Todos temos direito a férias. Esse, o FMI ainda não cortou!

Todos os trabalhadores, e aqui incluo “as donas de casa” que muitas vezes se desvaloriza o seu trabalho e empenho na estabilidade e poupança do orçamento familiar, têm direito a ter um tempo de lazer e descanso na companhia dos seus mais próximos, familiares ou amigos.

Nos últimos anos, muitos já abdicaram de uma parte do orçamento das férias em prol de um dia a dia mais folgado, com mais bem-estar, ou na prossecução de alguns objetivos de vida, mais ou menos materiais.

Mas … as férias são um período muito importante para podermos descansar, avaliar o que fizemos e programar o que vamos fazer – Refletir, programar e repor energias.

Ir para o estrangeiro é uma utopia… Férias “cá dentro” para muito longe já não é slogan para muita gente.

Muitas vezes, nem é necessário ir para muito longe… A praia está aqui bem perto, o pinhal não dista muito, os museus estão aqui ao lado. Isto, sem falar nas festas e romarias que “cantarolam” pelo Norte inteiro. Passar uns dias de férias no nosso lar, com idas e voltas pelo que está perto é um desafio que pode surpreender os mais céticos.

Desde um dia na praia, no campo, um piquenique, uma visita a um museu, ou uma visita à família, são sempre sugestões fáceis…

Estas férias podem servir para visitar o que está próximo e que durante o ano parece longe pelas mais diversas razões.

Proponho umas férias diferentes, de convívio e cultura.

Vamos mostrar aos nossos filhos e netos como se passavam férias nos tempos em que o ritmo das nossas vidas não era marcado pelo FMI, pelo ritmo dos mercados e pelas especuladoras e agiotas agências de rating.

Aqui no Concelho, podemos visitar o Castro de Alvarelhos, as belas igrejas e capelas (Já conhece todas?) e mostrar as Festas da Nossa Senhora das Dores … O Alto Minho também é pródigo – desde a Póvoa até Valença, há um sem número de acontecimentos e monumentos da mesma natureza.

O Douro tem uma paisagem deslumbrante. Lembra-se?

Há quanto tempo não lê um livro?

Num raio de 50 Km a oferta cultural, para além da mencionada, pode ser diversa – teatro, cinema, festivais de música, etc.

Podemos também aproveitar este dias para fazer alguma coisa pelos outros e visitar aqueles que menos têm, crianças e idosos abandonados pelas suas famílias.

Boas férias!

Tiago Vasconcelos

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