Comandante dos Bombeiros e presidente da AHBVT fizeram balanço do trabalho desenvolvido em 2010. Para o próximo ano a ambição continua “a ser grande”.

 

Comando e Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT) querem ver colmatadas algumas “necessidades” da corporação trofense ao longo de 2011. Os objectivos passam pela aquisição de uma nova viatura e instalação do sistema de comunicações.

João Pedro Goulart, comandante dos Bombeiros, reconhece que existem “algumas necessidades identificadas”, mas garante que se tem “socorrido das instâncias competentes”. Exemplo disso é a recente oferta de Eurico Ferreira e da família de uma viatura, com um kit adaptado para combate a incêndios florestais e outro para situações de inundações. Esta oferta é “fruto do trabalho da actual direcção”, garantiu.

Para o ano que se avizinha, o comandante quer ver satisfeito o “anseio” de adquirir um “veículo florestal de combate a incêndios”. “Esta é a nossa prioridade em termos de equipamentos e já fizemos chegar essa informação junto da direcção, que, no fundo, tem a seu cargo a elaboração do orçamento e do plano de actividades”, acrescentou.

No balanço de 2010, Goulart falou da “fase Charlie”, o período crítico da época de fogos: “Felizmente o concelho da Trofa teve um número de incêndios e fogachos (chama súbita e pouco duradoura) inferior ao de outros anos, mas as horas de combate e o número de efectivos foram praticamente os mesmos, portanto há um grande trabalho ainda a ser desenvolvido”. A diminuição da área ardida é importante para “conseguir manter os objectivos definidos pela Comissão Municipal da Defesa da Floresta”.

Nas restantes “ocorrências para as quais os bombeiros são solicitados, como a prestação de socorro”, deve existir “algum trabalho de prevenção, nomeadamente ao nível dos acidentes rodoviários, já que o risco deste tipo de ocorrências resulta quer dos sinais de perigo existentes (sinalização das vias rodoviárias e a forma como elas são construídas), quer do factor humano”. “Temos de continuar com as campanhas de sensibilização e de educação para assim reduzir a sinistralidade rodoviária e o número de vítimas”, garantiu o comandante.

Num “contexto difícil económica e financeiramente”, Pedro Ortiga, presidente da AHBVT, faz um “balanço positivo” de 2010. “Conseguimos aquilo que eram os principais objectivos, fizemos investimentos avultados com a ajuda de muitos sócios beneméritos da Associação. Para além da viatura referida pelo senhor comandante, inaugurámos no nosso aniversário uma viatura de transporte de doentes e equipámos o quartel com um gerador que permite a auto-suficiência em caso de catástrofe ou corte de energia, que era uma lacuna que punha em causa a resposta do corpo de Bombeiros”, enumerou o presidente.

Ainda assim, “muito mais há a fazer e a ambição é grande”. “Nós estamos muito em linha com o comando e, nesse sentido, temos como prioridade a aquisição de uma viatura que é dispendiosa e só com parceiros institucionais é que podemos concretizar este objectivo”, atestou Pedro Ortiga. A “nova central de comunicações” é também um “projecto para 2011”: “Já temos um primeiro apoio e agora falta-nos o restante, até porque aquilo que foi a comparticipação da Câmara Municipal (cerca de dez mil euros) faz parte de um investimento que ronda os 40 ou 50 mil euros”.

No início do próximo ano, Pedro Ortiga prevê a chegada de “um lote de equipamentos de protecção individual”, que é “fundamental para a segurança dos bombeiros”.