance para ver se o Bougadense melhora. Este empate, de certo modo, fez aumentar a autoestima dos jogadores, apesar da intranquilidade que se vive na equipa, mas a seu tempo acredito que vamos vencer e sair desta situação”, asseverou o novo treinador.

Na próxima jornada, 6 de novembro, os Leões da Citânia recebem o Bougadense.

Luciano Simões: “Alguma coisa tinha de ser feita”

Durante a semana que antecedeu a 8ª jornada, Luciano Simões comunicou à direção do clube que iria deixar vago o seu lugar, por considerar que “alguma coisa tinha de ser feita”. Contactado pelo NT, o técnico apontou os “maus resultados” como o principal motivo que o fez tomar a decisão. “O campeonato não estava a correr bem, apesar de sabermos que iríamos ter um início muito complicado. Com os resultados a equipa começou a ficar intranquila e prova disso são os golos sofridos nos últimos minutos”, frisou.

O ex-treinador do Bougadense considera que a intranquilidade se deve também à imaturidade do plantel e que a solução passa por “fortalecer a equipa com dois ou três jogadores experientes”. Mesmo assim não refuta “o valor” do grupo atual, referindo que “tem condições para fazer um bom campeonato”. “Falta uma vitória para os motivar”, afirmou, não esquecendo que foi “sempre muito bem tratado pela direção e pela massa associativa”.

Também Adalberto Maia, presidente do Bougadense, considera que a equipa “precisa de uma vitória” para conseguir alento para cumprir o objetivo da temporada, a manutenção. “Ainda estão muitos pontos em disputa”, afiançou, garantindo que a saída de Luciano Simões não estava nos planos da direção, que “mantinha confiança” no técnico. “Justificou que precisava de sair, porque estava a afetar-lhe a saúde. Fiquei triste com a sua decisão, mas vamos dar a volta à situação”, asseverou.

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O presidente do Bougadense acredita que “depois de começar mal, a equipa vai acabar bem” e que o novo treinador “tem todas as condições para fazer um bom campeonato”.

Adalberto Maia agradeceu aos adeptos por “apoiarem o clube mesmo com os maus resultados, mostrando ter confiança no trabalho que está a ser feito”.

Luciano Simões terá pedido à direção que promovesse Pedro Pontes a treinador, pois confia no valor do novo “homem do leme” do Bougadense. {fcomment}

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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