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Nestas duas semanas, 36 elementos dos Bombeiros Voluntários da Trofa tiveram formação de revalidação das competências como presta-dores de socorro.

Com a duração de “25 horas”, a formação de “recertificação dos tripulantes da ambulância de transportes”, no âmbito da “reva-lidação das competências dos bombeiros enquanto prestadores de socorro pré-hospitalar”, aborda temas como “Suporte Básico de Vida com a componente da desfibrilação automática externa, o exame da vítima ao nível das emergências médicas e ainda das emergências da vítima de trauma e o parto súbito ou parto eminente”. No final da formação, os formandos são sujeitos a uma “avaliação de componente prática e teórica”, em que “têm que ter os requisitos para serem aprovados”.

A formação, “obrigatória para revalidar estas competências” a cada “três anos”, é ministrada por três formadores, entre eles, João Pedro Goulart, formador interno do corpo de bombeiros da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT) e formador da Escola Nacional de Bombeiros.
João Pedro Goulart explicou que os bombeiros têm o primeiro contacto com estas temáticas nos “cursos base dos tripulantes da ambulância de transporte”, com a duração “50 horas”. Nessa primeira formação, os forman-dos “esclarecem dúvidas, investem em matéria de aquisição de conhecimento, há periodicamente ou constantemente a prestação de provas e de avaliação e uma forte e grande componente prática da aplicação do conhecimento adquirido a situações práticas, simulações mas próximas do contexto real”.

O comandante em exercício dos BVT, Filipe Coutinho, afirmou que a corporação tem tido “a preocupação de cada vez mais habilitar e capacitar estes voluntários para desempenharem as suas funções ao mais alto nível”. “Temos neste curso homens e mulheres voluntários que após o seu horário laboral se dedicam cada vez mais a ter formação para desempenharem o voluntariado. Temos um total de 18 em formação e, na semana passada, tivemos outros 18. Há um mês tivemos outros 18 em formação em Vila do Conde”, enumerou, frisando que “a maior preocupação” dos bombeiros é ter “homens cada vez mais habilitados para poderem desempenhar as funções e prestarem o socorro às populações”.
Além disso, esta necessidade está relacionada com a população que “é mais exigente no socorro” e, como “exigem cada vez mais aos voluntários”, estes “já sentiram esta necessidade e preocupam-se em saber para melhor fazer”.