Vizinhos chamam Guarda Nacional Republicana por causa do ladrar dos cães.

“Os cães ladram e os vizinhos devem querer que eles miem”. Esta é a razão apresentada por Bruno Santos para o insólito que se está a passar na rua onde mora, na Travessa dos Carvalhi-nhos, em Santiago de Bougado.
Já por duas vezes, Bruno Santos e a esposa Carla Ferreira foram alvo da visita dos militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) da Trofa, por os vizinhos terem apresentado queixa por causa dos dois cães, Quim e Neca, estarem a ladrar. Uma das vezes já passava das 23 horas e da outra era cerca das 6.45 horas.
Bruno Santos relatou que a GNR “começou-se a rir”, porque reparou que “na rua toda a gente tem cães e todos ladram”. A GNR não registou qualquer ocorrência, pois, segundo o proprietário, esta é a “maneira de os cães falarem” e se “ladram é porque pressentem alguém na rua”. “Acho inacre-ditável chamar as autoridades por causa disto. Sei quem foi e o problema é que os cães ladram. Essa pessoa tem cão, ladra, mas não mia”, acrescentou.
O dono dos cães não entende o porquê de só agora surgirem as queixas por parte dos vizinhos, pois já tem a Neca “há quase quatro anos” e o Quim “nasceu no Domingo de Ramos”. Os cães “sempre” ladraram e daí “não” saber o porquê de só agora das queixas. “Acho esquisito, estranho e insólito, porque os vizinhos, às vezes, ao fim de semana ou durante a semana, se tiverem a família com eles e quiserem estar mais à vontade à conversa, no nosso quarto ouve-se, mas não vamos chamar as autoridades por isso. Porque não é sempre, nem todos os dias”, afirmou.
Numa altura em que muito se manifesta pelos direitos dos animais e por “os canis estarem cheios”, Bruno não entende o porquê de “as pessoas chamarem a GNR para eles não ladrarem, se calhar, querem ‘calar os cães’” ou que “os tiremos daqui”.